sexta-feira, 24 de outubro de 2014

UM PAÍS DE FICÇÃO

Ouvi falar de um país grande em que dois candidatos disputavam a eleição presidencial sob as seguintes condições: 
  • O presidente do tribunal eleitoral tinha sido advogado eleitoral do partido da candidata-presidente, e assessor de um dos chefões do mesmo partido;
  • Esse chefão do partido estava preso na capital federal, onde haviam estado outros integrantes da cúpula partidária;
  • A prisão do grupo decorreu de recente condenação pela corte suprema, que entendera ter havido uma tentativa de assalto ao poder político por meio da compra de apoio de parlamentares, num escândalo de proporções homéricas, que usou dinheiro público;
  • A corrupção esteve incrustada no Poder no mesmo período em que o agora presidente do tribunal eleitoral servia no Governo ao primeiro chefão citado - no entanto, isso não impediu que o jovem advogado viesse a ocupar importantes cargos públicos, e se tornasse um dos juízes do processo que julgava os crimes praticados pelo seu antigo chefe;
  • Durante o ano eleitoral, surgiram novas e escabrosas denúncias contra o pessoal do partido do Governo, com possíveis implicações para a candidata-presidente e contra seu antecessor e mestre - este o verdadeiro líder do grupo;
  • Em vez de se mostrar preocupada, a candidata-presidente, com apoio voraz de seu antecessor e mestre, partiu para a agressão contra o opositor, um político experiente e democrata que passou a ser chamado de "nazista", "herodes", "playboy" e "filhinho de papai", entre outras coisas, num sistemático trabalho de difamação;
  •  Enquanto boatos eram espalhados para amedrontar eleitores carentes e desprotegidos, o mestre da candidata-presidente vociferava aos quatro ventos que aquela eleição era uma guerra entre ricos e pobres, "nós e eles", norte e sul...;
  Em nenhum momento a presidente-candidata pediu perdão ou corou de vergonha diante das mazelas e atrocidades de seu Governo, um dos mais incompetentes da História. E, enquanto se aproximava o dia da eleição, surgiam novos indícios de que, se vitoriosa, a distinta senhora poderia ser alvo  de um processo de impeachment.
 No entanto, apesar de coisas que em outros países levariam rapidamente a uma crise política e quiçá institucional, caso não tomadas as medidas legalmente cabíveis, esse grande país, de acordo com as pesquisas, estava dividido ao meio, dando alguma vantagem para a candidata-presidente...
Depois de ouvir esse relato, não duvidei de que esse país pudesse existir. Tudo parecia factível. Só não acreditei quando me disseram que se tratava de um país democrático. 
 
 
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sou anti-PT!

Sou um eleitor declaradamente anti-PT.
Sou anti-PT porque o PT é contra a democracia e os princípios da República.
Sou anti-PT porque o PT mente reiterada e descaradamente.
Sou anti-PT porque o PT se apega ao poder e o aparelha com seus apaniguados e militantes.
Sou anti-PT porque o PT não gosta da imprensa livre nem da liberdade de expressão.
Sou anti-PT porque o PT transformou a corrupção em forma sistemática de assalto aos cofres públicos em benefício de um projeto de contaminação do Estado.
Sou anti-PT porque o PT administra a pobreza e depende de sua manutenção.
Sou anti-PT porque o PT é amigo de ditadores bolivarianos e de ditadores fundamentalistas do Islã.
Sou anti-PT porque o PT é contra o Estado de Israel.
Sou anti-PT porque o PT flerta com terroristas.
Sou anti-PT porque o PT tem um discurso anacrônico para sua torcida, de antiimperialismo e antiamericanismo e "socialismo democrático" (!).
Sou anti-PT porque o PT comprou e compra falsos jornalistas, com prebendas de estatais, para que falem bem dos governos petistas e mal da imprensa livre e da oposição.
Sou anti-PT porque o PT se acha o descobridor do Brasil, e não é.
Sou anti-PT porque o PT usa uma suposta defesa dos direitos humanos para satisfazer seus interesses, mas não está nada preocupado, nem com o Direito nem com os humanos.
Sou anti-PT porque o PT ofende a minha inteligência e agride a minha cidadania.
 

 

Fale comigo!

Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@gmail.com. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.