sábado, 23 de abril de 2016

Todo "direitista" é militarista?



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A pergunta-título pode parecer tola para quem conhece um pouco de teoria política, mas me parece necessária nestes tempos de confusão. Num contexto de aumento dos críticos e fortalecimento das críticas ao governo petista, surge uma onda de simpatia à direita, mas que às vezes se aproxima perigosamente de apreço pela ditadura militar ou até mesmo pela tortura como forma de combate ao socialismo/comunismo. De outro lado, os socialistas e esquerdistas em geral são levados a confundir direita com militarismo. Ambas as posições, porém, estão erradas!
O militarismo pode ser uma tendência tida por "de direita" por sua adesão às ideias de ordem, estabilidade, força e emprego das Forças Armadas e Forças Policiais como agentes políticos, mas anda muito distante do liberalismo, do conservadorismo e do liberal-conservadorismo. Mais do que isso, o militarismo, por ser uma ideologia, não apetece em nada aos conservadores, avessos que são a qualquer tipo de ideologia, à esquerda e à direita.
Se eu não estiver enganado, o militarismo se parece com o positivismo, já que este entende a (boa) sociedade como sendo necessariamente estruturada de modo rígido e funcional, em busca da ordem para o progresso.
Para ser contra a esquerda não é preciso ser militarista nem positivista - assim como não é preciso ser monarquista, "olavista" nem "bolsonarista". Para ser contra a esquerda existem boas opções, que estão entre o liberalismo e o conservadorismo.
Vale dizer que conservadorismo nada tem que ver com reacionarismo: o conservador olha para o passado buscando preservar tradições, crenças, valores e instituições aprovados pelo tempo; o reacionário, por sua vez, olha para o passado buscando preservar... o passado.
Creio que muita genta boa, no desejo de não ser esquerdista, acaba caindo no conto militarista, por suposta falta de opção. Mas é possível conhecer o mundo de uma perspectiva que não se paute pela força como instrumento de legitimidade política.

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.