<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916</id><updated>2009-11-07T22:58:38.818-03:00</updated><title type='text'>Alex Esteves</title><subtitle type='html'>Seja bem-vindo a este "blog"! Meu objetivo principal é depositar aqui reflexões bíblico-teológicas, com espaço também para poemas, crônicas e idéias sobre política, cultura e generalidades. E acredito que Fé e Razão não precisam viver em conflito.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>417</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-527641435968095519</id><published>2009-11-06T22:43:00.005-03:00</published><updated>2009-11-06T22:56:21.412-03:00</updated><title type='text'>Conversando com adolescentes</title><content type='html'>A irmã que cuida de adolescentes em minha igreja me convidou para dar um estudo sobre o chamado (vocação). Dei o estudo, eles gostaram, e eu também. Depois, dei mais um estudo em que o tema deveria ser "evangelização", e optei por falar sobre a Queda, partindo do princípio de que para anunciar o Evangelho nós precisamos conhecê-lo de verdade. A Queda é um conceito fundamental para quem se aproxima da Bíblia. Talvez devesse começar pela Criação, mas comecei pela Queda. Na quarta-feira seguinte (04/11), fui lá de novo, e falei sobre o pecado. Tenho procurado falar sobre os fundamentos da Fé Cristã.&lt;br /&gt;Os adolescentes são muito vivos, perspicazes. Eles têm o raciocínio rápido, memorizam muito do que a gente fala, e conseguem fazer interpretação de texto melhor do que a média dos irmãos de gerações precedentes - pelo menos essa é a impressão que fica, sem caráter científico...&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que me dirijo a adolescentes. Parece que eles gostam de mim, embora eu seja uma pessoa considerada formal. Bem, na Assembleia de Deus a gente usa a gravata até para falar a adolescentes, mas minha formalidade está mais nas palavras do que no figurino.&lt;br /&gt;De toda sorte, tem sido muito bom esse aprendizado com meus amigos adolescentes. Quero continuar falando sobre o tema do pecado, mas abordando outros textos bíblicos, avançando na conscientização do conceito de pecado para que eles vão se distanciando daqueles conceitos limitados que muitos ainda mantém e dos conceitos preconceituosos que o senso comum espalha. Refletir sobre a Queda e o pecado é uma coisa necessária para quem vai evangelizar. Como iremos anunciar o remédio se não conhecemos direito os males da doença? Na verdade, conhecemos na prática os males do pecado - nós que somos pecadores - mas é necessário formular sistematicamente o nosso entendimento a respeito da necessidade moral e espiritual da Humanidade.&lt;br /&gt;Ore por nós, prezado (a) leitor (a). Esse tem sido o meu primeiro trabalho aqui em Salvador, e o primeiro também depois de um ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-527641435968095519?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/527641435968095519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=527641435968095519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/527641435968095519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/527641435968095519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/11/conversando-com-adolescentes.html' title='Conversando com adolescentes'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-2186308718063944632</id><published>2009-11-06T22:35:00.000-03:00</published><updated>2009-11-06T22:42:38.553-03:00</updated><title type='text'>Série Vocacionados  - IV (Amós)</title><content type='html'>Amós foi um fazendeiro judeu do Séc. VIII a.C. Dizem os estudiosos que seu livro é um dos mais bem escritos do Antigo Testamento. Seu ministério teria durado 40 anos. Com uma veia exortativa muito forte, esse fazendeiro judeu com talentos literários sai de sua terra e parte para Israel, o Reino do Norte, a fim de pregar a mensagem que Deus lhe havia transmitido, numa época que precedeu a invasão de Samaria pelos assírios.&lt;br /&gt;O que me chama a atenção na vida de Amós, em termos de vocação, é que ele menciona o fato de não ser “profeta nem discípulo de profeta, mas boeieiro e colhedor de sicômoros” (Am 7.14). Tratava-se de um homem simples, que não passara pelas escolas de profetas, instituições criadas por Samuel cerca de três séculos antes. Amós tinha consciência de seu chamado e de que Deus lhe entregara uma missão, que ele cumpriu cabalmente.&lt;br /&gt;A vocação de Amós não o livrou de ser alvo de uma conspiração conduzida por um sacerdote (Am 7.10-17). Mas ali estava um homem de fibra, sem medo das consequências de sua missão, porque Deus era com ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-2186308718063944632?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/2186308718063944632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=2186308718063944632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/2186308718063944632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/2186308718063944632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/11/serie-vocacionados-iv-amos.html' title='Série Vocacionados  - IV (Amós)'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-5334987234623505395</id><published>2009-11-06T22:25:00.000-03:00</published><updated>2009-11-06T22:31:40.423-03:00</updated><title type='text'>A oração e o crime *</title><content type='html'>Vejam só que notícia curiosa: o britânico GEORGE MABEN, de 45 anos de idade, era investigado pelo assassinato de sua sogra, MAUREEN COSGROVE, 65, mediante estrangulamento. As suspeitas pairavam sobre MABEN porque no dia do crime ele havia sido filmado, por câmeras de circuito interno, tomando um ônibus da casa de sua mãe para a casa de COSGROVE, e colocando luvas durante o trajeto. No mesmo dia, MABEN foi com a namorada à casa da mãe dela, onde encontraram o corpo. Além da gravação, foram encontradas fibras das roupas da sogra nas roupas que MABEN havia usado. Mas a prova cabal foi a seguinte: um grampo colocado pela polícia no carro de MABEN captou sua oração de confissão a Deus: "Por favor, Deus, me ajude... para que eu e a Lucy sejamos retirados das investigações policiais e que tudo fique bem". Eu simplesmente não podia mais aguentar. Todo dia, ela estava me destruindo. Por favor, Deus, você me perdoa? Por favor, Deus, me desculpe".&lt;br /&gt;Talvez aqui no Brasil essa prova não fosse aceita em nome do direito à privacidade, à intimidade, quiçá por algum argumento de cunho religioso. Mas na Inglaterra a prova foi aceita com a natureza de confissão. De fato, o homem confessou a Deus o seu crime, e essa declaração não foi usada com exclusividade, mas em conjunto com o vídeo e a prova pericial. O aspecto marcante nessa história é justamente a polícia aproveitar como prova uma oração, algo de que nunca ouvi falar. De algum modo, o indivíduo foi capturado por sua religiosidade.&lt;br /&gt;De toda sorte, sem querer julgar à distância, e com poucos elementos, as reais intenções do rapaz, vê-se que sua oração não era para que tudo fosse esclarecido nem para que Deus o protegesse quando de sua entrega à Justiça. Ele simplesmente pediu para ser livrado do inquérito, junto com sua namorada. É verdade que ele pediu perdão, confessou o fato, mas não demonstrou arrependimento. &lt;br /&gt;Ainda que assim não fosse, ainda que GEORGE MABEN houvesse demonstrado completo arrependimento diante de Deus e obtido a maravilhosa Graça do SENHOR para a sua Salvação, ele cometeu um crime, pelo qual já foi até condenado, e isso não muda só porque ele orou a Deus. As coisas precisam ser discernidas. Deus livra o homem da condenação do inferno, mas não necessariamente o livra da condenação social nem da condenação judicial.&lt;br /&gt;Sabemos que o brilhante e admirável rei Davi mandou matar Urias para encobrir o adultério com Bate-Seba, mulher de Urias. A maneira como Davi arquitetou e arranjou a morte de Urias foi muito perversa: o próprio Urias levou consigo a carta com as orientações de como ele deveria ser colocado, sozinho, no lugar mais agitado da batalha. E o homem morreu mesmo. Davi casou-se com a mulher dele, mas o primeiro filho morreu. O segundo filho veio a ser Salomão; Bate-Seba, a adúltera, entrou para a genealogia de Jesus Cristo, mas as consequências do crime e do adultério de Davi foram terríveis para a sua família, como declarado pela boca do profeta Natã. A espada não se apartaria da Casa de Davi. Foi assim que Davi foi duramente perseguido por seu filho Absalão; sofreu um golpe de Estado pelas mãos de Adonias; e suportou o incesto cometido por Amnon contra Tamar. Tudo isso Davi testemunhou em sua própria família.&lt;br /&gt;Alguns dizem que Davi foi um péssimo pai. Eu não sei se isso pode ser afirmado com categoria, pois não se vê na Bíblia o registro de como Davi teria errado quanto à educação de seus filhos. Mas há o registro claro de que Davi sofria as consequências do assassinato e do adultério. Não sei se podemos afirmar que Davi foi um pai ruim, mas tenho certeza de que ele teve uma família problemática por culpa sua.&lt;br /&gt;Davi foi, sem nenhuma dúvida, o rei mais devotado a Deus em toda a História de Israel. Ele tinha verdadeira paixão pelo Sagrado. Davi compunha salmos porque tinha prazer em Deus. Aquele episódio da condução da Arca da Aliança para Jerusalém, em que Davi dançou alegremente, demonstra o quanto ele se entregava à sua religiosidade. Davi era espontâneo e entendia o sentido da adoração e da comunhão com o SENHOR. Seu culto era genuíno. Todavia, eis que o homem devotado, religioso, pleno de espiritualidade javista, não foi poupado por Deus – Davi sofreu não só os efeitos (morais, intelectuais e físicos) da Queda, mas também os efeitos morais de sua própria queda.&lt;br /&gt;Agora, como é que eu começo a pensar em Davi ao escrever sobre um britânico que foi condenado com base numa oração de confissão a Deus? A relação entre os dois personagens consiste no fato de que nenhum dos dois foi livre das consequências de seu pecado só porque estabeleceu contato com Deus. E essa reflexão serve para uma série de situações em que pessoas religiosas passam por sérios problemas mesmo cultivando a espiritualidade cristã, justamente porque enredadas pelos malefícios de seus pecados. E não se trata de uma espécie de maldição, mas de frutos das atitudes, ações, omissões e pensamentos pecaminosos, segundo a lei moral da semeadura: “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Veja um pouco da história de Davi em II Sm 6;11;12.1-25;13-15.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-5334987234623505395?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/5334987234623505395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=5334987234623505395' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5334987234623505395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5334987234623505395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/11/oracao-e-o-crime.html' title='A oração e o crime *'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-2470240456118005643</id><published>2009-11-03T19:52:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T19:52:57.167-03:00</updated><title type='text'>Marcha para Jesus – mas, que Jesus?</title><content type='html'>A imprensa tem dado notícias sobra a Marcha para Jesus, ocorrida ontem, dia 02 de novembro de 2009, em São Paulo-SP. Fala-se, por exemplo, do cálculo de participação, feito pela Polícia Militar, dando conta de que um milhão de pessoas teriam ido ao evento; do tema, que era a derrubada de “gigantes”; dos coordenadores  ESTEVAM e SONIA HERNANDES, recentemente de volta ao Brasil depois de condenação e prisão domiciliar por entrada ilegal de dólares nos Estados Unidos (havia dólares não declarados dentro da Bíblia, de um porta-CD e de uma mala); do uso da Marcha para limpar a imagem do “apóstolo” e da “bispa”, contra os gigantes da “discriminação” e do “estereótipo”. &lt;br /&gt;Ouvi também uma reportagem na CBN sobre a sujeira que ficou depois, e como estava dando trabalho para limpar. Refiro-me à sujeira enquanto lixo mesmo (nada de figura de linguagem).&lt;br /&gt;Li na Folha de São Paulo de hoje um texto de FERNANDO DE BARROS E SIIVA intitulado A Marcha de Jesus e o Diabo. Ele cita a proximidade entre o casal HERNANDES e a política do presidente LULA, que abona corruptos e se irmana com a Rede Record ao dizer que ambos – ele e a Record – são alvos de preconceito. O próprio senador e bispo licenciado MARCELO CRIVELLA esteve na Marcha e, de acordo com o colunista da Folha, disse expressamente que era preciso revogar a “injúria” e a “calúnia” perpetrados contra os líderes da Renascer em Cristo. O colunista conclui dizendo que, num país em que Judas e Jesus são aliados políticos, falar em legalidade “parece até coisa do diabo”.&lt;br /&gt;Eu teria até motivos para ter vergonha da Marcha para Jesus se ela tivesse algo a ver comigo. Mas não tem. Afirmo que não tem. Como a imprensa tem dito, trata-se de evento coordenado por igrejas neopentecostais, e não sou neopentecostal. Na verdade, esse negócio de “neopentecostal”, como já escrevi aqui mesmo, é um conceito demasiado amplo, que abrange igrejas de todo tipo, muitas delas pseudopentecostais, como num texto de Dom ROBINSON CAVALCANTI, que li na Ultimato há um tempo atrás. Se eles nem são neopentecostais de fato, se nada têm de pentecostais no sentido exato do termo, por que eu vou me preocupar demais com isso?&lt;br /&gt;Até duvido de que o evangelho que eles pregam seja o Evangelho da Cruz. Na realidade, não é. E o Jesus deles não é o SENHOR Jesus Cristo, o Filho de Deus, que renunciou por um pouco à glória celestial para morrer em substituição penal aos pecadores e ressuscitar para garantir a vitória sobre o pecado, a morte e o mal. Esse é o Evangelho, esse é Jesus, em Quem eu creio: o Jesus humilde, manso, justo, amoroso, paciente, sincero, abnegado, e não um Jesus arrogante, corrupto, tolerante com o pecado.&lt;br /&gt;O Jesus da Marcha para Jesus é um cara legal que acredita em maldição hereditária, que sorri para políticos corruptos, que atropela textos bíblicos com interpretações absurdas para dar base a palestras “evangélicas” de auto-ajuda; um Jesus que não se importa com dólares não declarados; um Jesus sem ética ou com uma ética ampla demais ou seletiva.&lt;br /&gt;Ora, prezado (a) leitor (a), você me dirá que a Marcha para Jesus ocorre em todo o Brasil, e que nem todo mundo que dela participa é da Renascer, e que nem todo mundo da Renascer concorda com práticas erradas, e que não se pode generalizar. Veja bem: a partir do momento em que a Marcha para Jesus se torna um slogan, é inevitável a vinculação à imagem do casal HERNANDES, porque o nome do evento funciona como uma espécie de franquia, aconteça onde acontecer.&lt;br /&gt;A sociedade passa a entender que todo mundo que vai à tal Marcha para Jesus concorda com eles, o que ficou ainda mais forte quando o senador MARCELO CRIVELLA apelou para a revogação das denúncias contra o casal como se eles não houvessem sido condenados por ingresso ilegal de dinheiro num país estrangeiro. E, como a imprensa já trabalha naturalmente com generalizações, fica fácil supor que a Marcha para Jesus é um episódio de desagravo de dois praticantes de um crime que foram condenados pela Justiça americana e acusados de vários crimes noticiados pela imprensa brasileira.&lt;br /&gt;O que deveriam fazer, então, o “apóstolo” e a “bispa”? Deveriam pedir perdão em público, e ontem seria um dia estratégico para isso. Todo mundo repercutiria essa notícia. Era preciso aproveitar a oportunidade e pedir perdão pelo pecado cometido. Pedir perdão é uma coisa evangélica. O perdão interrompe o fluxo que vai do pecado ao inferno. Mas, como eles pregam outro evangelho, corro o risco de estar perdendo o meu tempo. Mas tenho para mim que declarar a vontade de Deus nunca é perda de tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-2470240456118005643?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/2470240456118005643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=2470240456118005643' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/2470240456118005643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/2470240456118005643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/11/marcha-para-jesus-mas-que-jesus.html' title='Marcha para Jesus – mas, que Jesus?'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-5613835490267622154</id><published>2009-10-23T10:47:00.000-03:00</published><updated>2009-10-23T10:48:40.964-03:00</updated><title type='text'>Série vocacionados – III (Samuel)*</title><content type='html'>Chegamos a Samuel. Eis um personagem cuja vocação muitos gostariam de imitar: concebido miraculosamente por uma mulher estéril, é consagrado por Deus desde a infância, vai morar com o sacerdote, um dia ouve a voz de Deus lhe fazendo um chamado explícito, quando ainda menino, e, depois de alguns anos, se torna juiz, sacerdote e profeta, alguém muitíssimo respeitado em sua pátria...Esse é um currículo e tanto!&lt;br /&gt;É verdade que Samuel foi uma referência em Israel. Ele sucedeu o fraco sacerdote Eli, que permitiu que seus filhos fizessem coisas muito feias. Ele guiou o povo numa guerra vitoriosa contra os eternos inimigos filisteus. Ele deu estabilidade política a Israel num tempo em que não havia rei. Ele ungiu dois monarcas, Saul e Davi. Ninguém conhece a história de Israel se não conhece a história de Samuel.&lt;br /&gt;Mas a história dos vocacionados nunca é linear como nós pensamos. Por mais que a carreira de um vocacionado pareça muito “certinha”, não é esse o caso. Certamente não foi o caso de Samuel.&lt;br /&gt;Precisamos recordar que Samuel repetiu a experiência de Eli, pois seus filhos, que também eram juízes, não andavam em seus caminhos, a ponto de o povo pedir um rei. De fato, um dos motivos para o povo querer um rei, em vez da teocracia, foi a corrupção dos filhos de Samuel. Em que teria ele errado? Até que ponto vai a responsabilidade dos pais pelos pecados dos filhos? Não estou tratando disso, pois sei que a responsabilidade é pessoal, e o texto bíblico não deixa entrever que Samuel tenha dado a seus filhos uma educação ruim. O fato é que ele teve esse percalço em sua carreira, e, por mais que se considerasse o bom procedimento de Samuel, sempre estaria ali a lembrança de que seus filhos eram juízes corruptos, que aceitavam suborno.&lt;br /&gt;Além disso, quando o povo pediu um rei, Samuel tomou as dores para si. Isso não demonstra um erro seu, mas uma suscetibilidade. Samuel, meus caros, era homem como nós. Ele sentiu-se rejeitado, quando o rejeitado ali era Deus – Israel não queria a teocracia, mas a monarquia. É comum assumirmos a responsabilidade por situações que não estão a nosso alcance ou que não foram criadas por nós. Isso mostra um pouco de nossa insegurança. A diferença na vida de Samuel foi que ele, sentindo-se rejeitado, resolveu orar. Essa é a atitude correta diante de todas as suscetibilidades.&lt;br /&gt;Olhando para a vida de Samuel, não posso deixar de me sentir tranquilo: não nasci miraculosamente de uma mulher estéril. Não fui viver aos cuidados de um pastor importante para depois sucedê-lo. Não ouvi a voz de Deus quando menino. Não venci os filisteus nem me tornei juiz, profeta e sacerdote. Mas, à semelhança de Samuel, minha carreira não é linear, e tenho minhas suscetibilidades. A resultante disso tudo é a necessidade de conversar com Deus.&lt;br /&gt;*Fundamentado nos 10 primeiros capítulos de I Sm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-5613835490267622154?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/5613835490267622154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=5613835490267622154' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5613835490267622154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5613835490267622154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/10/serie-vocacionados-iii-samuel.html' title='Série vocacionados – III (Samuel)*'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-1690256744135487566</id><published>2009-10-22T15:24:00.000-03:00</published><updated>2009-10-22T15:26:00.532-03:00</updated><title type='text'>Série vocacionados – II (Moisés)*</title><content type='html'>Prosseguindo com a série vocacionados, chegamos a Moisés, o legislador, profeta e líder de Israel na caminhada de 40 anos pelo deserto, saindo do Egito rumo a Canaã, a Terra da Promissão.&lt;br /&gt;Como fizemos com Davi, quero selecionar algumas passagens da vida de Moisés especialmente quando à sua chamada à missão que Deus lhe entregaria. Vejamos:&lt;br /&gt;(1)Moisés teve seu nascimento e sobrevivência assegurados por Deus. As parteiras hebreias deveriam, segundo a ordem de Faraó, matar as crianças do sexo masculino. Como as parteiras não o fizeram, sob o argumento de que as mulheres hebreias davam à luz antes que elas chegassem para fazer o parto, Faraó ordenou que os meninos fossem lançados no rio. Mas o menino Moisés, por ser bonito, foi escondido por três meses e depois colocado num cesto no rio, com sua irmã Miriã observando o que lhe aconteceria. Por providência divina, a criança foi adotada pela filha de Faraó e ainda teve o privilégio de ser amamentado e educado pela sua própria mãe, Joquebede, que recebia um salário para isso. Não poderia ser melhor. Uma série de providências de Deus marca o nascimento e a infância de Moisés, cujo nome (egípcio) significa “tirando”, numa alusão ao fato de ter sido retirado das águas;&lt;br /&gt;(2)Estêvão nos informa que Moisés foi “instruído em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em suas palavras e obras” (At 7.22). Considerando que o Egito era o Império dominante do mundo de então, podemos imaginar qual o nível de formação a que Moisés foi submetido, incluindo artes militares. Embora haja a ideia de que Moisés era gago, porque mais tarde ele diz ser “pesado de língua”, não consigo imaginar uma pessoa gaga e ao mesmo tempo poderosa em palavras. Uma coisa não combina com a outra. O que entendemos do discurso de Estêvão é que Moisés foi educado conforme a instrução normal que os egípcios concediam a seus nobres, pois, afinal, ele era filho adotivo da filha de Faraó;&lt;br /&gt;(3)Moisés recebeu dois tipos de formação: como egípcio e como hebreu. Sua formação egípcia lhe deu conhecimento, domínio de artes bélicas, habilidade para legislar – vale dizer que as regras da Lei de Moisés não são em tudo originais. Apesar de ter sido inspirado pelo Espírito Santo (II Pe 1.20,21) – e eu creio nisso – Moisés usou seus conhecimentos de direito, e isso é bastante claro quando vemos a adoção de costumes de outros povos e normas de direito civil, penal, agrário, ambiental, processual, humanitário, ainda que elementares em sua técnica, conceitos e principiologia, se comparadas com as normas contemporâneas. O outro tipo de formação se deu na tenra infância, quando Moisés foi formado em seu caráter. Não sou dado a especulações, não gosto de dar azo à minha pobre imaginação, mas posso sugerir com alguma probabilidade que sua mãe lhe dizia: “Filho, você não é egípcio. Você é descendente de Abraão, Isaque e Jacó. Não cremos nos deuses do Egito. Cremos no Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Nossa terra não é aqui”;&lt;br /&gt;(4)Certo dia, querendo visitar seus irmãos hebreus, Moisés, homem maduro, com 40 anos de idade, deparou com a tortura infligida por um egípcio contra um escravo hebreu. Irado, Moisés matou o egípcio e o enterrou. Havia nele um sentimento de justiça, uma indignação, mas o exercício arbitrário das próprias razões, como dizem os advogados, foi uma atitude indevida;&lt;br /&gt;(5)Estêvão diz ainda em seu discurso aos judeus que Moisés imaginou que seus irmãos hebreus entenderiam que ele foi chamado a libertá-los. Sendo assim, com 40 anos de idade Moisés já sabia que tinha sido chamado para libertar o povo hebreu. Não havia muita clareza na vocação, mas ele sabia que fora chamado;&lt;br /&gt;(6)Ao tentar apartar uma briga entre hebreus, Moisés ouviu a dolorosa pergunta: “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?” (Ex 2.14). Sim, Moisés era vocacionado, mas seu chamado não era reconhecido pelos irmãos hebreus. Havia um descompasso entre o que ele pensava de si mesmo e o que efetivamente era. Com a revelação de que o assassinato do egípcio era conhecido, Moisés teve que fugir e com isso se distanciar do centro de poder mundial e de todos os privilégios de filho adotivo da filha do rei;&lt;br /&gt;(7)É preciso esclarecer que, segundo o autor da Epístola aos Hebreus, a fuga de Moisés para o deserto tinha um outro ingrediente: ele não fez caso do Egito, preferindo assumir um outro padrão de vida. A fuga não foi tão-somente por medo da condenação, mas também porque ele tinha certeza de que sua terra não era o Egito. Ele “ficou firme, como vendo o invisível” e não temeu “a ira do rei” (11.27).&lt;br /&gt;(8)A fuga de Moisés para o deserto de Midiã o transforma num pastor do rebanho de um sacerdote que vem a ser o seu sogro. São 40 anos naquela vida simples de pastor, habitando o deserto. Nada de privilégios de nobreza. Nada de proximidade com o centro de poder político. Nada de liderança sobre os hebreus. São 40 anos de simplicidade e anonimato;&lt;br /&gt;(9)Certo dia, sem esperar, Moisés contemplou uma teofania, ou seja, uma manifestação divina, que se consubstanciava numa planta (sarça) imersa em fogo sem se consumir. Mais do que isso: Moisés ouviu uma voz, que lhe deu uma missão: falar com Faraó e avisar que o povo hebreu iria cultuar a Deus no deserto. O homem simples que tinha fugido do Egito havia 40 anos agora estava li enxergando algo sobrenatural, que jamais se repetiu na história;&lt;br /&gt;(10)Moisés relutou muito a acatar o seu chamado. Aliás, isso também fizeram outros personagens bíblicos, como veremos em outras ocasiões. Apelou para uma suposta dificuldade de oratória (“sou pesado de língua”). Por isso dizem que ele era gago, mas não creio. Ele havia sido “poderoso em palavras”, como vimos anteriormente. O que posso sugerir, em meio às evidências, é que as quatro décadas de solidão e anonimato tenham provocado em Moisés algum tipo de depressão, de rebaixamento em sua auto-estima. Um dos sintomas da depressão ou de qualquer transtorno que compromete a auto-imagem é fazer com que a pessoa não se sinta habilitada a falar bem. Aqueles anos de deserto trouxeram medo a Moisés. Mas um homem vocacionado é um homem vocacionado e pronto. De algum modo, ele cumpriria sua missão, mesmo que usando seu irmão Aarão como porta-voz, como acabou acontecendo;&lt;br /&gt;(11)Pode-se afirmar que os 40 anos de Egito e os 40 anos de deserto foram fundamentais para forjar o caráter de Moisés para os derradeiros 40 anos de sua vida, justamente o período crucial;&lt;br /&gt;(12)Desde o enfrentamento de Faraó até os 40 anos no deserto, Moisés cometeu erros e se chateou bastante. Aquele povo não era nada fácil – e tenho receio de quem pensa que a Igreja seja um povo de cerviz menos dura! Apesar de todos os seus erros, ele foi um servo obediente. É claro, eu sei que ele bateu duas vezes na rocha quando deveria apenas falar, e isso o impediu de adentrar à Terra Prometida. Mas foi contado como herói da fé (Hb 11) e tido como grande exemplo de homem de Deus, um profeta que serve como figura para o Profeta Jesus Cristo, alguém que compareceu ao episódio da Transfiguração de Cristo.&lt;br /&gt;Algumas lições podem ser extraídas da história de Moisés:&lt;br /&gt;A vocação divina é algo concebido por Deus e não depende das circunstâncias. Antes, Deus muda as circunstâncias, Ele cria situações favoráveis ao cumprimento de Seus santos e perfeitos desígnios. Livramento da morte, educação conforme os preceitos do Deus dos hebreus, excelente instrução formal, conhecimento íntimo das dificuldades da vida no deserto. Deus não escolhe o homem de acordo com as características deste. Ele cria as características porque já fez a escolha. É Deus Quem chama.&lt;br /&gt;Os sinais da vocação podem ocorrer antes do reconhecimento humano, mesmo que sob uma espessa nuvem de incertezas e crises. O sentimento de indignação com a injustiça pode ser um sinal de liderança, mas precisa ser moldado por Deus (matar o egípcio pode ser um péssimo negócio, embora movido por um precioso sentido de justiça). As provas servem para forjar o caráter.&lt;br /&gt;Ninguém deixa de pecar porque foi vocacionado. Vocação não é glorificação.&lt;br /&gt;Habilidades formais e convicções firmes são importantes, mas um um tempo de solidão e anonimato podem ser necessários. O vocacionado pode ficar deprimido, pode ficar em crise, pode duvidar de si mesmo, pode se sentir “por baixo”. Mas isso faz parte do pacote completo da vocação. Sem determinados conflitos não há preparação genuína. Como diz CHARLES SWINDOLL em sua Série Heróis da Fé, Moisés passou de homem de pele macia e coração duro para um homem de pele dura e coração macio. Não vejo como alguém pode se tornar sensível e maduro sem passar por conflitos e crises. Até para sofrer com o sofrimento dos outros e fornecer alguma ajuda é necessário passar por momentos de deserto!&lt;br /&gt;Creio que podemos aproveitar muito mais da experiência de Moisés. Eu agradeço a Deus por ele ter existido. Um dia nos veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Fundamentado nos seguintes textos bíblicos, citados em seu contexto imediato: Ex 1-6; At 7.14-44; Hb 11.23-29. Usei a Almeida, Revista e Corrigida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-1690256744135487566?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/1690256744135487566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=1690256744135487566' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1690256744135487566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1690256744135487566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/10/serie-vocacionados-ii-moises.html' title='Série vocacionados – II (Moisés)*'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-3311167641302723409</id><published>2009-10-21T12:19:00.001-03:00</published><updated>2009-10-21T12:19:24.767-03:00</updated><title type='text'>Série vocacionados – Davi</title><content type='html'>A história de Davi está repleta de lições a respeito da vocação divina. Devo dizer que em minha concepção todo rei de Israel ou de Judá é um modelo de pastor, positivo ou negativo, pois Israel foi escolhido para ser povo de Deus, assim como a Igreja. Davi foi literalmente pastor de ovelhas, e depois passou a apascentar o povo de Deus.&lt;br /&gt;Para nossa edificação quanto à teologia do chamado divino (hiperetologia), creio que podemos extrair as seguintes passagens do registro bíblico acerca de Davi:&lt;br /&gt;(1)Davi foi escolhido por Deus antes que Samuel se dirigisse à sua casa, em Belém de Judá. A unção com azeite, realizada pelo sacerdote-profeta Samuel, foi um ato de declaração da vontade divina já concebida;&lt;br /&gt;(2)Deus não escolhe segundo a aparência, mas segundo o coração. Isso não significa que Deus sempre escolha os sem-aparência, mas que não escolhe conforme o critério da aparência. É preciso dizer que Davi tinha boa aparência, mas, diferentemente dos seus sete irmãos, tinha mais do que isso;&lt;br /&gt;(3)O azeite da unção simboliza claramente o Espírito Santo. Ao ser ungido, Davi foi tomado pelo Espírito de Deus. Ele precisava de poder para o bom desempenho de sua vocação;&lt;br /&gt;(4)Mesmo depois de ungido rei, Davi permaneceu um bom tempo sem o reconhecimento como rei de Israel. Mas circunstâncias que ele não criou o levaram para perto do rei Saul, já rejeitado por Deus. Como o rei estava sendo perturbado por um espírito maligno, ordenou que alguém tocasse para ele, a fim de o tranquilizar. Foi então que um jovem deu referências de Davi, com as seguintes características: “sabe tocar”; é “valente”; é “animoso”; é “homem de guerra”; é “sisudo em palavras”; e “o SENHOR é com  ele”;&lt;br /&gt;(5)Ao ver que o gigante Golias insultava o povo de Israel, Davi questionou quem era aquele “incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo”. Com isso Saul o mandou chamar. Foi uma primeira demonstração de coragem;&lt;br /&gt;(6)Eliabe, irmão mais velho de Davi, achou que ele era presunçoso e maldoso, e que fora ali apenas para ver a guerra. Com menosprezo, perguntou a quem Davi deixara suas “poucas ovelhas”. Deve ter sido inveja, medo de que Davi sobressaísse. Davi tinha o seu potencial, e isso causava receio em seu irmão;&lt;br /&gt;(7)Ao conversar com Saul, Davi recordou suas experiências enfrentando um urso e um leão. Tomou esses episódios como prova de que poderia vencer o gigante;&lt;br /&gt;(8)Davi tinha fé em Deus – que não é ausência de dúvidas, mas domínio do medo. Suas palavras em I Sm 17.45-47 são sublimes;&lt;br /&gt;(9)Apesar de trabalhar para Saul, Davi não era conhecido, a ponto de o rei sequer saber a que família ele pertencia;&lt;br /&gt;(10)O crescimento de Davi aborreceu Saul. Ele achou que Davi queria o reino para si, o que não era verdade. Num momento de influência demoníaca, arremessou uma lança contra Davi por duas vezes!&lt;br /&gt;(11)Davi conduzia-se com prudência e era carismático, amado pelo povo. Com inveja, Saul o colocou numa posição em que ficaria mais distante, agora como chefe de mil soldados. Mas o reconhecimento de Davi entre o povo só aumentava, e sem que ele se esforçasse para isso. A facilidade com que Davi “entrava e saía” no meio do povo preocupou Saul imensamente. O homem foi sendo tomado de um sentimento macabro;&lt;br /&gt;(12)Saul ofereceu sua segunda filha a Davi, mas como cilada para o matar – a fim de se casar com a filha do rei, o rapaz teria que matar nada menos que 100 filisteus. Davi matou 200. Quanto mais Saul criava estratagemas, pior ficava a sua situação, pois Davi crescia entre os súditos de Israel;&lt;br /&gt;(13)Por muito tempo, Davi sofreu intensa perseguição pelas mãos de Saul – desse período, em meio às perseguições, são os Salmos 59, 56, 57, 52, 142. Foi salvo da morte por seu amigo Jônatas e por sua esposa Mical; foi ajudado pelo sacerdote Aimeleque, que lhe deu pão e a espada de Golias, e pagou com a vida por causa disso, assim como todos os sacerdotes da cidade de Nobe. Davi até teve que fingir demência diante do rei Aquis, de Gate (cidade dos filisteus), quando percebeu que os criados do rei conheciam sua fama. Em seguida, refugiou-se na Caverna de Adulão, onde também se recolheu “todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso” (líder que era, Davi acabou chefiando esses cerca de 400 homens cheios de problemas);&lt;br /&gt;(14)Embora fosse ajudado por Jônatas, por sua esposa e por alguns sacerdotes, e estimado pelo povo, Davi sofreu com a ajuda que algumas pessoas prestaram a Saul Foi o caso de Doegue, criado de Saul, que denunciou o lugar de seu esconderijo entre os sacerdotes de Nobe. Foi o caso também dos moradores de Zife, que se dirigiram a Saul para falar onde Davi se escondia. Antes disso, Davi só fugiu da cidade de Queila porque Deus o avisou que o povo da cidade o entregaria nas mãos de Saul, mesmo tendo ele acabado de livrar a cidade das mãos dos filisteus;&lt;br /&gt;(15)A unção de Deus não livrou Davi de sérios problemas e circunstâncias inesperadas: não bastasse a renhida perseguição promovida por Saul, aliou-se ao rei Aquis, de Gate, e venceu batalhas em nome dos filisteus. Vale lembrar que Golias era filisteu, justamente da cidade de Gate. Davi agora guerreava em nome dos filisteus! Certamente esse não era o seu sonho, e jamais poderia imaginar que a unção de Deus permitiria uma situação daquelas. Mas aconteceu. E mais: depois de voltar de uma preparação para a batalha (contra seu próprio povo de Israel), Davi contempla a cidade de Ziclague saqueada e queimada, obra dos amalequitas. Todas as mulheres e crianças haviam sido levadas como prisioneiras, incluindo suas duas esposas (Deus tolerava a bigamia, mas essa é outra história). Agora o povo queria apedrejá-lo. Ziclague era uma cidade dos filisteus, mas o rei Aqui a concedeu a Davi. O que ele fez? Foi aos amalequitas, matou quase todos e recuperou tanto os prisioneiros como os bens saqueados, além dos despojos da batalha;&lt;br /&gt;(16)Davi era um homem especial. Por duas vezes teve oportunidade de matar Saul e não o fez, por se tratar do “ungido do SENHOR”. Mais tarde, morto Saul, Davi ordenou a morte do homem que alegou ter tirado a vida de Saul a pedido deste – o que não era verdade. Davi ainda chorou a morte de Saul, que tanto o perseguira, e fez uma lamentação nesse sentido. Era um homem de coração bom.&lt;br /&gt;(17)Davi foi aclamado rei de Judá, onde reinou por 7 anos, e depois, rei de todo o Israel, onde reinou por 33 anos. Foram 40 anos de reinado precedidos de um bom tempo de perseguição, sofrimento, ansiedade e risco de vida.&lt;br /&gt;O que podemos dizer aos vocacionados de hoje ou a quaisquer pessoas que pretendem olhar para a história de Davi e aprender sobre a teologia da vocação?&lt;br /&gt;É Deus quem escolhe os Seus. Antes de haver o reconhecimento pelas pessoas, há o reconhecimento da parte de Deus. É Deus quem escolhe, não o povo (mesmo que o sistema de escolha seja democrático ou congregacional).&lt;br /&gt;Pode demorar, pode haver perseguição, pode haver problemas e circunstâncias adversas, surpreendentes, mas a unção de Deus não pode errar. O homem erra. Deus, não. Um dia, o reconhecimento virá para a glória de Deus e para o cumprimento de Seus santos e perfeitos desígnios.&lt;br /&gt;A unção divina não livra o vocacionado de ser alvo de intrigas, estratagemas ou violência. Na verdade, quem é carismático, talentoso e íntegro pode esperar para ter problemas com os invejosos, principalmente com os invejosos que têm poder. Eles farão de tudo para derrubar os vocacionados que reúnem essas qualidades. A inveja é um sentimento feio e perverso. Homens poderosos cheios de inveja podem cometer coisas horríveis. Mas a inveja também pode ocorrer dentro de casa: não foi Eliabe quem chamou Davi de presunçoso e maldoso, e menosprezou o seu trabalho com as “poucas ovelhas” de que ele cuidava?&lt;br /&gt;Fingir loucura, morar numa caverna, fugir pelos desertos, guerrear por uma nação estrangeira, ser acompanhado por centenas de homens angustiados e endividados, ver sua família levada cativa – foi essa a vida que Davi sonhou ao ser ungido? Mas Deus lhe deu o pacote completo. Um dia, vencer o gigante de três metros; outro dia, lutar pelo povo do gigante de três metros...&lt;br /&gt;É assim a vida. Davi teve altos e baixos até ser constituído como rei, mas nunca esmoreceu, nunca duvidou do seu chamado, nunca questionou a unção recebida, nunca buscou antecipar os fatos. Entendeu que as coisas tinham o seu tempo.&lt;br /&gt;Como vimos, são muitas as lições da história de Davi para os vocacionados. Fique com a sua que eu fico com a minha. Amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-3311167641302723409?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/3311167641302723409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=3311167641302723409' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3311167641302723409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3311167641302723409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/10/serie-vocacionados-davi.html' title='Série vocacionados – Davi'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-342732424904672295</id><published>2009-10-19T16:10:00.001-03:00</published><updated>2009-10-19T16:10:46.390-03:00</updated><title type='text'>A injustiça social na Casa de Deus - apenas um exemplo</title><content type='html'>Ninguém me faz acreditar que seja correto uma congregação ter que enviar para a sua sede 80% (oitenta por cento) do que arrecada com suas ofertas e dízimos. Entendo que, se se trata de uma comunidade eclesiástica, o dinheiro deve ser empregado na satisfação de suas necessidades e na execução de seus projetos. Uma parte da arrecadação seria repassada à sede e eventualmente as congregações maiores ou mais abastadas ajudariam as congregações menores, tudo sob a administração da sede, segundo as carências verificadas.&lt;br /&gt;Por isso, sou contrário às campanhas que inventam ofertas extraordinárias, a não ser quando se trata de despesas extraordinárias. E há que se ponderar sobre o que sejam essas despesas extraordinárias! Por exemplo, não concordo com a construção de templos enormes, suntuosos, quando sua construção demanda um esforço financeiro que está muito além do poder econômico da igreja e suas congregações.&lt;br /&gt;Alguém dirá: “Irmão, mas a igreja é grande”. Sim, se a igreja é grande e precisa de um templo grande, ela poderá construir um templo grande com sua arrecadação normal. Se a igreja depende excessivamente de dinheiro arrecadado em campanhas, alguma coisa está errada. Se o povo é pobre, assalariado, não se pode exigir, com maior razão, uma contribuição extraordinária. Ninguém pode dar o que não tem.&lt;br /&gt;É para mim motivo de tristeza e indignação ver que a injustiça começa na Casa de Deus. Ora, Salomão explorou seu próprio povo para construir o Templo em Jerusalém. Se o (a) leitor (a) estiver bem atento (a), verá que Deus jamais poderia concordar com a exploração dos pobres israelitas pelas mãos de Salomão.&lt;br /&gt;Ainda que assim não fosse, é bom lembrar que o templo do Espírito Santo, no Novo Testamento, são os cristãos, os nascidos de novo. Já escrevi sobre isso aqui neste espaço. Não há a necessidade nem fundamento bíblico para construirmos templos como sagrados em si mesmos, porque sagrado é o corpo do regenerado, e não o prédio em que a igreja se reúne. É claro que tudo o que pertence ao culto cristão é consagrado a Deus, mas o verdadeiro santuário é o corpo do crente em Jesus Cristo. Essa teologia é fundamental para verificarmos se nossa relação com o prédio da igreja está correta ou não.&lt;br /&gt;Será que desejamos imitar os romanos? Será que desejamos imitar a parcela neopentecostal com suas catedrais, com seus templos-maiores, com seus complexos prediais que mais parecem uma ostentação pagã? A que custo são colocadas as pedras dos grandes templos? Será que Jesus Cristo realmente se alegra com nossos templos gigantes? Será que o Nome do SENHOR é glorificado quando pobres viúvas e senhores desempregados se sentem culpados por não ajudarem com um saco de cimento ou com os carnês mensais de contribuição?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-342732424904672295?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/342732424904672295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=342732424904672295' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/342732424904672295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/342732424904672295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/10/injustica-social-na-casa-de-deus-apenas.html' title='A injustiça social na Casa de Deus - apenas um exemplo'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-3097345560571126182</id><published>2009-10-13T19:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-13T19:59:51.852-03:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o Congresso Transformando a Missão – o que falta dizer</title><content type='html'>Preciso dar continuidade ao texto anterior, para não ser injusto comigo mesmo: depois daquele artigo – A Assembleia de Deus e a Missão Integral, em que me refiro a alguns dos preletores –, houve muitas outras coisas que devo comentar. Vejamos:&lt;br /&gt;Tivemos uma conferência com o Pr. RICARDO GONDIM. Com todo o respeito e admiração que tenho por ele, não posso deixar de registrar algumas coisas. Ele disse expressamente que Deus não está no controle dos fatos, e usou as tsunamis como “prova” disso. Declarou que o pecado é necessário para a formação de cada um de nós. Afirmou que Deus não abre porta de emprego, deixando a entender que não adianta orar sobre isso, porque depende da conjuntura socioeconômica. Citou KARL BARTH para sustentar a ideia de que a volta de Jesus já ocorreu cinco vezes – o que sugere que não volte mais. &lt;br /&gt;Isso tudo causou tanta estupefação que, na mesa de diálogo entre ARIOVALDO RAMOS e ED RENÉ KIVITZ, no dia seguinte, a cada declaração mais ortodoxa havia palmas e até uns gritos de “aleluia”. E alguém, aflito com certas afirmações, perguntou a ARIOVALDO RAMOS se ele cria que Deus é soberano, que existe pecado, que Jesus vai voltar...e ele disse “sim” para todas as perguntas. Ao mesmo tempo, ED RENÉ KIVITZ teve a admirável ousadia de dizer que, para quem visitou as salas de sua casa à época de sua infância, em são Paulo, há certas coisas que não devem ser atribuídas à cultura, mas aos demônios. Resultado: umas palmas ali e uns resmungos acolá.&lt;br /&gt;Fiquei chateado também com um pastor que não considerou o trabalho de JAIME KEMP na área de sexualidade e fez piada de ROBINSON CAVALCANTI, por ter ele supostamente mudado. Chamou AUGUSTUS NICODEMUS LOPES de “conservador”, o que não chega a ser uma censura, a não ser em um círculo tão esquerdista como aquele.&lt;br /&gt;De fato, o Congresso Transformando a Missão pareceu-me bastante esquerdista. Tudo bem, não é pecado ser de esquerda! Mas eu fui ali discutir Teologia da Missão Integral, e acabo ouvindo elogios a HUGO CHÁVEZ e LULA, assim como a frase de JOSÉ CONBLIM: “Todo pecado decorre do pecado da dominação dos ricos sobre os pobres”. Perdoe-me padre CONBLIM, mas onde está escrito isso na Bíblia? O pecado social é a base de tudo? Não posso crer nisso.&lt;br /&gt;Outra coisa que ouvi ao vivo que me deixou triste: quando perguntei (oralmente, já que o mediador da mesa redonda achou minha letra ruim) se não era perigoso eleger a igualdade social em detrimento das liberdades fundamentais, o Pr. RENÉ PADILLA respondeu, olhando para o papel com a minha pergunta: “Liberdades fundamentais? Liberdade de imprensa, por exemplo, é a garantia de dominação dos meios de comunicação pelos poderosos. Por isso, o importante é a satisfação de necessidades básicas, isso é que importa”. Sendo assim, para RENÉ PADILLA liberdade de imprensa não é importante. Ele disse isso expressamente. Eu estava lá, ninguém me contou.&lt;br /&gt;Em meu comentário ao fazer a pergunta, disse a todos que ali estavam: não podemos eleger este ou aquele nome, mas falar como profetas sobre o que está certo ou errado. Não podemos escolher igualdade social em detrimento da ética e das liberdades fundamentais. Mas para alguns  teólogos de esquerda a igualdade social está acima de tudo, mesmo que passando por cima da liberdade individual. Esse evangelho socializante eu não quero!&lt;br /&gt;Eu sei que ali havia pessoas fazendo propaganda de evento sobre sexualidade, com ênfase na teologia gay. Eu sei que ali havia pessoas defendendo um entendimento ecumênico com religiões não-cristãs. Eu sei que ali havia pessoas muito preocupadas com doutrinas políticas socialistas, quiçá marxistas. Eu sei de tudo isso, esse não é o maior problema...&lt;br /&gt;Meu medo é que isso se torne a regra na Igreja. Tenho medo que se fortaleça uma geração de pastores com doutrinas da teologia liberal, que nega o Deus Soberano, que nega a existência do pecado, do Diabo e dos demônios. O que a teologia liberal fez com a Europa? Ao menos o Dr. DELSON, que falou de Fé e Ciência numa das oficinas, falou o que o Racionalismo fez na Europa: como gideão internacional, teve dificuldade de dar 25 edições do Novo Testamento quando passou por países da Escandinávia; templos protestantes são transformados em museus; livros satanistas são vendidos para crianças – ele mostrou um desses livros, comprado na França; uma igreja europeia com 40 membros é grande. Foi isso o que o Liberalismo fez com a Europa.&lt;br /&gt;Apesar disso, o saldo do Congresso foi positivo. Voltei animado para minha casa, conversando com meu cunhado, que me acompanhava nesses dias. Renovamos nossas forças. Dei testemunho disso no culto de domingo – justamente culto de missões. E a igreja se alegrou com o testemunho.&lt;br /&gt;Precisamos nos fortalecer teológica e espiritualmente para essa batalha. Eu quero estar do lado daqueles que não precisam de mecanismos de racionalização/justificação diante de uma sociedade pervertida. Diálogos sempre são bem-vindos. Mas, com todo o respeito, nossa identidade deve estar bem esclarecida e assentada. Do contrário, que diálogo haverá? E como ouvirão se não há quem pregue o que deve ser pregado, mesmo que doa, mesmo que a mensagem pareça dura demais, conservadora demais, obscurantista demais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-3097345560571126182?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/3097345560571126182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=3097345560571126182' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3097345560571126182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3097345560571126182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/10/ainda-sobre-o-congresso-transformando.html' title='Ainda sobre o Congresso Transformando a Missão – o que falta dizer'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-3183921820243805015</id><published>2009-10-09T13:14:00.002-03:00</published><updated>2009-10-13T19:02:12.075-03:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus e a Missão Integral*</title><content type='html'>Participo nestes dias do Congresso Transformando a Missão, na Igreja Batista da Graça, aqui em Salvador/BA, cujo tema fundamental é a Missão Integral. Foram convidados nomes como RENÉ PADILLA, JOSÉ CONBLIM, RICARDO GONDIM, ARIOVALDO RAMOS, CARLOS QUEIROZ e RAIMUNDO CÉZAR BARRETO JÚNIOR. Logo na primeira noite consegui um abraço carinhoso e troca de duas palavras com RICARDO GONDIM, cujos textos na Ultimato conheço há uns treze anos. Hoje tirei fotos com ele e com JOSÉ CONBLIM, nome que conheci na Faculdade de Teologia, quando estudei Teologia da Cidade e fiz um trabalho a partir de um texto de sua autoria. Imagine a minha alegria ao ver esses homens de perto!&lt;br /&gt;Tenho compartilhado com o meu cunhado, RENATO – que me acompanha nesse Congresso – tudo o que vimos ouvindo. Como assembleianos, procuramos refletir sobre as coisas e aplicá-las ao nosso contexto pentecostal. Conversando sobre isso, temos entendido que, de fato, teoria e prática devem andar juntas, que as pessoas pobres precisam ouvir uma Palavra libertadora, e que, de certo modo, já praticamos um pouco dessa Missão Integral, embora a imensa maioria de meus pastores nunca tenha ouvido falar do Pacto de Lausanne (1974), nem de JOHN STOTT, RENÉ PADILLA, ou de quaisquer desses homens que citei acima. &lt;br /&gt;É certo: meus pastores, os líderes assembleianos, são de outra categoria de igreja, as igrejas pentecostais. Mas isso não nos impede de fazer Missão Integral, mesmo que não saibamos o que seja isso por nome, mesmo que tenhamos inúmeras limitações teológicas e práticas.&lt;br /&gt;A Missão Integral – permitam-me dizer só até onde sei – entende o Homem como espírito, alma e corpo, e, portanto, como necessitado de uma Salvação total. Entende que evangelização deve estar associada a responsabilidade social; que a política é instrumento de transformação e implantação do Reino de Deus; que não existe essa dualidade (gnóstica, platônica, medieval) entre mundo secular e mundo espiritual; que a pregação do Evangelho deve respeitar a cultura. Nesses termos, eu creio em Missão Integral.&lt;br /&gt;Quando das perguntas, o mediador citou um jargão, que eu confesso nunca ter ouvido: “A Teologia da Libertação optou pelos pobres, e os pobres optaram pelas igrejas pentecostais, ou neopentecostais, ou pela Teologia da Prosperidade”. Deixando o Neopentecostalismo e a Teologia da Prosperidade de lado – já esquentei muito a cabeça com essas besteiras –, quero pensar na parte que toca ao Pentecostalismo.&lt;br /&gt;Com efeito, há muito de Missão Integral entre nós. Muitos dos assembleianos aprenderam a ler e a gostar de ler lendo a Bíblia. Nossos analfabetos são menos analfabetos que os do mundo. Fomos às favelas e plantamos igrejas em cada esquina deste País – a ponto de alguém dizer que “em todo buraco se encontra Banco do Brasil, Coca-Cola e Assembleia de Deus”. É verdade. Fomos aonde muitos históricos (liberais ou fundamentalistas) chegaram depois. Consagramos negros e mulatos a diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores. Os círculos de oração passaram a ser núcleos femininos. Jovens sem nenhuma perspectiva saíram das drogas e da delinquência e encontraram um sentido para suas vidas. Construíram-se os famosos centros de recuperação para ajudar pessoas envolvidas com dependências química. Evangelizamos grotões, vielas, afogados, baixadas, descampados. Onde quer que se imagine um brasil, ali estaria uma luz amarelada acima de uma placa da Assembleia de Deus.&lt;br /&gt;Será que sou ufanista, denominacionalista? Quem me conhece sabe que não. Tenho minhas críticas e questionamentos. Vivo crises e conflitos terríveis. Deus o sabe. Mas devo respeitar e reverenciar o que é bom. E – observe bem – esse é um movimento do Espírito, não dos cartolas que brigam pelo poder, que disputam no “tapetão” suas eleições macabras, e que, aninhados nas cúpulas assembleianas, fariam corar de vergonha e tristeza os pioneiros suecos, finlandeses e brasileiros da Missão da Fé Apostólica.&lt;br /&gt;É verdade que falta a nós pentecostais aquela conscientização política, aquela teologia menos dogmática, aquela percepção de que nossa escatologia milenarista e pré-tribulacionista precisa, para dizer o mínimo, ser reestudada. Falta-nos renúncia ao dualismo entre sagrado e secular, o apego à Teologia da Criação, e a distinção segura entre Igreja e Reino de Deus. Falta-nos, ainda, entender que a Igreja é o Israel de agora; que os americanos não são a Assíria de nossos dias, para executar o juízo divino sobre o mundo e, ao mesmo tempo, abraçar uma política pró-Israel a todo custo.&lt;br /&gt;Todavia, há Missão Integral, sim, entre nós assembleianos. Se o Homem é um todo indiviso, desde muito tempo entendemos que a emoção – essa parcela esquecida por muitos grupos protestantes – é de Deus também. Chamaram-nos de emocionalistas quando buscávamos o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais. Confundiram-nos com os pseudopentecostais (da Teologia da Prosperidade e do Triunfalismo) antes que muitos de nós passassem a adotar crenças e práticas heréticas desses movimentos. Fomos tachados de obtusos, místicos no mal sentido, montanistas, analfabetos de Bíblia, e tratados como evangélicos de segunda linha, fanáticos, folclóricos. Enquanto isso, também cometemos severo preconceito contra os batistas, em especial, e contra todos os que não criam em nossa cartilha de batismo com fogo e dons carismáticos. Mas, se eles eram esclarecidos e intelectualizados, por que não nos instruíram no caminho bom? Por que não o diálogo, a abertura, a misericórdia, ou mesmo o silêncio respeitoso?&lt;br /&gt;Vejo Missão Integral quando olho as irmãzinhas cantando aqueles “hinos de fogo” em ritmos bem brasileiros – e se não for naqueles ritmos, parece que não serve.&lt;br /&gt;Vejo Missão Integral quando prego ou ensino a Palavra e percebo que os irmãos apreciam, sim, estudar a Bíblia, e não apenas ouvir cassianes e marcos felicianos. Se isto é o que lhes dão, eles comem. Mas se o pasto é melhor, eles sabem o que preferir.&lt;br /&gt;Vejo Missão Integral no Projeto Jesus nas Praças, conduzido em Alagoinhas-BA, minha cidade natal, por um jovem evangelista chamado EMÍDIO, tudo com recursos próprios e doações voluntárias. Entre sopas e cestas básicas, a Palavra de Deus é anunciada pelo Interior da Bahia. Foi assim que meu cunhado RENATO se fortaleceu na fé, e agora entende, junto comigo, que há muito de Missão Integral em nossas igrejinhas, como naquela congregação em que ele é Auxiliar e trabalha, junto com a minha irmã, num bairro pobre, distante e rural, que não passa de uma rua. Mas naquela rua existem pessoas, e a teologia sem pessoas já morreu.&lt;br /&gt;Que mais posso dizer que saia desse coração pentecostal-histórico-tomado por Cristo? Que mais posso dizer, se meu coração treme por desenvolver missão total a um povo total? Talvez não reste nada a dizer, mas muito a fazer. Afinal, bem perto de minha casa, lá na Ribeira, há viciados em drogas andando pelas ruas, pobres de tudo que preciso cumprimentar e olhar nos olhos. Assim como aqueles ricos com seus barcos ancorados e os turistas que vêm da terra de Lutero tomar sorvete na célebre sorveteria do meu bairro...&lt;br /&gt;* A menção a esses homens não significa que concorde com tudo o que eles dizem. Aliás, discordo de muitas coisas proferidas por Ricardo Gondim, José Conblim e René Padilla nesses dias de Congresso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-3183921820243805015?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/3183921820243805015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=3183921820243805015' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3183921820243805015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3183921820243805015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/10/assembleia-de-deus-e-missao-integral.html' title='A Assembleia de Deus e a Missão Integral*'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-3092755002072650946</id><published>2009-09-19T14:50:00.002-03:00</published><updated>2009-09-19T14:55:16.553-03:00</updated><title type='text'>Estou vivo</title><content type='html'>Depois de "um longo e tenebroso inverso", cá estou eu. Creio que a "inspiração" que tinha em Campo Grande/MS já não tenho mais, porém é preciso continuar a luta. Talvez as mudanças tenham sido grandes demais, intensas demais para a minha cabecinha. Gosto mais da rotina, do tempo calmo para pensar, ler e escrever.&lt;br /&gt;Estou trabalhando numa pesquisa teológica, eu e Deus. De vez em quando peço a ajuda de um irmão que tenha mais conhecimento, para me dar uma luz. Teologia não é fácil, amigo. Principalmente quando feita com seriedade.&lt;br /&gt;Então, até breve. E, se o meu amigo Roger Brand, passar por aqui, saberá que estou na ativa.&lt;br /&gt;Abraço a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-3092755002072650946?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/3092755002072650946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=3092755002072650946' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3092755002072650946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3092755002072650946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/09/estou-vivo.html' title='Estou vivo'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-1301219246844722567</id><published>2009-04-03T17:58:00.002-03:00</published><updated>2009-04-03T18:00:36.733-03:00</updated><title type='text'>Salvos do amor</title><content type='html'>Quando eles se converteram a Jesus, saiu um peso das costas, do tamanho do mundo. Foi um alívio. Perdão de pecados, remoção da culpa, alegria indizível, posse da vida eterna. Nenhum sentimento poderia ser melhor, nenhuma decisão seria mais acertada, nenhum pensamento mais alvissareiro. E também ganharam uma família – a Igreja. O primeiro amor foi assim belo e tocante.&lt;br /&gt;No entanto, com o passar do tempo, a coisa mudou. Havia regras tão rígidas que aquelas pessoas passaram a vigiar o comportamento das outras, e uma cobrança geral se estabelecera. Em vez do sorriso, agora eles têm uma caveira carrancuda na face. Os olhos são como os dos santos barrocos das igrejas de Minas, o olhar de censura constante. “Não pode isso, não pode aquilo” é o mote desse povo que pensa que a santidade é uma clausura.&lt;br /&gt;Caminham no sentido oposto ao de Cristo – enquanto o Filho de Deus Se humanizou, eles se desumanizam. Jesus desceu, mas eles querem viver como se já não estivessem nesse mundo, como se alguma elevação espiritual os proibisse de manter contato normal com as pessoas chamadas “ímpias”, “incrédulas” ou “descrentes”. A santidade passa a ser um fardo, uma separação, não do pecado, mas das pessoas. Enquanto Cristo encarnou, Se contextualizou, tabernaculou, essas pessoas querem escapar ao convívio, aos problemas comuns.&lt;br /&gt;Há as receitas prontas sobre o que é certo. Mas, e quando dá errado? E quando um casal cristão se separa? E quando um servo de Deus é vocacionado e não fala em línguas? E quando o filho do pastor comete sérios deslizes? E quando a igreja precisa confessar um pecado coletivo? E quando o pastor entra em depressão? Como resolver problemas humanos numa comunidade de não-humanos?&lt;br /&gt;Parece que os santarrões foram salvos do amor, salvos da necessidade de cultivar a virtude do amor. Amar é difícil. Amar é uma arte. Amar é ser humano como Deus quis que Adão fosse. Jesus foi humano, na Encarnação, porque amou à imagem e semelhança de Deus. E o amor é não pecar contra Deus, conduzir-se de modo a guardar os mandamentos do Pai de boa vontade.&lt;br /&gt;Jesus humanizou-Se, e como Ser Humano de acordo com o Plano de Deus, Ele não precisou pecar, pois o pecado não faz parte da verdadeira Humanidade. Mas isso só é possível por causa do amor incomensurável que tem no Seu coração divino.&lt;br /&gt;O legalismo consegue furtar do coração a alegria da Salvação pela Graça mediante a Fé, colocando no lugar uma firme tristeza dos que se sentem culpados tempo todo.&lt;br /&gt;Santidade, afinal, é o processo que vive quem, sabendo-se pecador, aceita a correção e a transformação pelo Espírito – não é, jamais, a capa de quem, cheio de remorso e culpa, finge que tudo está bem, e que pode carregar o peso sozinho. O nome disso é hipocrisia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-1301219246844722567?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/1301219246844722567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=1301219246844722567' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1301219246844722567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1301219246844722567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/04/salvos-do-amor.html' title='Salvos do amor'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-5749590633644494110</id><published>2009-03-31T20:48:00.000-03:00</published><updated>2009-03-31T20:49:23.697-03:00</updated><title type='text'>Um registro sobre direita e esquerda</title><content type='html'>Estou pensando sobre a dificuldade de o brasileiro se apresentar como “de direita” e não ser considerado um reacionário. Com efeito, parece-me que no Brasil a direita é entendida como ideologia entreguista, sustentáculo do Regime Militar de 1964, manutenção do status quo, e todas as coisas ruins que possam existir, como a injustiça social, a opressão, o fundamentalismo.&lt;br /&gt;No entanto, algumas coisas precisam ser esclarecidas. Como diz o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo, os militares da Ditadura de 64 não eram de direita, pois eram estatizantes, e estatismo é coisa da esquerda.&lt;br /&gt;Estou dizendo isso porque minha intenção é discernir o que é ideologia política de direita num caminho diferente do seguido pelos esquerdistas, que gostam de associar à direita toda a maldade humana.&lt;br /&gt;Ora, a direita defende, em linhas gerais, a liberdade individual, a livre iniciativa, o livre mercado, a igualdade de oportunidades, o Estado-mínimo, um direito penal mais repressivo, a meritocracia nas universidades, assim como tem problemas com o aborto e com a união civil de homossexuais. Já a esquerda prega a forte intervenção no mercado, as ações afirmativas (sistema de cotas), a estatização de empresas, o direito penal mínimo, as reservas contínuas de grupos indígenas, e tem simpatia pelo casamento gay, pelo aborto, pela eutanásia e por uma educação pública que intervém em questões familiares, como a criação dos filhos. &lt;br /&gt;Essa generalização é perigosa como toda generalização. Mas é o que vejo, grosso modo, do que a direita e a esquerda ensinam. Sei que há inúmeras correntes de direita e de esquerda espalhadas pelo mundo, uma até mesmo extremistas, algumas ligadas à religião, mas minha intenção aqui, repito, é chamar a atenção para o fato de que a direita não pode ser contemplada como sinônimo do que não presta. A direita, a meu ver, tem sido injustiçada ou mal-compreendida.&lt;br /&gt;Como nordestino, sei que o Coronelismo fez um mal tremendo à minha Região, notadamente na Bahia, há décadas assaltada por um grupo medonho. Mas quem disse que isso é coisa natural à direita? Por outro lado, não foram os esquerdistas que compraram votos de parlamentares com o chamado “Mensalão”?&lt;br /&gt;Durante toda a minha infância e juventude, estive mais perto de conceitos de esquerda. Creio que isso se deve à memória recente da Ditadura. Todo mundo que se posicionava contra o Regime Militar, e que se lembrava daqueles tempos sombrios, acabava sendo tomado por esquerdista, e se tornava esquerdista mesmo. Como nasci em 1977, pude acompanhar a lamentação por Tancredo Neves (1985), o choque dos planos de Sarney (1985-90), a ascensão e impeachment de Collor (1990-92), além de toda a sequência. No dia 26 de agosto de 1992, participei, em Pojuca-BA, de manifestação pública liderada por petistas gritando “Fora Collor” ao som de Alegria, Alegria, que não parava de tocar. E também na Universidade (1996-2001) eu fui mais balançado para a esquerda.&lt;br /&gt;No entanto, com o passar do tempo, fui tendendo mais para a direita, embora não tenha atividade política. Percebo essa tendência por causa de minhas opiniões conservadoras: sou contra o aborto e contra o casamento homossexual. Sou contra as reservas indígenas contínuas. Sou contra as cotas para negros. Sou contra o patrulhamento ideológico dos currículos escolares. Sou a favor de um direito penal mais repressivo do que as penas alternativas propõem.&lt;br /&gt;Descobri que sou conservador. Mas eu quero ser conservador de coisas boas, não de estruturas de opressão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-5749590633644494110?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/5749590633644494110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=5749590633644494110' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5749590633644494110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5749590633644494110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/03/um-registro-sobre-direita-e-esquerda.html' title='Um registro sobre direita e esquerda'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-3268304551780799716</id><published>2009-03-13T16:11:00.003-03:00</published><updated>2009-10-26T12:16:40.310-03:00</updated><title type='text'>Lembra do Super-Homem e do Bizarro? Eles estão no mundo evangélico brasileiro.</title><content type='html'>Quem é da minha geração e assistia a desenhos animados talvez lembre não só do Super-Homem, amplamente conhecido no mundo todo, mas também do Bizarro, uma figura que se apresentava como um arremedo do Super-Homem, com uma roupa semelhante e propósitos diametralmente opostos aos do heroi. Para quem gosta de Psicanálise, Bizarro seria o alter-ego do bom-moço.&lt;br /&gt;Minha constatação é que existe um Super-Homem e muitos Bizarros espalhados pelo Brasil. O Super-Homem, todo certinho e com pretensos super-poderes, é um senhor que fala bonito, em tom suave, em horário nobre de televisão, e que tem como tema principal um conceito esdrúxulo de fé em Deus. Os muitos Bizarros estão nos Estados brasileiros e representam esse senhor, mas em seus programas televisivos ou radiofônicos exibem uma mensagem que parece bem diferente da mensagem do Super-Homem.&lt;br /&gt;Em Minas Gerais, onde eu morei por alguns anos, havia um desses Bizarros que a cada semana anunciava uma coisa nova: uma “estola sacerdotal”, uma “cruz com água sacrossanta e fluidificada”, uma “toalha de fogo”, objetos que seriam entregues a quem comparecesse às reuniões das sextas-feiras. O camarada, que se dizia “a maior autoridade em libertação no Brasil”, fazia um programa trash, com músicas tenebrosas, cujo volume aumentava para aumentar o suspense. Já o ouvi pedindo que os espectadores enviassem o número de seu sapato para receberem o “encaminhamento espiritual”, pois ele faria uma “prece”. Esse indivíduo bizarro, que tem nítida vocação para o humorismo, pedia que seus ouvintes colocassem uma garrafa perto do “aparelho receptor” a fim de conter o “cramulhão” (sic), sob pena de, em acontecendo alguma coisa ruim, o pregador não se responsabilizar por nada.&lt;br /&gt;Aqui na Bahia deparo com uma figura menos estranha, mas com práticas não menos bizarras. Ontem eu o vi oferecendo “a rosa do puxamento espiritual”, que, segundo ele, irá puxar para si tudo o que as pessoas tiverem de ruim em si mesmas. Será que o inventor disso tem em mente o bode expiatório da Lei de Moisés? Será que o fetichismo dessa turma chegou a tal nível de sofisticação teológica? Pode ser: eles são inventivos.&lt;br /&gt;Alguém pode imaginar que esses camaradas são autônomos, mas não são. Eles são denominados “líderes estaduais” e representam o líder internacional, seu presidente, o Super-Homem, mocinho da história, bom comunicador, cujo ensino, embora cheio de heresias, até aparenta fundamentação bíblica.&lt;br /&gt;Muitos crentes de boa-fé admiram o Super-Homem e ficam chateados quando o criticamos. São também esses crentes que não costumam tolerar os Bizarros, reconhecendo-lhes a bizarrice, por exemplo, no uso de objetos com supostos efeitos espirituais (fetichismo, pajelança).&lt;br /&gt;Entretanto, quem cria os Bizarros é justamente o Super-Homem. Foi ele quem os concebeu, criou e deu ao conhecimento público. Um não vive sem o outro. E, para ser sincero, os Bizarros são o espelho mais fidedigno do Super-Homem, justamente porque a capa do Super-Homem esconde um repertório daninho que vai da Confissão Positiva à deificação do Ser Humano, da Teologia da Prosperidade ao personalismo.&lt;br /&gt;O curioso é que em outro “desenho animado” com motivos parecidos o protagonista absoluto não criou propriamente Bizarros, mas um exército de seres robóticos que imitam seu sotaque, rouquidão e articulação das mãos. Mas esse é outro produto igualmente vendável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-3268304551780799716?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/3268304551780799716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=3268304551780799716' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3268304551780799716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3268304551780799716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/03/lembra-do-super-homem-e-do-bizarro-eles.html' title='Lembra do Super-Homem e do Bizarro? Eles estão no mundo evangélico brasileiro.'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-5704018144358040872</id><published>2009-03-13T16:10:00.002-03:00</published><updated>2009-03-13T16:11:02.084-03:00</updated><title type='text'>O Brasil ainda tem seus nobres</title><content type='html'>Em mais de 500 anos, o Brasil foi-se formando como um País patrimonialista, desigual, injusto. Uma das expressões mais fortes da cultura brasileira é a ideia de que as pessoas que possuem maior poder aquisitivo ou posição social de destaque devem ser tratadas com deferência especial, em detrimento das pessoas pobres ou sem títulos. Isso está impregnado na ideologia das massas.&lt;br /&gt;A República, em seu primeiro decreto, extinguiu todos os títulos nobiliárquicos e os privilégios de nascimento. Entretanto, não extinguiu o péssimo costume brasileiro de julgar pela aparência e dar primazia ao dinheiro ou aos títulos. Essa mudança não se opera por decreto.&lt;br /&gt;Veja o caso da classe política, com seu foro privilegiado, suas verbas indenizatórias, seus adicionais, suas verbas de gabinete, seus longos períodos de férias, seus recessos muito bem remunerados.&lt;br /&gt;Uma das maiores aberrações de nossa ordem jurídica é a lei segundo a qual portadores de diploma fazem jus a prisão especial. É um caso típico de inconstitucionalidade, que fere o princípio da isonomia, pois “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, como diz a Constituição em seu Art. 5º.&lt;br /&gt;Também observo um fenômeno não tão visitado pela imprensa: são os juízes e membros do Ministério Público que, a pretexto de sua autonomia e independência funcional, não precisam cumprir horário, enquanto seus assessores, que os auxiliam nos processos de sua atribuição e têm a mesma formação, muitas vezes precisam seguir rígidas normas de expediente, sob a supervisão cerrada de câmeras, seguranças e de outros servidores. Por que essa distinção administrativa, se as prerrogativas funcionais devem ser aquelas que atendam ao interesse público, como a inamovibilidade, a irredutibilidade de vencimentos e a vitaliciedade? Por que os agentes políticos do Poder Judiciário e do Ministério Público não precisam cumprir horário?&lt;br /&gt;É curioso perceber como as pessoas se rendem ao poder do status social. Vejo porteiros, seguranças e lavadores de carro nas ruas “nobres” de Salvador, a maioria negros e mulatos, com uma atitude praticamente servil diante de “doutores” que sequer fizeram mestrado, quanto menos doutorado. Basta ter dinheiro, basta morar num prédio “nobre” ou andar num carro de luxo para ser chamado de “doutor”. Acredito que essa mentalidade servil decorre dos tempos da escravidão, sei lá.&lt;br /&gt;Até meu carro, que é popular, passa a impressão, aos frentistas de posto de gasolina, de que sou doutor. É assim que eles me chamam. E se estiver de terno, então, o prestígio aumenta, mas não sabem eles que uso terno geralmente por causa da igreja.&lt;br /&gt;Quando digo, por algum motivo, que sou formado em Direito, é o suficiente para que o interlocutor mude o discurso, e passe a tentar me agradar com palavras e atitudes mais respeitosas. Não seria esse um símbolo da cultura da aparência?&lt;br /&gt;Antigamente eram os duques, marqueses e viscondes. Hoje são os deputados, senadores, governadores, procuradores da República, juízes. E por que não incluo nessa lista todos os endinheirados e poderosos? Porque me refiro às posições sociais que o próprio Estado tem privilegiado, ainda que sob argumentos muito bem desenhados como as “prerrogativas de função” e a “independência dos poderes”. Tanto as prerrogativas funcionais como a independência dos Poderes são fundamentais num Estado de Direito, mas há que se ter cuidado para que os critérios de distinção sejam concebidos de acordo com o princípio da igualdade e o interesse público, para que não haja maior injustiça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-5704018144358040872?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/5704018144358040872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=5704018144358040872' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5704018144358040872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5704018144358040872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/03/o-brasil-ainda-tem-seus-nobres.html' title='O Brasil ainda tem seus nobres'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-319508288952075820</id><published>2009-03-13T16:10:00.001-03:00</published><updated>2009-03-13T16:10:24.103-03:00</updated><title type='text'>Entre o perdão e a tolerância</title><content type='html'>Diante da reprovação religiosa a determinadas condutas, surgem pessoas dizendo “aquele que não tem pecado atire a primeira pedra”, mas nem todos compreendem o que isso significa. A frase dita por Jesus e registrada por João acaba sendo empregada como panaceia para impedir qualquer análise do comportamento humano à luz da Bíblia.&lt;br /&gt;Deve ficar bem clara a distinção entre o perdão evangélico e a tolerância com o pecado. Nós evangélicos muitas vezes pecamos por transmitirmos uma imagem de moralistas hipócritas, mas não é isso o que o Evangelho propõe. Nossa mensagem é de denunciar o pecado e anunciar o perdão. Denúncia de pecado sem anúncio de perdão é moralismo farisaico; anúncio de perdão sem denúncia de pecado é barateamento da Graça e liberalismo moral.&lt;br /&gt;O mesmo Jesus que disse “aquele que não tem pecado atire a primeira pedra” também disse “vá e não peques mais”. O que Jesus censurou foi a postura de juízes dos pecados alheios, mas não deixou de apontar para a necessidade de arrependimento e mudança de vida. A um só tempo, o Salvador falou aos acusadores judeus contra o seu pecado de preconceito, e falou à mulher pega em adultério contra o seu pecado de adultério. Jamais o Mestre iria justificar a conduta da mulher com o argumento de que o pecado é universal. Isso não é desculpa. Aliás, o perdão de Cristo não é uma aceitação de pedido de desculpas – o perdão de Cristo é a absolvição dos pecados de quem não deveria ser absolvido.&lt;br /&gt;O perdão é uma interrupção do fluxo catastrófico do pecado, e não se explica racionalmente. Quando o preceito divino estabelecia a morte para os pecadores, veio o perdão igualmente divino e estendeu ao Ser Humano a destra de comunhão. Impediu-se a condenação do Ser Humano arrependido, pois com o Advogado e Substituto Penal, Jesus Cristo, surgiu uma possibilidade de esperança, regeneração, vida eterna.&lt;br /&gt;Anunciar o perdão é totalmente diferente de anunciar a tolerância com o pecado. O cristão não pode tolerar o pecado, se acostumar com ele, gostar dele, se aproveitar dele, conviver em harmonia com ele. O pecado precisa ser visto como um veneno, que mata de verdade, e não como um tabu alimentar, que só mata na cabeça de alguns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-319508288952075820?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/319508288952075820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=319508288952075820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/319508288952075820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/319508288952075820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/03/entre-o-perdao-e-tolerancia.html' title='Entre o perdão e a tolerância'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-7230764910428493265</id><published>2009-03-13T16:08:00.000-03:00</published><updated>2009-03-13T16:09:48.432-03:00</updated><title type='text'>Conservadorismo não é fundamentalismo</title><content type='html'>Quando querem atacar o pensamento evangélico sobre temas éticos, jornalistas dizem que somos “conservadores”, mas com um sentido pejorativo que mais se aproxima de “fundamentalista”. No entanto, Conservadorismo e Fundamentalismo são coisas distintas, e ambos são mal-interpretados.&lt;br /&gt;Conservadorismo, em termos religiosos, é a postura de quem pensa e trabalha contrariamente ao secularismo, que por sua vez é a filosofia de viver como se Deus não existisse. Ser conservador, na acepção verdadeira, não é ser contra a justiça social, contra a modernização da sociedade, contra os avanços da ciência, contra as pessoas homossexuais ou a favor da manutenção da exploração econômica. Esse é o discurso ideológico de uma esquerda materialista e de um falso intelectualismo que se colocam contra a mensagem de transformação do Ser Humano pela conversão a Cristo.&lt;br /&gt;Já o Fundamentalismo foi, antes de tudo, uma corrente teológica que surgiu no final do Séc. XIX entre os norte-americanos para frear o Liberalismo Teológico, que veio assediando protestantes com afirmações de que não existem milagres, de que tudo na Escritura são mitos, e de que a Bíblia não passa do registro da experiência religiosa de um povo, não sendo inspirada por Deus. Na origem, os fundamentalistas prestaram um grande serviço à Igreja, assinalando firmemente doutrinas como a Criação, o nascimento virginal de Cristo e a inspiração, inerrância e autoridade da Bíblia. Nisso os fundamentalistas cumpriram importante mister.&lt;br /&gt;Com o tempo, assim como o termo “puritano” foi deturpado, a palavra “fundamentalista” assumiu a conotação de pessoa radical, que não admite a iluminação da Razão, tal como se diz dos Talebãs. Ao chamar uma pessoa de fundamentalista, impede-se o diálogo, e se convida o auditório a tapar os ouvidos ao que ele diz.&lt;br /&gt;Por que somos contra o aborto? Por que não concordamos com o comportamento homossexual? Por que reconhecemos a sacralidade do casamento? Por que não aceitamos a prática da eutanásia? Dirão os modernistas que a resposta é fácil: é porque somos fundamentalistas.&lt;br /&gt;Acredito, porém, que contribuímos para esse estado de coisas quando adotamos a moral social como arquétipo da moral cristã. Dito de outro modo, por muito tempo transmitimos para a sociedade a ideia de que a moral de Cristo é se vestir de determinada forma, falar de determinada forma, não frequentar determinados lugares, e cumprir à risca o ritual social de crescer, casar, trabalhar, reproduzir as tradições sociais e morrer esperando uma recompensa. Esse era o modelo considerado santo, mas não se exigiam, por assim dizer, virtudes como amor, justiça e verdade.&lt;br /&gt;Para se ter uma noção do que estou dizendo, alguns costumes tão caros a grupos legalistas eram adotados há décadas como o padrão moral da sociedade, sendo incorporados pelas igrejas como sendo o certo. Aquela indumentária de coque, meião e redinha – como ouvi certa vez de um irmão – não era a marca de santidade das crentes, mas um simples costume das senhoras direitas em algum lugar no passado. Hoje ainda em alguns lugares o coque, meião e redinha, ou seus similares, representam a marca do ser santo.&lt;br /&gt;Quero deixar bem claro que a mensagem de Cristo é conservadora, sim, mas há que se indagar o que essa mensagem conserva, porque, como diriam os professores de Português, quem conserva conserva alguma coisa. A mensagem de Cristo apareceu como revolucionária, e gosto de dizer que Jesus Cristo trouxe a contra-cultura com o Sermão do Monte (Mt 5 – 7), pois tudo o que o Mestre diz ali contraria a cultura do mundo inteiro.&lt;br /&gt;Ter fome e sede de justiça é revolucionário. Oferecer a outra face ao que o fere é revolucionário. Cultivar a interiorização de princípios éticos é revolucionário. Querer o bem dos inimigos é revolucionário. Ser pacificador num mundo em conflitos é revolucionário. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é a maior revolução que poderia existir. Assim, Jesus é O Revolucionário, e os cristãos, revolucionários com Ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-7230764910428493265?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/7230764910428493265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=7230764910428493265' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/7230764910428493265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/7230764910428493265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/03/conservadorismo-nao-e-fundamentalismo.html' title='Conservadorismo não é fundamentalismo'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-2398156654832977339</id><published>2009-03-05T19:22:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T19:23:30.248-03:00</updated><title type='text'>Tudo posso</title><content type='html'>“Tudo posso naquele que me fortalece”,&lt;br /&gt;Disse o apóstolo Paulo.&lt;br /&gt;Posso sofrer e suportar.&lt;br /&gt;Posso querer e não alcançar.&lt;br /&gt;Posso não ter e me alegrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ter mais do que preciso&lt;br /&gt;Caso o SENHOR assim me conceda.&lt;br /&gt;Posso ter só o que necessito&lt;br /&gt;Para viver, até que mais não seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo posso, possuindo ou não.&lt;br /&gt;Tudo posso, mas sei que o poder é ilusão.&lt;br /&gt;E escuto a voz de Deus, minha única riqueza: &lt;br /&gt;“O meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-2398156654832977339?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/2398156654832977339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=2398156654832977339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/2398156654832977339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/2398156654832977339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/03/tudo-posso.html' title='Tudo posso'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-7634301360581550097</id><published>2009-02-23T12:37:00.002-03:00</published><updated>2009-02-23T12:39:48.458-03:00</updated><title type='text'>As perguntas teológicas de minha filha</title><content type='html'>Minha filha, Elisa, tem três anos de idade. Ontem, quando nos arrumávamos para irmos ao culto de domingo à noite, ela me surpreendeu com as seguintes perguntas:&lt;br /&gt;- “Jesus cura”?&lt;br /&gt;- “Deus vem buscar a gente”?&lt;br /&gt;- "Ele está vindo agora, né"?&lt;br /&gt;- “Eu vou com essa roupa”?&lt;br /&gt;- “Deus fala com a gente”?&lt;br /&gt;Ela ainda afirmou que gostaria de ir para o Céu logo, e disse também que a gente deve esperar Deus nos buscar.&lt;br /&gt;Todas essas coisas ela começou a perguntar porque eu a convidei a ir ao culto, e creio que resultaram da aula da manhã. Talvez lembre de aulas anteriores. &lt;br /&gt;Enquanto nos dirigíamos ao templo, fomos conversando sobre essas questões. Eu lhe disse, desde a conversa em casa, que Jesus cura, que Jesus vem buscar a gente, que devemos esperar por isso para qualquer momento, que receberemos roupas brancas e novas, que Deus fala com a gente pela Bíblia e em nossos corações, e que só vai ao Céu quem conhece a Jesus. Por isso, disse-lhe, precisamos falar de Jesus a outras pessoas.&lt;br /&gt;Veja bem: uma menininha de três anos de idade perguntando coisas tão profundas e importantes. Como o pai não fica? É claro que fico contente com o fato de saber que o ensino bíblico tem sido eficaz, mas, por outro lado, me preocupo com a negligência que muitas vezes devotamos às crianças. Elas são tão receptivas ao ensino, e nós, tão desatentos a isso!&lt;br /&gt;Jesus não disse que das crianças é o Reino de Deus? Sim, o Reino é delas. É por isso que minha filha entende facilmente as coisas do Reino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-7634301360581550097?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/7634301360581550097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=7634301360581550097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/7634301360581550097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/7634301360581550097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/02/as-perguntas-teologicas-de-minha-filha.html' title='As perguntas teológicas de minha filha'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-1046444268491612212</id><published>2009-02-19T11:37:00.003-03:00</published><updated>2009-02-19T20:06:38.426-03:00</updated><title type='text'>O Carnaval de Salvador é um insulto à igualdade social</title><content type='html'>Quem vê aquelas multidões pulando atrás do trio elétrico ao ar livre pode pensar que se trata de alguma coisa democrática, mas não é. O Carnaval de Salvador é um insulto à igualdade social, e isso porque milhões de Reais são empregados numa festa cujos frutos não são igualitariamente repartidos entre a população.&lt;br /&gt;Digo isso porque soube que o Governo do Estado da Bahia cedeu R$45 milhões para a festa, além do aporte da Prefeitura, e quem sabe do Governo Federal, já que a EMBRATUR também se interessa pela festa devido ao turismo. Entretanto, o que se vê em Salvador e em toda a Bahia é a gritante desigualdade social, sendo que Salvador está repleta de moradores de rua, prostitutas, bêbados, trombadinhas, assaltantes, traficantes de drogas, e muitos, muitos pobres, seja em favelas, seja em subúrbios.&lt;br /&gt;Fico pensando para onde vai tanto dinheiro de turistas que vêm a Salvador aproveitar os muitos dias de bebedeira, turismo sexual, prazeres do litoral e música baiana de ensurdecer. O Carnaval realmente não combina com um lugar tão massacrado por décadas de políticas excludentes, coronelistas, patrimonialistas.&lt;br /&gt;Na verdade, eu não gosto de Carnaval de jeito nenhum, e sei que os males desse festejo vão muito além dos problemas sociais. Entretanto, como a festa está aí, e como faz parte do imaginário popular quando se trata de minha terra, não posso me furtar a dar minha opinião sobre ele, já que, ao que parece, tudo em Salvador anda em função desses dias de fevereiro.&lt;br /&gt;Quisera eu a Capital da Bahia deixasse de ser Salvador, e passasse a ser Vitória da Conquista, algo que escutei de um colega de trabalho, dada a sugestão de um especialista. Assim, eu poderia, quem sabe, ir morar na Capital, trabalhar lá, e deixar que Salvador ficasse com suas festas, com seu turismo, com suas praias e pontos turísticos só para os dias de folga. Creio que isso faria da Bahia um lugar melhor, e talvez distribuísse com maior equidade o grande número de pessoas que insistem em residir nessa megalópole.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-1046444268491612212?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/1046444268491612212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=1046444268491612212' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1046444268491612212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1046444268491612212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/02/o-carnaval-de-salvador-e-um-insulto.html' title='O Carnaval de Salvador é um insulto à igualdade social'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-6674111524384529860</id><published>2009-02-17T17:24:00.000-03:00</published><updated>2009-02-17T17:26:04.237-03:00</updated><title type='text'>Duas palavras sobre a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos</title><content type='html'>Não posso deixar de dizer que a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) à revista Veja foi a melhor que já li em todos os tempos, vinda de um político. Ele disse, sim, o que todo mundo pensa, mas não tem coragem de falar ou não pode falar: que boa parte do PMDB é corrupta, que a maioria só quer cargos por interesses escusos, mas foi além: José Sarney (PMDB-MA) é um retrocesso, vai “transformar o Senado num grande Maranhão”, e Renan Calheiros (PMDB-AL) não tem condições morais nem políticas para ser senador, tampouco para ser líder de partido.&lt;br /&gt;Depois, em entrevista coletiva e à CBN, o senador reafirmou toda a sua indignação, e com uma sinceridade que parece absoluta. Também disse que Lula é conivente com a corrupção, e que deixou de lado as duas bandeiras de sua campanha de 2002, quais sejam, a reforma política e a questão ética.&lt;br /&gt;Bem, alguns acham que nada disso adianta, que as coisas vão continuar como estão, que política é assim mesmo, que o senador Jarbas deve ter sido impelido por propósitos menores...Eu não! Eu entendo que existe esperança sempre que alguém ainda é capaz de se indignar, principalmente quando se trata de uma autoridade pública de tamanha envergadura, como um senador da República, e com a biografia do senador pernambucano.&lt;br /&gt;Agora, um outro aspecto me chamou a atenção: a imprensa noticiou que o grupo de Renan Calheiros pensou em tentar enfraquecer o senador Jarbas Vasconcelos em Pernambuco, ou minar sua força no próprio Senado, deixando de lhe repassar relatorias de projetos. Isso me fez pensar imediatamente nas retaliações que ocorrem nos bastidores de igrejas, quando algum irmão resolve falar a verdade e a liderança decide retirar seus cargos, puni-lo de alguma forma, desacreditar a imagem do irmão perante a congregação. Isso é feio e doentio, e demonstra o quanto a política eclesiástica pode se assemelhar à politicagem de grupos que se aboletam no poder nacional e nos poderes estaduais e municipais.&lt;br /&gt;Além do senador Jarbas Vasconcelos, estariam hoje clamando contra a corrupção os profetas do Antigo Testamento, como Miquéias, Amós e Jeremias – Homens que não toleravam o avanço do erro, do escândalo, da hipocrisia, da criminalidade, do suborno, das manobras dos poderosos em detrimento do bem comum, da lei e da justiça.&lt;br /&gt;Ficar alheio ao que o senador Jarbas Vasconcelos disse é algo que não se compatibiliza com o ser cristão. Jamais alguém deveria ostentar a condição de cristão e simultaneamente defender a corrupção, o “jeitinho”, a chamada “lei do mais forte”, a compra de votos, a mentira, o mero pragmatismo, notadamente quando se dá dentro das igrejas.&lt;br /&gt;Definitivamente, a alienação não é de Deus. O que o senador Jarbas disse é verdadeiro, independentemente de corrente ideológica ou preferências partidárias. Trata-se da mais pura verdade. Cabe a mim, portanto, refletir: tenho eu capacidade de me indignar? Reflita você também, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-6674111524384529860?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/6674111524384529860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=6674111524384529860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/6674111524384529860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/6674111524384529860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/02/duas-palavras-sobre-entrevista-do.html' title='Duas palavras sobre a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-3539626541299772081</id><published>2009-02-16T02:08:00.004-03:00</published><updated>2009-02-16T02:34:36.467-03:00</updated><title type='text'>João Batista, o precursor de Cristo*</title><content type='html'>Para conferir um grau mais denso a este "blog", penso em publicar alguns de meus trabalhos acadêmicos de Teologia, a começar por este que trata do personagem bíblico João Batista.&lt;br /&gt;Embora estejamos num veículo eletrônico, em que as leituras devem ser mais amenas ou menos extensas, lanço o fruto de minha pesquisa à apreciação dos mui atilados leitores. É como segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquema de João Batista, o precursor de Cristo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução.&lt;br /&gt;1. Ascendência, anúncio e nascimento de João Batista: Lc 1.5-25; 57-66.&lt;br /&gt;2. Aparição e pregação de João Batista: Mt 3.1-10; Mc 1.2-6 e Lc 3.1-14.&lt;br /&gt;3. João Batista dá testemunho de Cristo: Mt 3.11-12; Mc 1.7,8; Lc 3.15-17; Jo 1.15-31; 3.22-30.&lt;br /&gt;4. Dois discípulos de João Batista seguem a Jesus: Jo 1.35-42.&lt;br /&gt;5. João batiza Jesus: Mt 3.13-17, Mc 1.9-11, Lc 3.21,22; Jo 1.32-34.&lt;br /&gt;6. João Batista repreende Herodes e é preso: Lc 3.18-20.&lt;br /&gt;7. Jesus inicia seu ministério depois que João Batista é preso: Mt 4.12-17; Mc 1.14,15; Lc 4.14,15.&lt;br /&gt;8. João Batista envia mensageiros a Jesus: Mt 11.2-6; Lc 7.18-23.&lt;br /&gt;9. Jesus dá testemunho de João Batista: Mt 11.7-19; Lc 7.24-35.&lt;br /&gt;10. A morte de João Batista: Mt 14.1-12; Mc 6.14-29; Lc 9.7-9.&lt;br /&gt;11. João Batista é o Elias que havia de vir: Mt 17.9-13; Mc 9.9-13; cf. Is 40.3; Ml 4.5,6.&lt;br /&gt;12. A autoridade de Jesus e o batismo de João: Mt 21.23-27; Mc 11.27-33; Lc 20.1-8.&lt;br /&gt;13. O batismo de João como início do ministério de Jesus: At 1.21,22.&lt;br /&gt;14. Pessoas que “só conheciam o batismo de João”: At 18.24-19.6.&lt;br /&gt;Conclusão.&lt;br /&gt;Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Introdução.&lt;br /&gt;Para uma análise da figura de João Batista, é necessário examinar tudo o que consta dos Evangelhos a seu respeito, atentando para alguns aspectos principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ascendência, anúncio e nascimento de João Batista (Lc 1.5-25, 57-80).&lt;br /&gt;Os dados biográficos de João Batista são oferecidos com maiores detalhes pelo evangelista Lucas, único que escreve sobre a origem e nascimento do profeta.&lt;br /&gt;Os pais de João Batista, Zacarias e Isabel, são retratados como piedosos e irrepreensíveis, vivendo de acordo com “todos os preceitos e mandamentos do SENHOR” (Lc 1.6). Ela era descendente de Arão, e ele, sacerdote do turno de Abias.&lt;br /&gt;O anúncio do nascimento de João Batista ocorreu quando Zacarias cumpria seu ofício de queimar o incenso no santuário de Deus, e foi envolvido pela operação divina: à semelhança de Sara e Raquel, mulheres de patriarcas, e de Ana, mãe do grande líder Samuel, Isabel era estéril, condição que implicava forte preconceito social e sentimento de inferioridade, mas que, nas páginas da Escritura, deu ensejo a intervenções poderosas de Deus, abrindo a madre e trazendo ao mundo homens que iriam marcar a História da Redenção. &lt;br /&gt;No caso de Isabel e Zacarias, havia a agravante da idade avançada. Foi nessa situação desfavorável que o anjo Gabriel apareceu a Zacarias dentro do santuário e lhe prometeu o nascimento de um filho, com menção literal de um trecho da profecia de Malaquias e outras palavras sobre o perfil e missão do menino, tudo a indicar que se trataria de uma pessoa separada para um destino especial, porque “cheio do Espírito Santo, já desde o ventre materno” (Lc 1.15) e preservado do vinho e da bebida forte.&lt;br /&gt;A incredulidade do sacerdote, porém, fez com que ficasse mudo, até que o filho nascesse. Mas desde logo Isabel ficou alegre pela maternidade anunciada.&lt;br /&gt;Desse modo, o nascimento de João Batista foi cercado de expectativa, dada a atuação sobrenatural que fez com que um casal idoso, sendo a mulher estéril, gerasse um filho. Isso fez com que perguntassem o que haveria de ser daquele menino.&lt;br /&gt;O relato de Lucas contém três cânticos, um dos quais atribuído a Zacarias, por conta do nascimento de João (Lc 1.67-80). Aliás, esse nome também foi conferido por Deus, e fez com que Zacarias rejeitasse a idéia de colocar no filho um nome oriundo da tradição familiar. “João” significa “O SENHOR dá graça ”, e condiz com a vida do Batista.&lt;br /&gt;Outra característica de Lucas é mencionar a dotação do Espírito Santo. Isso ocorreu com Isabel ao ser visitada por Maria, sua prima, quando o próprio feto saltou de alegria ante a visita da mulher que havia sido escolhida mãe do Salvador (ver Lc 1.26-45).&lt;br /&gt;Esses elementos fornecidos exclusivamente por Lucas mostram que João Batista foi o homem enviado por Deus para ser o precursor do Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A aparição e pregação de João Batista (Mt 3.1-10; Mc 1.2-6; Lc 3.1-14).&lt;br /&gt;Tanto Mateus quanto Marcos afirmam que João Batista “apareceu” no deserto (Mt 3.1; 1.4). O verbo “aparecer” sugere a idéia de que João irrompeu sem aviso e sem envolvimento com um sistema preestabelecido.&lt;br /&gt;De repente, aquele homem começou sua pregação na região da Judéia com um discurso simples, voltado ao arrependimento, “porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2). Elias, por sua vez, também apareceu sem precedentes, já proferindo uma mensagem contra Acabe (I Rs 17.1).&lt;br /&gt;No entanto, no caso de João, não se deveria tratar de uma surpresa completa, eis que “este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas ” (Mt 3.3; cf. Is 40.3). &lt;br /&gt;É um traço reconhecido de Mateus fazer referências ao Antigo Testamento para mostrar a Israel o cumprimento do plano de Redenção, do qual a “voz do que clama no deserto” faria parte. Mas o evangelista Marcos também faz citação expressa dessa profecia, ao passo que, pondo tudo na pena de Isaías, remete, ainda, a outro profeta, quando diz: “Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho” (Mc 1.2, cf. Ml 3.1). A seu turno, Lucas faz uma citação maior (Lc 3.4-6).&lt;br /&gt;Dessa forma, João Batista vem apresentado como alguém que foi prometido pelos profetas, assim como o anjo deixara entrever ao falar com Zacarias.&lt;br /&gt;Como já visto, e diferentemente de Mateus e Marcos, Lucas não começa dizendo que João Batista “apareceu”, mas, seguindo seu método mais detalhista, oferece importantes elementos temporais, quais sejam, o fato de que João Batista surgiu no décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, além de serem sumos sacerdotes Anás e Caifás (Lc 3.1,2).&lt;br /&gt;Segundo GÜNTHER BORNKAMM , esse período foi de outubro de 27 a setembro de 28 d.C. (talvez até 28/29), o que constitui, para o estudioso da Bíblia, relevante colaboração para a historicidade do personagem.&lt;br /&gt;Tal como sua aparição e pregação, o estilo de vida de João Batista era simples: vestia-se de pêlos de camelo e trazia nos lombos um cinto de couro (Mt 3.4; Mc 1.6) – nisso ele já parecia com o profeta Elias (II Rs 1.8). Sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre (Mt 3.4; Mc 1.6). Tratava-se de um homem que escolheu o deserto – ou que foi escolhido por ele.&lt;br /&gt;Não obstante esse exotismo, o trabalho realizado por João atraiu multidões. Pessoas de Jerusalém, de toda a Judéia e da circunvizinhança do Jordão iam ter com ele para o ouvir e serem batizadas naquele rio, “confessando os seus pecados” (Mt 3.5,6; Mc 1.5).&lt;br /&gt;O batismo era um meio de confissão pública, e caracterizou tanto o trabalho de João que lhe rendeu o predicativo de “Batista”, equivalente a “batizador”.&lt;br /&gt;Tamanha era a proporção do movimento que a liderança religiosa quis tirar algum proveito. Assim, fariseus e saduceus, membros de dois grupos religiosos de destaque, foram atrás do batismo, mas tiveram que ouvir de João:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar pedras a Abraão. Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mt 3.7-10; cf. Lc 3.7-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo que os líderes não haviam se arrependido, e que estavam apenas querendo agradar o povo, João os repreendeu severamente, empregando a terrível, mas verdadeira, alcunha de “raça de víboras”. Além disso, desbaratou a frágil noção de que a nacionalidade israelita lhes poderia ajudar na questão espiritual. &lt;br /&gt;A verdade central era a de um juízo iminente, que chegaria tão rápido quanto dura o tempo entre o machado colocado à raiz da árvore e o corte.&lt;br /&gt;Demais disto, Lucas acresce uma informação importante: a censura do profeta não se dirigia somente à hipocrisia da liderança, mas às multidões egoístas. Diante da pergunta “Que havemos, pois, de fazer?”, João responde com uma exortação de cunho social, para que se distribuíssem roupas e comida aos pobres, para que os publicanos cobrassem apenas o estipulado, para que os soldados a ninguém maltratassem, não dessem denúncia falsa e se contentassem com o seu soldo (ver Lc 3.10-14).&lt;br /&gt;Todas essas recomendações apontam para um profeta extremamente desafiador e objetivo, desprovido de compromissos políticos e de convenções sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. João dá testemunho de Cristo (Mt 3.11,12; Mc 1.7,8; Lc 3.15-17; Jo 1.6-8, 15-31; 3.22-30).&lt;br /&gt;O Batista demonstrou ter pleno conhecimento de sua função na história salvífica. Uma de suas prédicas foi no sentido de que, enquanto ele batizava em água, à vista de arrependimento, aquele que viria depois dele, e que era mais poderoso e mais importante – “cujas sandálias não sou digno de levar” – batizaria no Espírito Santo e com fogo (Mt 3.11,12; Mc 1.7,8; Lc 3.16; Jo 1.26,27).&lt;br /&gt;Havia, pois, diferença entre os ministérios do precursor e do que viria depois, entre o batismo do arrependimento e o batismo no Espírito Santo e com fogo. Estava claro que João era menor, que não era protagonista.&lt;br /&gt;Mais do que isso, o que viria depois executaria juízo, o que João expressou na ilustração daquele que tem a pá em sua mão, e “limpará completamente a eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mt 3.12; cf. Lc 3.17).&lt;br /&gt;Para essa ocasião, Lucas revela um aspecto não registrado pelos demais evangelistas: “Estando o povo na expectativa, discorrendo todos no seu íntimo a respeito de João, se não seria ele, porventura, o próprio Cristo” (Lc 3.15), foi que ele respondeu com o contraste entre os dois batismos e a promessa do juízo a ser realizado pelo que haveria de vir.&lt;br /&gt;Dentre os escritores dos Evangelhos, o apóstolo João foi o que mais deu ênfase aos testemunhos que o Batista deu a respeito de Jesus: primeiro, apresentando o profeta como um homem que surgiu para dar testemunho da luz, não sendo ele mesmo a luz (Jo 1.6-8); depois, ressaltando a Eternidade e “primazia” daquele que “vem depois de mim”, pois “já existia antes de mim” (Jo 1.15; cf. Jo 1.30). A isso, o próprio apóstolo emenda declarações que apontam para Jesus Cristo como sendo aquele que trouxe plenitude, “graça sobre graça”, e que é o unigênito do Pai (Jo 1.16-18). Tudo isso se coaduna com a intenção joanina de descrever a Jesus como o Verbo Encarnado, transcendente e divino.&lt;br /&gt;Em seguida, o apóstolo João trata de uma entrevista que João Batista teve com sacerdotes e levitas fariseus enviados de Jerusalém a Betânia para lhe perguntarem quem era ele. Sem titubeios, o Batista confessou não ser ele o Cristo. Como os emissários continuassem a investigação, perguntando se ele era Elias ou “o profeta”, João Batista respondeu mencionando a profecia encontrada em Is 40.3, já referida: ele era a voz do que clama no deserto (Jo 1.19-24).&lt;br /&gt;Ocorreu, porém, que os inquiridores perguntaram por que João batizava, considerando que não era o Cristo, nem Elias, nem “o profeta”. Foi nesse contexto, segundo o apóstolo João, que o Batista comparou o seu batismo nas águas com o batismo a ser ministrado pelo que haveria de vir, e que, na verdade, já estava no meio deles, e eles não conheciam (Jo 1.25-27).&lt;br /&gt;No dia seguinte, João Batista viu Jesus, que vinha em sua direção, e disse: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”. João também admitiu que não o conhecia, e que, para que o mesmo fosse manifestado a Israel, foi que ele veio batizando em água (Jo 1.29,31). Em poucas palavras, portanto, tem-se a revelação nítida de Jesus como o Salvador, prefigurado no cordeiro veterotestamentário, além do esclarecimento da finalidade do batismo de João.&lt;br /&gt;Há, ainda, outro testemunho do Batista registrado pelo apóstolo João, e se encontra em Jo 3.22-30: estando Jesus a batizar com seus discípulos na Judéia, João Batista se encontrava batizando em Enom, perto de Salim...Tendo surgido uma contenda entre os discípulos de João e um judeu a respeito da purificação, foram ter com João e lhe disseram: “Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro” (v. 26). &lt;br /&gt;Com sabedoria, João respondeu que “o homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (v. 27); que ele mesmo havia dito não ser o Cristo, mas fora “enviado” como “seu precursor” (v. 28); que se considerava como o “amigo do noivo”, cuja alegria é se regozijar com o noivo, o qual, este sim, tem a noiva (v. 29); e “convém que ele cresça e que eu diminua” (v. 30), declaração esta que bem pode ser um resumo da vida de João Batista.&lt;br /&gt;Cumpre deixar bem patente que João veio para dar seu testemunho, mas que o maior testemunho foi dado pelas obras do próprio Cristo. Com efeito, de acordo com Jo 5.31-37, Jesus disse aos judeus que, se Ele testificasse a respeito de Si mesmo, o Seu testemunho não seria verdadeiro – daí se pode refletir sobre o porquê do envio de João. Prosseguindo, Jesus disse que “outro” (v. 32) é o que testemunha a Seu respeito, e é verdadeiro esse testemunho. Expressamente, Jesus afirma que João deu testemunho verdadeiro aos mensageiros enviados pelos judeus, o que comprova que o testemunho de João foi singular.&lt;br /&gt;Contudo, Jesus não aceita “humano testemunho” (v. 34). Isso não significa que Jesus estivesse desprezando a João, mas o contrário, pois “ele era a lâmpada que ardia e iluminava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz” (v. 35). A questão é que Jesus tem “maior testemunho do que o de João”, eis que as obras do Pai, realizadas por Ele, testemunham a Seu respeito, assegurando que o Pai O enviara (v.36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Dois discípulos de João Batista seguem a Jesus (Jo 1.35-42).&lt;br /&gt;Conquanto não quisesse fazer discípulos, a admiração do povo por João Batista fez com que ele formasse um movimento de seguidores, os chamados “discípulos de João”. Estes, por exemplo, usavam a prática do jejum, como se infere de Mt 9.14, Mc 2.18 e Lc 9.33; e foram ensinados a orar, como se vê em Lc 11.1.&lt;br /&gt;Por outro lado, os discípulos de João foram ensinados corretamente sobre o Cristo, ante os testemunhos que o Batista dava de Jesus.&lt;br /&gt;Tanto isso é verdade que, certa vez, estando dois deles com João e vendo Jesus passar, João Batista disse: “Eis o Cordeiro de Deus!”. Esse testemunho fez com que os dois discípulos fossem atrás de Jesus, querendo saber onde ele assistia (recebia pessoas). Um deles era André, que levou Simão, seu irmão, à presença de Jesus, que lhe mudou o nome para Cefas, que em grego é Pedro.&lt;br /&gt;Essa é uma das passagens que estabelecem forte vínculo entre o ministério de João e o ministério de Jesus.&lt;br /&gt;Entretanto, nem o povo nem a liderança conseguiram compreender a relação entre João Batista e Jesus. Tanto que disseram aos fariseus que Jesus batizava mais discípulos do que João, numa comparação sem fundamento, não só porque Jesus não batizava, mas também porque Ele era o Cristo, enquanto João era tão-somente o precursor (Jo 4.1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. João batiza Jesus (Mt 3.13-17, Mc 1.9-11, Lc 3.21,22; Jo 1.32-34).&lt;br /&gt;Os quatro Evangelhos relatam o batismo de Jesus pelas mãos de João, que, a princípio, relutava, considerando que ele é que deveria ser batizado por Jesus. Por sua vez, o SENHOR respondeu que “convém cumprir toda a justiça” (Mt 3.15).&lt;br /&gt;Ao sair da água, Jesus viu descer dos céus o Espírito de Deus em forma de pomba, e ouviu uma voz dos céus que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17; cf. Mc 1.11; Lc 3.22). Aquela foi uma demonstração audiovisual da Trindade, algo que João Batista pôde testemunhar de muito perto, dado o seu discernimento espiritual, como ele mesmo afirmou (Jo 1.32,34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. João repreende Herodes e é preso (Lc 3.18-20).&lt;br /&gt;Conta o evangelista Lucas que “com muitas outras exortações [João Batista] anunciava o evangelho ao povo” (Lc 3.18). Essa era a sua tarefa primordial como precursor do Messias. E, como deve ter ficado claro, seu discurso possuía um profundo apelo ético, que resultou em sua prisão, ordenada por Herodes, o tetrarca da Galiléia.&lt;br /&gt;Curiosamente, foi uma repreensão moral e particular que levou João Batista ao cárcere (Lc 3.19-20), quando se poderia esperar uma perseguição de natureza política e religiosa, como a que se daria mais tarde sobre Jesus.&lt;br /&gt;A prisão ocorreu porque João Batista repreendeu Herodes devido ao concubinato que este mantinha com Herodias, mulher de seu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Jesus inicia seu ministério depois que João é preso (Mt 4.12-17; Mc 1.14,15; Lc 4.14,15).&lt;br /&gt;Ao saber que João havia sido preso, Jesus se retirou para a Galiléia, e, em lá chegando, mudou de Nazaré para Cafarnaum, para que se cumprisse a predição de Isaías quanto à “Galiléia dos gentios”. Desde então, a pregação de Jesus foi “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4.17), igualmente ao que João pregara (cf. Mt 3.2). &lt;br /&gt;Na versão de Marcos, a mensagem foi a seguinte: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15).&lt;br /&gt;Mais uma vez se observa a proximidade entre os ministérios de Jesus e de seu primo João. A mensagem era a mesma, e Jesus começou a pregar com um sentido de urgência, de indispensável tomada de posição frente ao “evangelho de Deus” (Mc 1.14). &lt;br /&gt;Não há dúvida, pois, de que se está diante de um plano concebido por Deus para a Salvação da humanidade, e que se inaugurou uma nova etapa desde que o ministério de João cessou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. João envia mensageiros a Jesus (Mt 11.2-6 e Lc 7.18-23).&lt;br /&gt;Mesmo João Batista teve seu momento de fraqueza, quando, no cárcere, ao ouvir falar das obras de Cristo, mandou que seus discípulos lhe perguntassem se era Ele “aquele que estava para vir” ou se outro deveria ser esperado (Mt 11.2,3; cf. Lc 7.18-20). É realmente curioso que essa dúvida tenha surgido da parte do homem que testemunhou várias vezes de Jesus como sendo o Cristo, o que incluiu a descida do Espírito Santo e a audição da voz do Pai desde os céus abertos.&lt;br /&gt;A fim de mostrar a João que era Ele o Cristo, Jesus “curou (...) muitos de moléstias, e flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos” (Lc 7.21), mandando em seguida dizerem o que eles estavam “ouvindo e vendo” (Mt 11.4; cf. Lc 7.22) – cura de cegos, surdos, coxos, leprosos, ressurreição de mortos e o anúncio do evangelho aos pobres (Mt 11.5; Lc 7.22). Por fim, disse também: “Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço” (Mt 11.6; Lc 7.23).&lt;br /&gt;De toda maneira, vê-se que Jesus não requereu de João mais do que se poderia esperar do ser humano, com suas limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Jesus dá testemunho de João (Mt 11.7-19 e Lc 7.24-35).&lt;br /&gt;Em reconhecimento ao caráter de João, Jesus deu testemunho dele, assim que seus emissários partiram.&lt;br /&gt;Para Jesus, João não era “um caniço agitado pelo vento” (Mt 11.7), embora também não fosse “um homem vestido de roupas finas”, porque estes “assistem nos palácios reais” (Mt 11.8). João era, isto sim, aquele mensageiro de Deus anunciado por Malaquias para preparar o Seu caminho (Ml 3.1).&lt;br /&gt;Falando de maneira quase enigmática, Jesus disse que entre os nascidos de mulher “ninguém apareceu maior do que João Batista”, ao passo que “o menor no reino dos céus é maior do que ele” (Mt 11.11). A um só tempo, Jesus elogia o seu precursor e ensina que os valores celestiais são diferentes dos valores terrenos.&lt;br /&gt;Mas Jesus prossegue revelando algo mais sobre a missão de João Batista no Plano de Salvação: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é o Elias que havia de vir” (Mt 11.12-14; ver também Lc 16.16).&lt;br /&gt;Todavia, os corações dos judeus estavam tão endurecidos que não aceitaram a pregação de João nem a de Jesus: assim como meninos que não dançam com a alegria da flauta nem choram ao som de lamentações, os judeus diziam que João, que não comia nem bebia, tinha demônio, enquanto criticavam o Filho do homem, que comia e bebia, chamando-O de glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores (Mt 11.16.19). O problema, na verdade, estava com as pessoas, e não com a mensagem apresentada pelo Batista ou por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. A morte de João Batista (Mt 14.1-12; Mc 6.14-29; Lc 9.7-9).&lt;br /&gt;Os evangelistas que tratam da morte de João Batista iniciam dizendo que os feitos de Jesus fizeram Herodes pensar que o mesmo havia ressurgido dentre os mortos – e que por isso nele operavam “forças miraculosas” – enquanto outros diziam que seria Elias ou um dos antigos profetas.&lt;br /&gt;Abre-se, então, um parêntese, para narrar as circunstâncias em que João morreu: por causa de uma censura ao fato de Herodes viver com a esposa de seu irmão (Filipe), João Batista foi encarcerado. Herodes, em si mesmo, temia a João, sabendo que era “homem justo e santo”, e o guardava em segurança. Além disso, ficava “perplexo” quando o ouvia, e o fazia “de boa mente”. Por outro lado, Herodias – esse era o nome da mulher, ou seu título – odiava o profeta, que só não era assassinado por ser popularmente reconhecido como tal.&lt;br /&gt;Em certa festividade, porém, Herodias teve a oportunidade que procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. João Batista é o Elias que havia de vir (Mt 17.9-13; Mc 9.9-13; cf. Is 40.3 e Ml 4.5,6).&lt;br /&gt;Como já referido, João Batista era parecido com Elias na forma de vestir, mas as semelhanças vão além, e possuem fundamento bíblico. Com efeito, foi Malaquias (4.5,6) quem anunciou a vinda do profeta Elias “antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição”.&lt;br /&gt;Vale frisar que não se trata de reencarnação, a qual, na concepção espiritualista, exige que o reencarnado tenha falecido, coisa que não aconteceu com Elias, o qual foi arrebatado (II Rs 2.11), e apareceu, como ele mesmo, na Transfiguração de Jesus (Lc 9.30,31 e 33). Mais do que isso, a Escritura, que não pode se contradizer, preceitua que ao homem é ordenado morrer uma só vez (Hb 9.27), e que os mortos não intervêm nos assuntos dos vivos (Lc 16.29-31).&lt;br /&gt;Na época de Jesus, as pessoas esperavam pela vinda de Elias, mas não sabiam como isso iria ocorrer. Chegaram a pensar que Jesus fosse Elias, dado o seu ministério extraordinário.&lt;br /&gt;Dessa forma, quando da Transfiguração, tendo visto Elias, os discípulos perguntaram a Jesus “por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro” (Mt 17.10; cf. Mc 9.11). Essa foi uma pergunta inteligente, à qual Jesus respondeu que, “de fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quando quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles” (Mt 17.11,12; cf. Mc 9.12).&lt;br /&gt;Com isso, os discípulos entenderam que se tratava de João Batista (Mt 17.13).&lt;br /&gt;Como já asseverado, coube a um anjo do SENHOR anunciar a Zacarias, pai de João Batista, que este iria “adiante do SENHOR no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos”, expressão extraída de Malaquias (cf. Lc 1.11,17; grifo nosso). Assim, tem-se que João veio como Elias em termos de capacitação sobrenatural para pregar a mensagem divina a um povo carente.&lt;br /&gt;As andanças pelo deserto, o enfrentamento de reis e o estilo solitário são pontos que aproximam essas duas personagens. Mas não se deve olvidar que sua afinidade maior está exatamente no cumprimento de uma missão especial, para a qual foram devidamente preparados, como se houvessem nascido exclusivamente para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. A autoridade de Jesus e o batismo de João (Mt 21.23-27; Mc 11.27-33 e Lc 20.1-8).&lt;br /&gt;Certa vez, enquanto ensinava no Templo, ao ver questionada a Sua autoridade pelos principais sacerdotes e anciãos do povo, Jesus respondeu com outra pergunta, referente ao batismo de João, se era do céu ou dos homens. Foi um excelente recurso de retórica, pois, se respondessem que era do céu, Jesus lhes perguntaria por que eles não acreditaram no batismo de João; e se respondessem que era dos homens, era para temer o povo, que o tinha como profeta. Assim, depois de muito cogitar, os líderes disseram simplesmente que não sabiam. Jesus, então, não precisou dizer com que autoridade fazia aquelas coisas.&lt;br /&gt;Ao utilizar como referência o batismo de João, Jesus estava, primeiro, valorizando o trabalho do Seu precursor; segundo, revelando que a liderança não havia recebido João como profeta, diferentemente do que aparentavam quando iam buscar o batismo no Jordão; terceiro, resguardando-se para que não fosse morto antes da hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. O batismo de João como início do ministério de Jesus (At 1.21,22).&lt;br /&gt;Quando falava sobre a necessidade de escolherem o sucessor de Judas Iscariotes, o apóstolo Pedro arrolou como requisito o ter estado com Jesus por todo o tempo, desde o batismo de João. Isso significa que o ministério de Jesus estava intimamente relacionado ao de João Batista, que lhe foi um necessário antecedente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Pessoas que “só conheciam o batismo de João” (At 18.24-19.6).&lt;br /&gt;Em dois momentos, no Livro de Atos, Lucas registra que alguém conhecia apenas o batismo de João: um deles foi Apolo, judeu, natural de Alexandria, “homem eloqüente e poderoso nas Escrituras” (At 18.24), que era “instruído no caminho do SENHOR”, “fervoroso de espírito”, falando e ensinando “com precisão a respeito de Jesus”... (cf. At 18.25), mas que apresentava, como deficiência, o fato de conhecer apenas o batismo de João; outros foram uns doze homens de Éfeso.&lt;br /&gt;No primeiro caso, o casal Priscila e Áquila tomaram a Apolo e, “com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus” (At 18.26). No segundo caso, Paulo perguntou ao grupo se haviam recebido o Espírito Santo quando creram, ao que eles disseram que sequer sabiam que existia o Espírito Santo. Por isso, Paulo perguntou em que foram eles batizados, e obteve a resposta “no batismo de João”.&lt;br /&gt;De forma didática, o apóstolo forneceu o propósito do batismo de João, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus” (At 19.4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir essa definição, o grupo foi batizado em nome do SENHOR Jesus (At 19.5), o que, em tese, aponta para uma diferença entre o batismo de João e o batismo cristão , algo que não se costuma ensinar nas igrejas, como se o batismo recomendado por Jesus fosse o mesmo (Mt 28.19; Mc 16.16). Mais do que isso, com a imposição de mãos do apóstolo, “veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam” (At 19.6), o que sugere que a preocupação inicial de Paulo foi satisfeita de modo cabal, pela evidência física – assim, ele constatou que os homens receberam mesmo o Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão.&lt;br /&gt;De um modo geral, analisando os textos bíblicos relacionados a João Batista, pode-se observar que ele era o precursor daquele que havia de vir, e estava plenamente consciente disso, como por ele expressamente afirmado.&lt;br /&gt;Essa função de João vem consignada em suas palavras a respeito de si mesmo, no testemunho que deu de Jesus, nas profecias de Isaías e Malaquias, na predição do anjo, no ensino de Jesus, na definição dada por Paulo quanto ao batismo de arrependimento.&lt;br /&gt;Pode-se afirmar, portanto, que João Batista foi um homem predestinado, e teve um ministério singular, pois somente ele foi precursor do Messias, não havendo nada semelhante nas Escrituras.&lt;br /&gt;Embora seja uma figura do Novo Testamento, João Batista encerrou o período dos profetas, porque a Lei e os Profetas vigoraram até João (cf. Mt 11.13 e Lc 16.16). &lt;br /&gt;Era João Batista um profeta que não operava milagres, algo tão celebrado nos dias atuais, quando as pessoas buscam sinais e prodígios, bem como a satisfação de interesses materiais. O essencial é que, conforme Jo 6.41, João não fez nenhum sinal, mas tudo quanto disse de Jesus era verdade. Não há nada mais importante do que falar a verdade sobre Jesus.&lt;br /&gt;Enfim, João Batista deixou para a História um exemplo de extrema humildade, de consciência irrestrita acerca de si mesmo, do plano de Deus para a sua vida. Ele não nutria sonhos pessoais, mas cumpria cabalmente aquilo que lhe fora determinado pelo SENHOR.&lt;br /&gt;É fundamental que o cristão tome João Batista como referencial, a fim de se entregar exatamente à missão que Deus lhe confiou, pois cada um dos salvos em Cristo possui uma tarefa a desempenhar no Reino dos Céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências bibliográficas:&lt;br /&gt;BORNKAMM, Günther, Jesus de Nazaré. Tradução de José dos Santos Gonçalves e Nélio Schneider, São Paulo: Editora Teológica, 2005, 397p.&lt;br /&gt;PEREIRA, Adão José. Boas Novas para um mundo em ruínas, encadernado, 2000, 113p.&lt;br /&gt;STAGG, Frank. Atos: A luta dos cristãos por uma igreja livre e sem fronteiras. Tradução de Waldemar W. Wey, 3ª Ed., Rio de Janeiro: JUERP, 1994, 261p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Trabalho apresentado na Disciplina de Evangelhos, quando estudava Teologia na FATHEL, em Campo Grande-MS (curso que não concluí). O professor era o estimado Pr. Bento Roque de Souza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-3539626541299772081?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/3539626541299772081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=3539626541299772081' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3539626541299772081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/3539626541299772081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/02/joao-batista-o-precursor-de-cristo.html' title='João Batista, o precursor de Cristo*'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-1218382211745383474</id><published>2009-02-13T13:09:00.002-03:00</published><updated>2009-02-13T13:27:45.433-03:00</updated><title type='text'>A Maravilhosa Graça e os pretensos direitos de alguns</title><content type='html'>Enquanto o Evangelho afirma que a Salvação e toda a Providência decorrem da Graça de Deus (Gl 2.16, 20,21; Ef 1.3-8; 2.1-10; I Pe 1.3), os falsos mestres da Teologia da Prosperidade e da Confissão Positiva dizem que temos direitos perante Deus. Dizem que podemos "nomear e reivindicar", decretar, declarar, profetizar a bênção, rejeitar, determinar, e exigir nossos direitos.&lt;br /&gt;Ora, não temos direito nenhum diante de Deus. Nem mesmo o fato de Cristo ter morrido na Cruz por nós nos outorga nenhum direito. Trata-se de favor mesmo, oferecido a quem quiser ter a vida eterna.&lt;br /&gt;Ostentar supostos direitos em face do SENHOR é pecado de arrogância. Quem somos nós? "Quem primeiro lhe deu a ele para que lhe venha a ser restituído"? (Rm 11.35).&lt;br /&gt;Nem o justo Jó teve quaisquer direitos para exibir perante o Deus Criador de todas as coisas (Jó 38-41).&lt;br /&gt;O anti-evangelho dos "direitos legais" que acionariam o poder de Deus precisa ser sempre denunciado. O Evangelho que eu recebi da tradição apostólica (I Co 15.1-6) prega a pecaminosidade humana e o amor inexcedível de Deus em Cristo (Rm 7.7-25; II Co 5.18,19).&lt;br /&gt;Qualquer pregação que ostente direitos contra Deus é mentirosa, enganadora, estelionatária. Exemplo disso é o emprego da frase "Deus é Fiel" com o claro intento de dizer que Deus é obrigado a me abençoar se eu fizer "sacrifícios financeiros". Sim, Deus é fiel ainda que sejamos infiéis, Ele não pode negar-Se a Si mesmo (II Tm 2.13). Mas Deus não é obrigado a fazer nada. O amor é dádiva, não dívida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-1218382211745383474?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/1218382211745383474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=1218382211745383474' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1218382211745383474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/1218382211745383474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/02/maravilhosa-graca-e-os-pretensos.html' title='A Maravilhosa Graça e os pretensos direitos de alguns'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-5428740532083522702</id><published>2009-02-09T16:43:00.004-03:00</published><updated>2009-02-10T18:20:54.790-03:00</updated><title type='text'>O castelo de Minas e as bruxas de lá</title><content type='html'>O Brasil é um país muito curioso mesmo: o deputado tem que chegar aos holofotes para que suas conhecidas irregularidades sejam caso de expulsão do partido e outras sanções. É o caso do deputado Edmar Moreira, do DEM de Minas Gerais, que precisou chegar à Vice-presidência da Câmara - e consequentemente à Corregedoria - para que se levasse ao conhecimento público o seu castelo medieval erguido em São João Nepomuceno, isso sem declaração ao Fisco, sem informação à Justiça Eleitoral, sem recolhimento de contribuições previdenciárias e com problemas trabalhistas. Até já se fala do tempo em que o deputado era tenente linha-dura na época do Regime Militar.&lt;br /&gt;É triste que esse cidadão tenha chegado à Corregedoria com apoio do PT, justamente o partido que ele ajudou ao absolver, no Conselho de Ética, alguns mensaleiros. A gente tem que suspeitar dessas articulações que mais se aproximam de um sistema de compensações do tipo "u'a mão lava outra".&lt;br /&gt;E, por incrível que pareça, o tal deputado tinha por bandeira a ilegitimidade de julgamento político dos seus pares, sendo que seu cargo seria exatamente para encaminhar processos contra deputados...&lt;br /&gt;Não fossem as bruxas que acompanham o deputado, o castelo não seria, em tese, um escândalo. Mas é de se questionar se aquela suntuosidade não guarda outras surpresas, e se tamanha opulência se adequa a um cenário tão modesto quanto o de São João Nepomuceno.&lt;br /&gt;O DEM falava em expulsão, mas o deputado se adiantou, pedindo desfiliação ao TSE. Sei lá como ficará esse deputado, vagando quem sabe como fantasma nos átrios da Casa do Povo. Bem, para quem era rei de um castelo, a condição de fantasma é uma queda e tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-5428740532083522702?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/5428740532083522702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=5428740532083522702' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5428740532083522702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/5428740532083522702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/02/o-castelo-de-minas-e-as-bruxas-de-la.html' title='O castelo de Minas e as bruxas de lá'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7857132510607062916.post-4575918788099663368</id><published>2009-02-08T20:37:00.004-03:00</published><updated>2009-02-08T21:15:37.440-03:00</updated><title type='text'>Peregrino e forasteiro...em minha terra</title><content type='html'>Sei que os salvos em Cristo são peregrinos e forasteiros neste mundo (I Pe 2.10 e Hb 11.13), mas o fato de trabalhar em Salvador está me mostrando essa realidade de maneira mais clara!&lt;br /&gt;Além de me sentir meio turista em minha própria terra - quero dizer, na capital de minha terra - , tenho me sentido estrangeiro porque a cidade de Salvador vive em função de coisas que não me apetecem.&lt;br /&gt;Explico: Salvador vive do carnaval e festas as mais diversas. São festas populares, comerciais e religiosas. De dezembro a fevereiro, há um calendário de eventos que toma a cidade e que vende uma imagem para o mundo inteiro, uma ideia de que o soteropolitano é festeiro, talvez voluptuoso - aqueles alemães que trocaram de roupa no saguão do aeroporto internacional daqui devem ter pensado assim...&lt;br /&gt;Vendo toda aquela propaganda que se faz em torno das festas, percebi o quanto sou estranho nesse ambiente. E para mim ficou mais evidente o que significa ser peregrino e forasteiro.&lt;br /&gt;Não se trata de ser melhor nem pior do que ninguém. Trata-se de uma simples constatação. O ar que paira em Salvador não é apenas o da brisa leve do mar. Há uma atmosfera diferente, creio que uma forte resistência à Palavra de Deus.&lt;br /&gt;Quem sabe eu não esteja tão preparado para enfrentar resistências ao Evangelho. Talvez não seja um aprendiz tão atento. Mas sei que o Evangelho é um desafio constante, não se presta ao comodismo.&lt;br /&gt;Como forasteiro, cabe a mim andar pela cidade e verificar o que Deus quer que eu faça neste planeta-carnaval. Cabe a mim, como peregrino, estar ciente das minhas limitações. A teoria é bonita, as declarações de fé são conhecidas, mas o embate é duro e impiedoso.&lt;br /&gt;Sim, o embate é duro e impiedoso, mas Jesus é bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7857132510607062916-4575918788099663368?l=alexesteves.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexesteves.blogspot.com/feeds/4575918788099663368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7857132510607062916&amp;postID=4575918788099663368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/4575918788099663368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7857132510607062916/posts/default/4575918788099663368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexesteves.blogspot.com/2009/02/peregrino-e-forasteiroem-minha-terra.html' title='Peregrino e forasteiro...em minha terra'/><author><name>Alex Esteves da Rocha Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00945606166476459515</uri><email>alexesteves.rocha@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00552724765141617243'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>