terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Duas palavras sobre a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos

Não posso deixar de dizer que a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) à revista Veja foi a melhor que já li em todos os tempos, vinda de um político. Ele disse, sim, o que todo mundo pensa, mas não tem coragem de falar ou não pode falar: que boa parte do PMDB é corrupta, que a maioria só quer cargos por interesses escusos, mas foi além: José Sarney (PMDB-MA) é um retrocesso, vai “transformar o Senado num grande Maranhão”, e Renan Calheiros (PMDB-AL) não tem condições morais nem políticas para ser senador, tampouco para ser líder de partido.
Depois, em entrevista coletiva e à CBN, o senador reafirmou toda a sua indignação, e com uma sinceridade que parece absoluta. Também disse que Lula é conivente com a corrupção, e que deixou de lado as duas bandeiras de sua campanha de 2002, quais sejam, a reforma política e a questão ética.
Bem, alguns acham que nada disso adianta, que as coisas vão continuar como estão, que política é assim mesmo, que o senador Jarbas deve ter sido impelido por propósitos menores...Eu não! Eu entendo que existe esperança sempre que alguém ainda é capaz de se indignar, principalmente quando se trata de uma autoridade pública de tamanha envergadura, como um senador da República, e com a biografia do senador pernambucano.
Agora, um outro aspecto me chamou a atenção: a imprensa noticiou que o grupo de Renan Calheiros pensou em tentar enfraquecer o senador Jarbas Vasconcelos em Pernambuco, ou minar sua força no próprio Senado, deixando de lhe repassar relatorias de projetos. Isso me fez pensar imediatamente nas retaliações que ocorrem nos bastidores de igrejas, quando algum irmão resolve falar a verdade e a liderança decide retirar seus cargos, puni-lo de alguma forma, desacreditar a imagem do irmão perante a congregação. Isso é feio e doentio, e demonstra o quanto a política eclesiástica pode se assemelhar à politicagem de grupos que se aboletam no poder nacional e nos poderes estaduais e municipais.
Além do senador Jarbas Vasconcelos, estariam hoje clamando contra a corrupção os profetas do Antigo Testamento, como Miquéias, Amós e Jeremias – Homens que não toleravam o avanço do erro, do escândalo, da hipocrisia, da criminalidade, do suborno, das manobras dos poderosos em detrimento do bem comum, da lei e da justiça.
Ficar alheio ao que o senador Jarbas Vasconcelos disse é algo que não se compatibiliza com o ser cristão. Jamais alguém deveria ostentar a condição de cristão e simultaneamente defender a corrupção, o “jeitinho”, a chamada “lei do mais forte”, a compra de votos, a mentira, o mero pragmatismo, notadamente quando se dá dentro das igrejas.
Definitivamente, a alienação não é de Deus. O que o senador Jarbas disse é verdadeiro, independentemente de corrente ideológica ou preferências partidárias. Trata-se da mais pura verdade. Cabe a mim, portanto, refletir: tenho eu capacidade de me indignar? Reflita você também, por favor.

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