domingo, 7 de abril de 2013

Anotações sobre o Caso Marco Feliciano

A quantidade de coisas a dizer sobre o Caso Marco Feliciano é enorme. Para quem não sabe, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) está enfrentando dura oposição de grupos de esquerda porque se tornou presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, comissão que até então havia sido presidida somente pelo PT, desde 1995, quando foi criada. A acusação principal consiste em que o deputado seria "homofóbico" e "racista", após o que surgem outras imputações, instrumentalizadas para corroborar a artilharia pesada que tem sido dirigida ao deputado evangélico (processo no STF por suposto estelionato, vídeo em que o pastor teria pedido a senha do cartão de um ofertante, remuneração de assessores parlamentares para atuarem fora do Congresso...).
Quero, nestas linhas, comentar sobre as acusações de homofobia e racismo, além de refletir sobre a ação política das igrejas evangélicas e os movimentos esquerdistas, especialmente o PT, o PSOL e o deputado Jean Wyllys.
Primeiro, devo deixar assentado que não estou próximo à postura doutrinária ou teológica do Pr. Feliciano, assim como não aprecio o seu estilo de um modo geral. Embora ele seja um renomado pregador, confesso que jamais escutei uma só de suas pregações por inteiro. E não sou um de seus admiradores. Meus pregadores favoritos são outros. O Pr. Marco Feliciano e eu somos assembleianos, e assim, em tese, membros do movimento pentecostal histórico, mas desconfio de que sua igreja Tempo de Avivamento seja algo do ramo neopentecostal, mais tendente à Teologia da Prosperidade que à Ortodoxia Bíblica.
Também quanto ao aspecto político, estou distante do Pr. Feliciano, que se elegeu numa aliança com o petismo e pediu votos para Dilma Rousseff, tendo atuado para dissuadir os eleitores evangélicos da ideia de que a candidata petista seria contrária a valores cristãos. Marco Feliciano está entre aqueles líderes evangélicos que mantêm o discurso "conservador" em matéria de costumes sociais, como Magno Malta e Anthony Garotinho, mas que se associam ao PT, mesmo tendo ciência de que se trata de um partido que defende uma agenda secularista.
De todo modo, quero deixar consignado que o Pr. Feliciano não pode ser considerado homofóbico nem racista - não pelas declarações aduzidas no microblog Twitter. Ele pode ser pouco preparado, inexperiente na política, sem grande cultura, mas não pode ser incriminado dessa forma, pois estou certo de que apenas se expressou mal ou emitiu opiniões que o Estado de Direito Democrático é capaz de suportar. Até o considero um alvo fácil, diferente, por exemplo, do Pr. Silas Malafaia, que possui maior traquejo, mas ninguém deve ser penalizado por falar bobagens.
Dizem que o Pr. Feliciano seria homofóbico porque disse, via Twitter, que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos (sic) leva ao ódio, ao crime e à rejeição". Ora, isso por acaso é discriminação sexual? Pode ser besteira, mas não é discriminação. É somente uma opinião. Nada me convence de que haja um ato ilícito nessas palavras. Ademais, são poucas as palavras ali escritas para que se possa fazer um juízo de valor sobre o comportamento do deputado quanto às pessoas que praticam relações homossexuais ou que se identificam como homossexuais.
Quanto à acusação de racismo, trata-se de um retumbante exagero. O Pr. Feliciano cometeu, sim, um erro hermenêutico, e me refiro à Ciência da Interpretação Bíblica, além de incidir num erro teológico. Veja o que ele escreveu na referida rede social: 
"Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss". Em acréscimo, disse: "sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome...". Além de discordar da tese teológica por ele defendida, vejo um erro hermenêutico, porque o Pr. Feliciano esqueceu de que o amaldiçoado foi Canaã, e não seu pai, Cão, conquanto este tenha cometido o pecado contra Noé. A história da maldição de Canaã foi registrada, séculos mais tarde, por Moisés (Gn 9.20-27) e serviu de demonstração, ao povo hebreu, de que o povo habitante de Canaã (atual Palestina) deveria ser retirado da Terra Prometida a fim de que a promessa de Deus se cumprisse. Há a teoria de que os descendentes de Noé se espalharam no mundo da seguinte maneira: os descendentes de Jafé teriam migrado para a Europa, os de Sem, para a Ásia, e os de Cão, para a África. De Sem decorre o termo "semita", que inclui os judeus. Todavia, inúmeras razões nos levam a discordar da tese da maldição sobre a África: a) geograficamente, tem-se que o Continente Africano é territorialmente imenso e culturalmente diversificado, dividido pelo deserto do Saara, contando com etnias, tribos e idiossincrasias as mais variadas; b) em termos de História da Igreja, foi o Continente onde nasceu o grande teólogo Agostinho de Hipona, além da inegável relevância nos primeiros séculos da Era Cristã; c) em termos de História Geral, sabe-se que houve o problema da Colonização da África por países europeus, como Inglaterra, França, Portugal, Bélgica e Holanda, o que ressaltou divisões tribais e contribuiu para guerras civis; d) espiritualmente, deve-se admitir que a maldição do pecado repousa sobre toda a Humanidade, sendo indispensável a Salvação em Jesus Cristo.
Demais disto, dizer que Marco Feliciano é racista não combina com o fato de ser ele mesmo um mulato, alguém que poderia pleitear cotas raciais. Sei que pode surgir a objeção de que negros também podem ser racistas, mas há que se reconhecer que, por sua frase no Twitter, o deputado acabou se incluindo entre os descendentes de um homem amaldiçoado, não por considerar que africanos são ruins, mas por entender, erroneamente, que o amaldiçoado Cão levou para a África a sua maldição. Sinceramente, o que faltou ao jovem deputado e pastor foi conhecimento teológico e uma boa dose de cautela.

A falta de maior preparo intelectual e de melhor formação política conduz o Pr. Feliciano a dizer coisas que deveria evitar. Ocorre que Marco Feliciano é um produto da forma evangélica de fazer política.
Há anos eu entendo que a atuação política das igrejas não é das melhores. O lançamento de candidatos "naturais", "oficiais", sob o slogan de que "irmão vota em irmão", com o patrocínio de pastores-presidentes e convenções, não é o melhor caminho, ou pelo menos pode ser feito de maneira mais racional e legítima. Em lugar de políticos densos, conhecidos pela liderança, pela ética e pela ocupação das questões mais importantes da sociedade, elegemos candidatos medíocres, fracos, candidatos naturais ao baixo clero, os quais não mudarão em nada as feições econômicas, sociais e políticas do Brasil.
Sei que Marco Feliciano  não é exatamente um representante da média dos deputados evangélicos porque ele já era muitíssimo conhecido e poderia se eleger, acredito, sem ser o candidato oficial de uma igreja. E, em seu primeiro mandato eletivo, procurou presidir uma comissão da Câmara, almejando sair do baixo clero. De toda maneira, ele não tem uma visão abrangente da vida pública, e a forma como defende os valores cristãos às vezes piora o debate.
Tenho receio de que a intensificação dos protestos e polêmicas em torno de Marco Feliciano reforce a ideia de que a bancada evangélica deve ser tão setorizada, em lugar de reforçar a necessidade de maior preparo intelectual e político. Para ganhar votos, podem surgir os candidatos de uma nota só: contra o aborto, ou contra o casamento gay, ou contra a descriminação do uso de drogas. Mas precisamos de um discurso e de uma atuação mais inteligente e mais alargada.
Agora, a patrulha sobre o deputado Marco Feliciano tem sido horrível, e a imprensa, amiga dos supostos vanguardistas, não acha ruim o fato de baderneiros atrapalharem, aos gritos e gestos, os trabalhos parlamentares. Dizem que é democrático subir na bancada dos deputados, gritar, tumultuar. Antidemocrático, pensam eles, é fechar as portas da sala de sessões da Comissão para permitir que se discuta o problema, por exemplo, dos doze brasileiros presos injustamente na Bolívia.
Nessa toada, PT e PSOL se irmanam numa orquestração para achincalhar o movimento evangélico, cuja caricatura hoje atende pelo nome de Marco Feliciano. Aquele deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), meu conterrâneo de Alagoinhas - e contemporâneo numa escola em Pojuca -, faz um papel temerário ao adotar argumentos que são, em última análise, contrários à democracia, à tolerância religiosa, à liberdade, aos direitos fundamentais. E a imprensa acompanha e acha tudo muito lindo.
Pronto, estamos vendo como é complicado eleger pessoas pouco preparadas para enfrentar PT e PSOL, que, embora ignorantes e preconceituosos, são aclamados pela imprensa como paladinos da intelectualidade política, do progresso e das liberdades públicas.
Deveríamos pensar melhor sobre em quem votar nas próximas eleições. Mas não tenho tantas esperanças. Sei apenas que Deus controla todas as coisas, e que, independentemente de qualquer circunstância, devemos orar pelas autoridades constituídas. Agora, mais do que nunca! 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Exemplos de texto ruim numa só matéria do G1

Tenho costume de ler textos de sites de notícias, como G1, Folha e Estadão, mas a quantidade de erros parece aumentar a cada dia. Creio que alguém vai ter de listar esses deslizes e mostrar que a qualidade das redações de jornal tem caído. Vejam só um exemplo que acabo de ver no G1, a partir de texto da agência Reuters:
O título é "Dezessete pessoas são encontradas decapitadas por festa no Afeganistão". A frase é ambígua, mal escrita, ruim mesmo. Por que não escrever "No Afeganistão, dezessete pessoas foram decapitadas por terem realizado uma festa"?
Na mesma reportagem, há uma frase pior: "No ultra-conservador Afeganistão, homens e mulheres não costumam se relacionar a menos que estejam em uma relação". Na realidade, em qualquer lugar do mundo as pessoas só se relacionam quando estão em uma relação.
Poderia citar outras coisas, mas fico apenas com mais esta: "Embora esses direitos tenham sido duramente recuperados, o Afeganistão continua sendo um dos piores lugares do mundo para ser uma mulher". Poderiam escrever que "o Afeganistão continua sendo um dos piores lugares para as mulheres".
Trata-se provavelmente de um  tradução...Mas precisava ser tão deficiente? Então os leitores de internet não merecem um tratamento melhor?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Carlos Ayres Britto, juiz ou poeta?

Carlos Ayres Britto, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sintetizou muito bem, no Jornal Nacional de ontem, sua hermenêutica constitucional: ele analisa a tendência contemporânea, os anseios da população, e depois verifica se é possível encaixá-los numa tese jurídica. Foi o Ministro quem o disse.
Com esse método, o doutor Ayres Britto pretende "conciliar o direito com a vida", algo que poeticamente pode significar alguma coisa...
Em teologia nós chamamos isso de eisegese, que difere da exegese. Eisegese é a prática hermenêutica que consiste em interpretar o texto de acordo com os pensamentos do intérprete. Já a exegese leva em conta, mais do que tudo, o texto.
O que o Ministro Ayres Britto faz, na verdade, é acolher, não os anseios populares, como ele diz, mas, isto sim, as teses "progressistas" de seu gosto. Com efeito, sabemos que nem o casamento gay nem a legalização do aborto são anseios populares, mas o Ministro defende esses supostos avanços. É certo que no julgamento da ação concernente ao aborto de anencéfalos o STF não tratou do aborto como um todo, mas quem tem dúvidas quanto ao entendimento do citado julgador? E há ainda a legalização da marcha da maconha!
O Ministro aprecia um bom jogo de palavras, mas seu apuro jurídico não é o melhor - que o digam os não-índios expulsos da Raposa-Serra do Sol que hoje vivem em pobreza e dificuldades depois que o STF, com a terrível contribuição de Ayres Britto, decidiu pela retirada de não-índios das terras ocupadas havia décadas, ante a manutenção da demarcação contínua daquela reserva.
Todos os julgamentos polêmicos dos últimos anos tiveram a contribuição ruim do Ministro Ayres Britto, que amanhã será empossado presidente da nossa Corte Suprema. 
Caberá possivelmente ao Ministro presidir a sessão que julgará o Mensalão - se for julgado até novembro, mês de sua aposentadoria -, e a ação relativa ao território ocupado por índios pataxó no Sul da Bahia. Aliás, alguém arrisca como o Ministro julgará essa causa?




quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aborto de anencéfalos

O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando nesta quarta, 11 de abril, a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 54, ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) a respeito da "antecipação do parto" quando se trata de fetos anencéfalos. Na verdade, esse é outro nome para aborto.
Primeiro, há casos em que crianças diagnosticadas com anencefalia sobrevivem por mais de um ano. Diante disso, os especialistas favoráveis à interrupção/antecipação do parto dizem que o diagnóstico de anencefalia foi equivocado. Então, se há a possibilidade de diagnóstico errado, não se deveria aplicar o princípio in dubio pro vita?
Em seu voto, o Ministro-relator Marco Aurélio Mello disse que o caso dos anencéfalos se aproxima daqueles em que há risco de vida para a mãe, e que isso justificaria a aplicação dessa excludente de ilicitude prevista no Código Penal, devido a danos psicológicos à mulher. Ora, danos psicológicos diferem muito de risco de vida!
Marco Aurélio Mello fez longa introdução falando de laicidade do Estado. Citou a frase de Jesus quanto a dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Incorreu, a meu ver, em grande confusão, pois esquece que a vida não é toda explicada por conceitos científicos. Há filosofia, ética, moral. Não se trata de mera religiosidade, mas de entendimentos metafísicos! Ou o STF vai olvidar que seu papel não é arbitrar sobre temas transcendentes? Pior do que isso: o STF está caminhando para consolidar uma visão laicista e materialista. Com o pretexto de ser laico, acaba abrigando uma postura secularizada, antirreligiosa.
Ontem assisti a um pequeno debate na TV Brasil sobre este mesmo tema. Os convidados eram os professores Lenise Aparecida Martins Garcia, da UNB e do Movimento Brasil Sem Aborto, e Thomaz Rafael Gollop, terrível defensor do aborto. O Dr. Gollop foi autoritário, arrogante. Interrompia a professora, chateava-se facilmente, e demonstrou autoritarismo intelectual ao evocar sua condição de geneticista. Ele foi um dos mais citados por Marco Aurélio em seu voto, com toda a qualificação possível. E o Ministro colocou as coisas de tal forma que é como se os contrários ao aborto fossem obscurantistas, medievais. Ele prefere Gollop.
Esse julgamento histórico e o debate Garcia/Gollop são extratos de um momento delicado, em que o pós-modernismo impõe sua cosmovisão. O liberalismo ético assombra. A ciência coloca-se num altar. Cuidado, Doutor Marco Aurélio: daqui a pouco, dirão os cientistas que não precisam mais de juristas. Seus conceitos e experimentos dirão o direito.



 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Submissão na Família e na Sociedade

A mensagem evangélica é transformadora, revolucionária, e segue como uma inversão dos valores mundanos. Isto se vê especialmente em Ef 6.1-9, onde o apóstolo Paulo trata de alguns conceitos que constituem verdadeira contracultura em temas familiares, relacionais e sociais.
Esses conceitos são obediência, espiritualidade, justiça, honra, disciplina, admoestação, temor e tremor, serviço, sinceridade, vontade de Deus e equidade. Todos esses conceitos são extraídos do texto referido e constituem uma amostra do conteúdo cristão, o qual é necessariamente contrário às influências e contribuições do mundanismo.
A obediência e a honra dos filhos para com os pais são valores esquecidos em muitas famílias. Devido a falsas psicologias, ao pecado em si, tem-se violado o princípio da autoridade. Filhos "cheios de razão" acham-se iguais a seus pais em direitos, e não admitem receber reprimendas nem qualquer espécie de controle. O princípio de autoridade não serve apenas ao ambiente familiar, mas também às esferas social, política e eclesiástica. É lamentável que tantas pessoas se sintam constrangidas ou humilhadas diante de simples determinações a que devam obedecer.
Mas a Bíblia não fala somente aos filhos. Os pais devem evitar a provocação. Todos devem buscar a harmonia familiar, baseando-se em valores cristãos.
Os servos a que Paulo se refere eram escravos mesmo. Estamos tratando de um texto escrito há cerca de dois mil anos, quando havia o regime escravocrata em todo o mundo. Paulo exorta os servos a trabalharem como se estivessem servindo ao SENHOR, ao mesmo tempo em que os senhores deviam tratar bem aos seus servos. Que interessante! Em pleno regime de escravidão, Paulo exorta senhores de escravos a considerar seus servos como seus iguais, algo impensável naqueles dias.
A mensagem cristã precisa ser anunciada. Não devemos deixar que a influência maléfica do mundanismo adentre nossas famílias e igrejas com a irreverência, o liberalismo moral e teológico, o pecado em todas as suas facetas.
Se a Igreja não pregar a mensagem da submissão, quem pregará?
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A greve parcial da PM baiana e a constante sensação de insegurança

Como têm noticiado os veículos de comunicação, desde quarta-feira, dia 01 de fevereiro, parte da Polícia Militar da Bahia entrou em greve e a situação se tornou muito instável a partir da tarde de ontem. Homens que, por serem militares, sequer poderiam fazer greve, bloquearam a Avenida Paralela, a mais importante da cidade, com dois ônibus sequestrados. Eles simplesmente fizeram com que os ônibus ficassem atravessados no meio da avenida e saíram com as chaves. Os passageiros tiveram de deixar os ônibus. Coisas horríveis ocorreram durante a tarde, a noite e a madrugada: arrastões em diversos bairros, grande quantidade de homicídios, desfile de policiais encapuzados empunhando armas de fogo, grave desordem pública...
O que está acontecendo aqui não é uma greve, mas terrorismo e chantagem.
Esses policiais amotinados ecoam a greve de 2001, e seu líder maior, Marco Prisco, fora expulso da Corporação por seu envolvimento naquela situação. Agora ele ameaça haver "derramamento de sangue" caso o mandado de prisão que tem contra si seja cumprido. Seu exército seriam 1.500 homens armados e acampados em frente à Assembleia Legislativa do Estado.
Causa indignação as autoridades falarem desse episódio como se fosse um caso isolado de insegurança pública. Dizem não admitir que um grupo de policiais promova essa sensação de insegurança, como se a sensação de segurança fosse uma constante. Na verdade, vivemos com medo aqui em Salvador. Essa greve parcial da PM traz um ambiente de pânico, de terror, de balbúrdia, mas o Governo do Estado é uma negação total nessa área. O número de homicídios é altíssimo. Tenho receio de andar pelas ruas do meu bairro a qualquer hora do dia.
Se o Sr. Jaques Wagner, que está no poder desde 2007 e é amigo do governo federal há mais de nove anos, não pode resolver essa bagunça, quem poderá nos ajudar? Chapolin Colorado? Onde está o dinheiro para fazer frente à política de segurança pública? Por que os petistas eram tão maravilhosos em seu discurso oposicionista e tão incompetentes quando governam?

sábado, 28 de janeiro de 2012

Evangélicos, preparem-se! Não alimentem a sanha petista!

O petista Gilberto Carvalho, Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e homem de Lula, disse ontem, dia 27, no Fórum Social Temático, que é preciso disputar a classe emergente com os evangélicos. Li isso no blog do Reinaldo Azevedo, que transcreve uma reportagem da Folha.
Fiquei preocupado com essa declaração do Sr. Gilberto Carvalho. O que significa uma disputa ideológica com evangélicos em torno da Classe C? Olhem que ele disse isso quando falava da suposta necessidade de criar uma mídia estatal que vendesse à "nova classe média" uma ideologia distinta daquela transmitida pela imprensa. Trata-se, pois, da tentativa de "fazer a cabeça" das pessoas em favor dos ideais petistas.
Tenho receio de que essa investida não esteja distante. Já me preocupo com certos líderes evangélicos muito próximos a petistas. Sou terminantemente contrário àquela história de lançar candidatos "da igreja". Sou favorável a que votemos em pessoas compromissadas (a palavra é essa mesmo) com princípios éticos e familiares, mas creio que isso não deve conduzir à indicação de candidatos pela igreja. Ora, isso nunca deu certo! 
O que vemos é uma enorme bancada evangélica que não sai do "baixo clero". E quem são os políticos evangélicos mais importantes? São todos aliados do Governo: o baiano Walter Pinheiro, o baiano mas representante do Espírito Santo Magno Malta - cuja única bandeira conhecida é ser contra a pedofilia - e Marcelo Crivella, sobrinho dos pesos-pesados R. R. Soares e Edir Macedo. Na Câmara, todos os deputados evangélicos constituem o "baixo clero", com exceção do controvertido Anthony Garotinho, que, diga-se, também é aliado do PT no nível federal.
Tenho medo de que esse pessoal do PT comece a se infiltrar nas igrejas como líderes de Mocidade, professores, obreiros, pastores. Estou dizendo a verdade. À moda gramsciana, eles tomam o Poder por meio da cultura. Enquanto éramos um grupo menos numeroso e sem maior penetração social e política, eles nos relegavam a um plano secundário. Agora, somos ameaçados pela fala de um ministro que, vejam vocês, é o ideólogo dos petistas em termos de movimentos sociais...
Sinceramente, não sei como alguém que crê na Bíblia como sendo a Palavra de Deus consegue ser petista, porque isso implica em que ele tem de aturar a defesa do aborto, do casamento gay, das ditaduras comunistas, do assistencialismo, do controle das liberdades e da estatização da família. Como será que o senador Walter Pinheiro consegue conciliar tudo isso com seus princípios cristãos? Deve ser difícil. Deve ter crise de consciência todos os dias...
A besta do Apocalipse, aquela que "sobe do mar", não será, claro, nenhum monstro, mas alguém que, representanto interesses de dominação, influenciará as pessoas para a consecução de projetos políticos nada saudáveis. Não estou dizendo que esse ou aquele seja a besta, mas que ideologias estatizantes representam, sim, uma das feições do espírito anticristão, e que uma das formas de perseguição é a moral, ideológica, "neurótica".
Ocorre que em nossos dias a massa de líderes evangélicos se alinhou com o establishment porque isso satisfaz interesses menores, corporativos, fisiológicos, de igrejas locais e estaduais. Esse monstro poderá querer devorar-nos em busca de maior influência sobre a tal "Classe C".
Misturando política com igreja, muitos evangélicos poderão se arrepender de sua politicagem. Eu não vou gostar de conviver com isso, mas desde já preciso me preparar para a batalha ideológico-teológica.

domingo, 22 de janeiro de 2012

De volta!

Amados leitores, estou por aqui. Não aguentava mais ver o post sobre a Líbia como sendo o mais recente - faz tanto tempo... Creio que as preocupações da vida me fizeram deixar de escrever neste blog, que, acreditem, exige tempo e atenção.
A igreja tem sido para mim um lugar de um alegre e cotidiano trabalho. Estou dando aulas à Classe dos Jovens na Escola Dominical da Assembleia de Deus em Itapuã, além de compor a liderança da Mocidade e servir como vice-superintendente da Escola Dominical e do Departamento de Ensino - sem contar as funções próprias de um Auxiliar.  Neste mês de janeiro estou dando aulas de Escatologia no curso básico do Instituto dirigido pelo Pr. ROSIVAL MORENO.
Meu pastor é JOAQUIM MARQUES DOS REIS, a quem conheço desde criança, pois era um dos pastores na Assembleia de Deus em Alagoinhas/BA.
Não consigo escrever muito, não por falta de tempo, mas por estar devotado a outros pensamentos. De toda maneira, o blog me tem dado muitas alegrias, e agora no dia 24 de janeiro faremos quatro anos juntos. Isso mesmo: este blog tem quatro anos.
Não sei se o design anterior me desestimulou, mas, de toda sorte, decidi por um mais simples. Vamos ver como fica.
Estou por aqui. Ao trabalho!

domingo, 23 de outubro de 2011

E o óbvio se manifesta: a Líbia será uma república fundamentalista islâmica

Li hoje na Folha On Line que o Conselho Nacional de Transição (CNT) anunciou diante de milhares de pessoas que a sharia será estabelecida como lei na Líbia. Isso não deveria ser nenhuma novidade, haja vista a presença de líderes islamistas nessa revolta que derrubou Kadafi, além do caráter geral da chamada "Primavera Árabe". Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, reconheceu esse problema desde o início, em mais um acerto que ele denomina "furo lógico".
Se parece haver milhares de árabes querendo libertação do jugo dos tiranos de agora, isso não significa que desejem democracia. Lembremos que o revolucionário de hoje pode ser o ditador de amanhã - foi assim com o próprio Kadafi em 1969, foi assim com Fidel Castro em 1959. Eles aparecem como libertadores e se perpetuam no poder, o que, no mundo árabe, vem acompanhado por violência, totalitarismo, terror, isolamento.
A tal "Primavera Árabe" não tem nem as flores nem o dia ensolarado das primaveras, mas agudos espinhos de violência e uma densa escuridão de inverno islâmico. Já pela confusão e heterogeneidade de interesses envolvidos, Obama, Sarkozy e Cameron não deveriam ficar tão entusiasmados...,principalmente no caso da Líblia, que reúne três províncias organizadas como Estado mas nunca conciliadas (Tripolitana, Cirenaica e Fazan). Assim, Estados Unidos, França, Ingraterra, Alemanha, enfim, a aliança militar ocidental pode ter contribuído decisivamente para um mundo pior, em termos de pavor terrorista. Eles financiaram o terror!
As imagens da tortura e execução sumária de Kadafi e de seu filho deveriam comprovar cabalmente o que estou dizendo, mas me parece que a imprensa mundial e os líderes mundiais tentam disfarçar as coisas. Tudo bem, eu sei que os Estados Unidos, a ONU e a OTAN querem investigação etc. e tal, mas o fazem porque ficaria muito feio não dizer nada diante das fortes imagens que sucessivamente rodam o mundo. Aquilo foi horrível. Se pensarmos que execuções sem julgamento e humilhações podem ser feitas a depender de quem for a vítima, ter-se-á a vitória do mal, e não do bem. A morte de Kadafi do jeito que aconteceu piora muito tudo o que já era horrível, o que inclui o excesso explícito cometido pela OTAN, que, em vez de proteger civis, como permitia a Resolução pertinente, passou a atacar a Kadafi e ao seu pessoal.
Olha, Obama não está à altura dos fatos históricos que se lhe apresentam. É triste ver que o país mais importante do mundo não tem homens ou mulheres que se mostrem preparados para enfrentar os grandes desafios de sua época. E pensar que em 2009 esse mesmo Obama apertava a mão de Kadafi, o "cachorro louco", no dizer de Reagan...


Confira o texto da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/995349-lider-do-cnt-diz-que-lei-islamica-sera-base-de-novo-governo-libio.shtml

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Direito penal mínimo, responsabilidade individual, pacificação sem prisões...

Há teorias de direito penal que defendem a vitimização do ofensor. Crimes de patrimônio seriam fruto do capitalismo, da opressão do homem pelo homem, da injustiça social. Adolescentes marginais não poderiam ser responsabilizados, ainda que de acordo com a sua idade, porque são produto do meio. Dizem certos "juristas" que a sociedade estimula a prática de crimes como o roubo, o furto e o latrocínio quando incentiva o consumismo. Ora, tudo isso é ideologia marxista infiltrada nas faculdades de Direito! E defender esses ensinos é "progressista" e "moderno".
O marxismo trabalha com a ideia de que a luta de classes consiste no filtro adequado para explicar as "contradições do sistema". Para controlar os pobres e manter o status quo, o Estado estabeleceria, então, o direito como superestrutura normativa da infraestrutura econômica. O direito penal assumiria a função de criminalizar condutas tidas como ameaçadoras do regime ou denunciadoras de suas contradições. O resultado disso é a cultura de não-responsabilização do indivíduo, a proliferação de penas alternativas ineficazes e a descriminação (a palavra é essa mesmo) de condutas consideradas inofensivas, como o uso de determinados entorpecentes e o aborto.
O direito penal mínimo está na moda. Princípios como o da insignificância (ou da bagatela) estão em voga. Banaliza-se um princípio que foi concebido para situações extremas, como o furto de um pote de margarina por causa da fome. 
Esses são dias difíceis, em que me parece que a classe média não tem direitos, senão aqueles que podem ser alcançados por meio do dinheiro: segurança privada, planos de saúde, escola particular. E a classe média não tem esse dinheiro todo. Paga impostos mas não tem segurança, enquanto vive assombrada pelos jovens dominados pelo craque. Governos petistas, socialistas e que tais dão de ombros para a situação, e "juristas" do direito penal mínimo talvez acreditem que esse seja o preço a pagar pela opressão dos mais pobres...
Esse pessoal não tem noção do mal que causam à sociedade, ao mundo, e principalmente aos indivíduos que eles dizem querer proteger. 
Quem conhece a Bíblia não pode descrer na responsabilidade individual. Cada um responderá a Deus de acordo com as suas obras. A responsabilidade não passará de um para o outro, seja por ligações familiares, sociais ou políticas. Cada um de nós prestará contas diante do Grande Juiz.
Aqui na Bahia quer-se reproduzir a política das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, que não prendem traficantes, limitando-se a ocupar espaço para diminuir a quantidade de homicídios e outros crimes. Faz-se, assim, um pacto silencioso entre Estado e bandidos. O problema é que um dia a conta virá.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Anotações sobre a ação penal contra Edir Macedo e outros

Quando foi proposta a ação penal contra Edir Macedo e mais três pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus, pensei sobre a questão da liberdade religiosa, e explico: embora a denúncia se refira a lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas, também trata de estelionato e falsidade ideológica, crimes que estariam relacionados a promessas que os líderes da igreja não poderiam cumprir, mas que teriam conduzido os "fiéis" a doar bens e dinheiro.
Dias depois, a denúncia foi parcialmente recebida pela Justiça, ficando de fora justamente a imputação dos crimes de falsidade ideológica e estelionato.  Não conheço os autos nem li a denúncia, muito menos a decisão de recebimento parcial, mas imagino que o magistrado tenha pensado nesse sentido que apontei acima. Não se trata de afirmar que as vítimas foram colhidas em sua própria ambição, pois é isso o que acontece com muitos os que são iludidos por estelionatários, e os criminosos não são absolvidos por causa disso. Quero dizer que o fato de a vítima do engano ter sido atraída por sua própria inclinação ao dinheiro não isenta de culpa o enganador...Mas o que ressalto é o perigo de a Justiça avaliar que promessas religiosas merecem crédito ou não. Criar-se-ia um tribunal teológico para apurar se o que os pastores dizem é verdade à luz das Escrituras?
De fato, é muito perigoso, em minha concepção, que o Estado passe a conduzir as pessoas em seara tão delicada como a da cosmovisão, da fé e das crenças pessoais. Para mim está mais do que provado que a teologia da prosperidade é um sistema heterodoxo que nada tem de Deus...Mas, e se milhares de pessoas, que não conhecem a Bíblia, conseguem acreditar na teologia da prosperidade, o que se pode fazer quanto a isso?
Talvez se eu conhecesse os autos minhas conclusões fossem diferentes, mas reflito a partir do que assisti pela televisão. Infelizmente, aquilo que não conseguimos ensinar às pessoas acabou sendo levado aos tribunais...Que pena.

domingo, 25 de setembro de 2011

Nasce, cresce, reproduz e morre

Hoje preguei em minha igreja, e escolhi, para a introdução, o texto de Gn 49.33, que diz o seguinte: "Tendo Jacó acabado de dar determinações a seus filhos, recolheu os pés na cama, e expirou, e foi reunido ao seu povo". Essa passagem retrata um acontecimento comum e universal: a morte. De maneira simples, ficamos sabendo que Jacó faleceu junto de sua família, cumprindo o destino de todos os homens.
Temos grande dificuldade de encarar a realidade de que somos mortais. Não queremos pensar no assunto da finitude humana, especialmente da nossa própria finitude. O materialismo e a carnalidade que imperam no mundo exigem que não pensemos no porvir. Mas precisamos refletir, sim.
Lendo genealogias na Bíblia, deparamos com o relato de pessoas que vieram, produziram algo, tiveram filhos, e que depois morreram. Não foi assim com Enoque, uma exceção, mas foi e tem sido assim com os seres humanos através da história. Foi o que li em Gn 5.1-32. Os descendentes de Adão, feitos conforme a sua imagem, morreram. Aquilo que aconteceria com Jacó já havia ocorrido com milhares de descendentes de Adão.
A morte entrou no mundo por causa de desobediência (Gn 2.16,17; 3). Não era para ser assim. O ser humano morreu porque preferiu se alimentar de sua própria ética, emancipando-se em relação ao Criador. Adão e Eva alimentaram-se da Árvore Ética, e isso produziu morte, pois Deus pretendia que os homens se alimentassem da ética divina. E a morte passou a todos os homens, porque em Adão tínhamos o nosso representante, o Primeiro Adão.
Para derrotar a morte Deus enviou o Seu Filho, Jesus Cristo, o Segundo Adão, por Quem os salvos são representados (Rm 5.12-21; I Co 15.45). Jesus venceu a morte enfrentando-a. Jesus morreu pelos nossos pecados (I Co 15.1-4).
Deveríamos pensar mais sobre isso. Não se trata de um tema secundário, mas do tema principal da história bíblica.


Acabando, pois, Jacó de dar instruções a seus filhos, encolheu os pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo.
Gênesis 49:33
Acabando, pois, Jacó de dar instruções a seus filhos, encolheu os pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo.
Gênesis 49:33
Acabando, pois, Jacó de dar instruções a seus filhos, encolheu os pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo.
Gênesis 49:33

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro

Não poderia deixar de comentar alguma coisa a respeito dos dez anos do 11 de setembro, quando aviões guiados por terroristas islâmicos se chocaram contra as duas torres do World Trade Center, em Nova York, nos Estados Unidos. Naquele dia o mundo mudou.
Onde eu estava quando as torres caíram? Eu era um advogado recém-formado - minha formatura foi em 29 de março de 2001, portanto, havia menos de seis meses. Ainda residia em Viçosa/MG, onde fiz o curso de Direito, e tentava a advocacia a partir do escritório de um professor, num bairro periférico daquela cidade. O professor havia praticamente fechado o escritório, que eu e alguns colegas buscávamos reabrir. Não eram fáceis aqueles dias de formado/desempregado. Eu estava morando com uma família da igreja batista que eu frequentava. O chefe da família era um respeitado professor da Universidade Federal de Viçosa e um dos líderes da igreja.
Não tive condições de assistir ao vivo à queda das duas torres, pois eu estava no escritório, para o qual eu ia a pé. De volta, ainda pela manhã, ouvi da dona da casa informações ainda incipientes: um avião havia se chocado contra um prédio de cerca de cinquenta mil pessoas nos Estados Unidos. A coisa, no entanto, era bem maior que isso, e aos poucos se descobriu que se tratava da rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, que um dia fora treinado pelos Estados Unidos para combater a invasão soviética na Ásia Central.
Do 11 de setembro brotaram duas guerras, como nós sabemos, as quais ainda perduram: no Afeganistão e no Iraque. Osama bin Laden morreu dia desses, sob a batuta do presidente Obama. Direitos civis passaram a uma revisão. Mudou-se a rotina dos aeroportos em todo o mundo. Os americanos lotaram a prisão de Guantánamo com pessoas sobre as quais pudessem pesar meras suspeitas de associação com o terrorismo. Em lugar das guerras entre nações,  passou-se a pensar em guerras contra um inimigo sem nação, ou multinacional, servido por governos ou grupos extremistas. Era a doutrina Bush a despontar.
O mundo mudou há exatos dez anos. Como disse a minha esposa, o 11 de setembro deve se tornar uma daquelas datas que dividem as Eras, como a Queda de Roma (476), a tomada de Constantinpla pelos turcos otomanos (1453) e a Revolução Francesa (1789). E nós vimos isso!
Seria apavorante pensar em todas essas coisas sem esperar em Deus. Fico a imaginar como as pessoas conseguem viver sem Cristo, sem a orientação da Bíblia. Tsunamis, terremotos, guerras, rumores de guerra, epidemias planetárias... Se procurarmos bem, as Escrituras nos dirão o que precisamos saber.
O que tenho em mente é que Deus não perdeu o controle sobre a história. Ele é Soberano. Não percamos a esperança jamais. Quando pensarmos que as coisas estão em convulsão total, pode ser que o sol venha a brilhar com maior vigor.

 

sábado, 3 de setembro de 2011

Algumas considerações dirigidas ao leitor César Francisco Raymundo (II)

Continuando o que comecei no post anterior, respondo a comentários do leitor César F. Raymundo, ainda sobre o texto Crescimento de evangélicos sem vínculo denominacional como manchete principal da Folha. Posso adiantar que o referido leitor parece discordar das denominações como um conceito em si, o qual estaria relacionado, segundo ele, a tradicionalismo e hipocrisia. Vejamos suas palavras em vermelho, intercaladas com os meus comentários:
Você acha mesmo que as enominações representam a igreja de Jesus? Olha quanta mão humana tem nas instituições: púlpito, clero, hierarquia, campanhas, dogmas, solenidades, domingos, prosperidade, vestimenta, profetadas, vasos, sacrifícios, liturgias, doutrinas, rituais, horários, regras, pregações, prédios, templos, cultos, tesouraria, ofícios, ofertas, clero, ceia, confissões de fé, rol de membros, propriedades, seminários, funcionários, cnpj, certificados, proibições, obrigações, etc...
Uma reflexão sociológica faz bem a essa análise: todo agrupamento social tem suas regras, rituais, procedimentos, costumes, liderança, manuais de conduta, preconceitos, defeitos, erros e símbolos. Isso tudo é inafastável da realidade humana e social. O problema com os líderes de Israel na época de Jesus não foi a existência de instituições e de uma cultura religiosa - até porque muitos dos seus costumes adviam da Lei de Moisés. O problema fundamental foi não aceitarem a Jesus como o Cristo, o Filho de Deus, e antes disso houve a falsa percepção de que a finalidade da Lei seria a salvação, esquecendo-se de que o fundamento da Lei é o amor. Lembre-se de que Jesus frequentava o Templo e as sinagogas, ensinava, participava das reuniões, estando inserido em todo o ambiente sócio-cultural e religioso de seu tempo e do lugar em que viveu. Zacarias e Isabel, pais de João Batista, viviam a vida comum de pessoas crentes na base de um sistema religioso opressor, mas Zacarias não deixou de cumprir suas tarefas sacerdotais. José e Maria rumavam a Jerusalém anualmente para cumprir seus deveres para com Deus, e Jesus foi apresentado no Templo como devia acontecer. A existência de instituições não é ruim em si mesma. Jesus veio remover o pecado, não a instituição. O Livro de Gênesis narra a instituição de muitas coisas: o mundo, a humanidade, a família, a sociedade, o culto a Deus, o trabalho, a ciência, a tecnologia, a arte, as nações. A Lei de Moisés é um complexo código normativo que encerra regras de direito penal, civil, agrário, ambiental, humanitário, constitucional. Não se pode afirmar que Deus não gosta de instituições!
Mas o Messias andou com pecadores, perdoou adúlteros, conversou intima-mente com mulheres de má fama, perdoou varios pecadores, mandou perdoar 70x7( sem mencionar que tipo de pecado seria perdoado), Teve intimidade com pecadores e pessoas de má fama, deu vinho em festa, enfrentou as autoridades religiosas, chamando-os de cobras, e quando era trucidado na cruz disse : Pai perdoa porque não sabem o que fazem.
Nada impede que façamos o mesmo que Jesus. Do contrário, estar-se-á dizendo que o mal introduzido pelo diabo no mundo foi a instituição, e não o pecado. Agora, é necessário usar de sabedoria ao enfrentar quem quer que seja. Nem todos têm a estrutura emocional, o caráter nem a vocação de um Elias, de um Eliseu, de um Jeremias, de um João Batista. Para assumir determinadas responsabilidades no Reino de Deus é necessário unir caráter aprovado, estrutura emocional firme e o chamado para a execução da tarefa. Somente os profetas têm aquela segurança para colocar o dedo na cara do rei e não ficar depois com crise de consciência e amargura. Mas todos somos chamados a servir a Deus.
NÃO VEJO SINCERAMENTE NENHUM CRISTÃO, EVANGÉLICO, OU ESPIRITUALISTA SER MILIMETRICAMENTE
COMO O MESSIAS.
Nisso eu concordo com o César. 

Algumas considerações dirigidas ao leitor César Francisco Raymundo

César Francisco Raymundo é um leitor que fez recentemente alguns comentários aos seguintes posts deste blog: Crescimento de evangélicos sem vínculo denominacional como manchete principal da Folha; Nada justifica o comportamento homossexual; e A censura gay já começou. Tive alguns contatos com ele por e-mail ou por telefone no ano de 2010, a partir de coisas de sua autoria que li na internet. Edita a Revista Cristã Última Chamada e mantém dois blogs (revistacrista.blogspot.com e revistacrista.org). Vou tecer alguns comentários ao que ele escreveu porque acredito que suas palavras merecem uma contradita.
Sobre o texto Crescimento de evangélicos sem vínculo denominacional como manchete principal da Folha, César Raymundo escreveu as considerações que seguem em vermelho, e que vou comentando em seguida:

"Na verdade, eu penso que o pertencer a uma igreja é parte do credo cristão!"
Ora meu amigo! Deixemos de lado o tradicionalismo do templo de pedra! 
Com a minha frase, citada entre aspas, estou dizendo que o pertencimento a uma igreja é parte do credo cristão, apenas isso. Não estou tecendo uma defesa do tradicionalismo, muito menos um tradicionalismo do "tempo da pedra"... Pertencer a uma igreja também não implica necessariamente em pertencer a uma denominação, com personalidade jurídica, dízimo, pastores formalmente consagrados e remunerados, organização hierárquica assumida (sempre há organização hierárquica, ainda que não assumida). Tampouco afirmo que a igreja salva, nem que pertencer a uma igreja seja condição para ser salvo. O que entendo é que o crente necessariamente irá congregar-se a um grupo que professa a mesma fé, não como causa, mas como consequência da Salvação. Efésios e Colossenses tratam da importância da Igreja como o Corpo de Cristo, que, por Sua vez, foi dado a ela. 
Vocês do denominacionalismo não estão enxergando um fenômeno global (inclusive nos EUA) chamado igreja simples. Não setrata de uma versão miniaturizada da igreja denominacional, mas trata-se de um cristianismo simples praticado nas casas, com comida, bebida, culto simples, com paticipação de todos os membros, um trazendo doutrina, outro uma palavra, e ainda outro um cântico. 
Não sou tradicionalista nem denominacionalista. Adjetivações buscam encurtar o caminho, mas não oferecem fundamento suficiente. O fenômeno das igrejas simples e suas correlações (emergentes, orgânicas, "em casa") tem seu valor, mas há alguns problemas que exigem reflexão. Essa crítica tão acerba à instituição, à organização e à hierarquia esquece que todo agrupamento humano, por menor que seja, e por mais informal que seja, deverá criar suas normas e procedimentos, mesmo que singelos. E o pecado jamais deixará de ser uma realidade da natureza humana, exceto naquele Grande Dia em que seremos transformados. Curiosamente, muitos criticam as denominações, mas acabam criando outras, com a diferença de que não aceitam um nome, um CNPJ, uma organização de líderes. Além disso, deve-se admitir que essas igrejas são uma reação à pós-modernidade, e, ao mesmo tempo, uma manifestação dela, já que a pós-modernidade se caracteriza pelo individualismo, pluralismo, subjetivismo e relativismo. Há motivações inúmeras para se frequentar uma igreja sem-nome, e algumas dessas motivações são genuínas e santas, mas isso não pode significar uma repulsa ao modelo denominacional.
Chega desse modelo herdado do catolicismo romano em que as pessoas são meramente expectadoras, que o clero comanda o culto etc. 
Quem disse que congregar numa denominação induz à mera condição de espectador (é com "s" mesmo)? Quem disse que pastores, presbíteros e diáconos formam um clero? Não são todos sacerdotes, líderes e liderados?
As pessoas estão cansadas da igreja evangélica com esse modelo católico romano. Elas se sentem melhor nas casas.
Não sei se as pessoas estão cansadas da igreja evangélica, muito menos se elas se sentem melhor nas casas. Talvez a pesquisa do IBGE recentemente divulgada diga alguma coisa sobre estatísticas e tendências, mas não sei se congregar em casa seja o fator decisivo para a produção desses números. Não pode haver algum componente de falta de compromisso? Não pode haver algum componente de evangelicalismo nominal? Não pode haver algum componente de pluralismo?
E chega de vocês evangélicos perseguirem os 'sem-igreja' porque não existem 'sem-igreja'. Eles apenas estão praticando um cristianismo simples, sem palavras pomposas, sem teses, sem doutrinações. 
César Raymundo declara indiretamente que não é evangélico. Por que os "sem-igreja" estariam livres de teses e doutrinações? Não são humanos? Não seguem algum tipo de corrente teológica? Não pode haver cristianismo simples fora desse modelo de igrejas em casa? Combater o denominacionalismo é mais cristão?
Creio que a denominação será a grande perseguidora dessa gente assim como foi no passado.
Historicamente, há diferenças entre a perseguição romana e medieval aos cristãos, de um lado, e, de outro lado, a perseguição que se possa aplicar contra membros de uma igreja. Acredito que existem diferentes maneiras de se perseguir alguém, e isso inclui as igrejas simples, em casa, emergentes, orgânicas...
Percebo que existe um sentimento de irritação contra o sistema denominacional brasileiro, e há, sem nenhuma dúvida, muitos problemas que precisam de enfrentamento. Eu mesmo não sou nenhum herdeiro desse sistema, pois não tenho nenhum privilégio por pertencer a uma denominação, e dentro dela já precisei refletir, frear e recuar muito. "Engoliar sapos", entende querido leitor? Mas é justamente aí que reside a doutrina da Igreja: somos pecadores mesmo, atrapalhados, limitados, cheios de defeitos, e ainda assim Jesus Cristo nos resgatou para formar um "povo de propriedade exclusiva de Deus" (II Pe 2.9). Esse é o mistério da Igreja.
Penso que o que devemos combater com maior firmeza é o cinismo, a jactância diante do pecado. Entretanto, se formos produzir um juízo sério, profundo e radical, não vai escapar absolutamente ninguém. Ninguém mesmo.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O casamento da Record com o petismo

A Rede Record é uma televisão que se casou com o petismo, não por ideologia, mas por interesse: ambos não gostam da Globo. Apropriada por um certo bispo Edir Macedo, dono, quero dizer, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record faz hoje um jornalismo chapa-branca, sensacionalista, repleto de repórteres ditos de esquerda e comentários de apelo popularesco.
Vejam a lista: Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Christina Lemos, Ricardo Kotscho, Rodrigo Vianna. Paulo Henrique Amorim faz verdadeira cruzada contra a emissora de Roberto Marinho, de quem foi empregado. Tem um blog esquerdista chamado Conversa Afiada, e não perde tempo para falar da Globo. Outro dia, quando ele entrevistava o senador petista Walter Pinheiro, dava para pensar de vez em quando que se estava assistindo à TV Brasil, aquela emissora do ex-global Franklin Martins - que, diga-se, depois que saiu de lá recordou que um dia foi guerrilheiro, entrou para o governo Lula, tentou controlar a imprensa e felizmente não conseguiu. Na entrevista, cada palavra do senador baiano era seguida com ar de felicidade por Amorim, com sorrisos interlacados por "claro, claro". O assunto? O projeto de lei que manda inserir três horas e meia semanais de produção brasileira na TV paga e que autoriza as empresas de telefonia a distribuir conteúdo televisivo. Amorim gostou.
Já assisti a trechos de uma reportagem de Luiz Carlos Azenha em que senti o cheiro de exaltação a Hugo Chávez. Azenha mantém o "site" viomundo.com.br, em que propõe mostrar o que "você não vê na mídia", como se ele mesmo não fizesse parte dela. Rodrigo Vianna é outro desses, cheio de sorrisos diante de Marco Aurélio Garcia, o Assessor de Lula e de Dilma para a sua péssima política internacional. Mantém o "site" rodrigovianna.com.br.
Parece que um dos requisitos para ser repórter da Record ou da Record News é rezar na cartilha da esquerda. Coitado do Heródoto Barbeiro. Terá de continuar discutindo política com Ricardo Kotscho, comentarista que já foi Secretário de Imprensa de Lula (outro dia ele estava tentando explicar o alinhamento de Lula com Kadafi...), a partir de sua visão privilegiada na tenda do ditador-amigo.
Christina Lemos parece o Kennedy Alencar com aquela imagem de quem colhe informações de dentro do ninho do poder, dos "bastidores da política". Mas Kenndey Alencar é um dos infiltrados do petismo (ou do lulismo) na Folha de São Paulo! Está em outro front.
Não posso deixar de mencionar a linha editorial, de que é emblema o jornal Fala Brasil: notícias empacotadas com muita violência, amenidades, celebridades, mas sem densidade nem juízo crítico. As críticas passam ao largo das coisas mais importantes do país, restando comentários supostamente graves sobre fatos do cotidiano.
Esse problema da Record deveria ser objeto de estudo nas academias de jornalismo e tema do Observatório da Imprensa, da TV Brasil. Por que Douglas Tavolaro, Vice-Presidente de Jornalismo daquela emissora, escalou tantos jornalistas alinhados com o petismo? Duvido de que eles sejam obrigados a escrever e falar aquilo tudo - demonstram alegria ao construir esse tipo de jornalismo. Mas, por que o recrutamento? Seria coincidência?
Desde que foi preso em 1992 e alvo de reportagens críticas da Globo, Edir Macedo deve ter estabelecido um norte para sua vida: acabar com o que chama de "monopólio da Globo", o que deve ser lido por "tirar da Globo o primeiro lugar". Essa é uma obsessão, que parece ser compartilhada por muitos de seus empregados. Falar mal da Globo é importante para Macedo, que, embora seja um mega-capitalista e representante de tudo o que as esquerdas sempre depreciaram (suposto neopentecostal, líder de igreja, empresário da "mídia"), fez um acordo com o petismo para auferir meios de abater sua inimiga.
Tudo isso pode ser simples hipótese sem fundamento, coisa de espectador de televisão que procura pensar com a própria mente...Mas que os leitores pensem na possibilidade de que eventuais irritações tradicionais contra a Globo acabem criando um outro monstro. Seja pela direita, seja pela esquerda, a manipulação de mentes é coisa do diabo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nada justifica o comportamento homossexual

Ontem estava ministrando aula à classe de jovens da igreja que frequento, e o tema da revista Lições Bíblicas, da CPAD, era a Igreja como agente transformador da sociedade. Logo no início, um aluno perguntou o que eu acredito que deveria ser feito pelos crentes se o PLC 122/06 fosse aprovado. Sua pergunta, e talvez principalmente a minha resposta, conduziram a aula para uma discussão em torno do homossexualismo. E aí a coisa esquentou...
Minha opinião sobre as causas do homossexualismo deixaram um outro jovem bastante agitado. Parece ser um rapaz inteligente, mas creio que não fui suficientemente claro, porque ele não entendeu o que eu disse. O jovem pensa que todo homossexual "tem o demônio no corpo". Não penso assim. Acusou-me de só empregar "conhecimentos humanos", "psicologia". Eu uso a Bíblia, mas não sou de espiritualizar tudo. A Bíblia deve ser estudada com exame da realidade à nossa volta.
Eu não disse nada de espetacular: afirmei que entendo haver duas formas de comportamento homossexual, a saber: a prática homossexual daqueles que, sendo em geral heterossexuais, se lançam a experiências diferentes, em busca do prazer; e a tendência homossexual daqueles que, por alguma razão em sua formação pessoal, não sentem afeição pelo sexo oposto. Foi isso o que eu disse. Mas nada disso justifica o comportamento homossexual. Nada justifica o pecado. Na verdade, o sangue de Jesus purifica de todo o pecado (I Jo 1.9).
Ninguém nasce homossexual. Homossexualismo não é doença física nem psíquica. Homossexualismo não é estilo de vida. Homossexualismo não é um tertium genus. Homossexualismo é pecado.
Apenas entendo que algumas pessoas deparam na vida com certas circunstâncias familiares e/ou sociais que criam um ambiente favorável à prática homossexual, à identificação homossexual. Pode ser aquele caso clássico de um pai ausente, a mãe ditatorial e a casa cheia de mulheres - mas nem isso, registre-se, é condição suficiente para a indução à identidade homossexual. Ocorre que um ambiente desprovido da figura masculina/paternal pode gerar distorções morais/psicológicas no indivíduo, sem que se configure uma enfermidade. Creio que conflitos existenciais estão relacionados à tendência homossexual, e doenças psíquicas podem estar relacionadas, mas o homossexualismo em si não é doença, tampouco uma sentença genética ou ambiental.
Homossexuais podem ser curados? Se se tratasse de uma doença, esse seria o termo mais adequado, mas, se se trata de um pecado, entendo que homossexualismo pode ser removido pelo poder que há em Jesus. 
Quem crê nas Escrituras Sagradas não pode vacilar quanto a esse tema. Confiram-se alguns textos: Lv 19.22; 20.13; Rm 1.24-27; I Co 6.9,10; I Tm 1.8-11. Quem diz que segue a Bíblia e afasta alguns de seus preceitos porque não lhes parecem convenientes deve repensar sua fé.
É certo que os textos bíblicos devem ser interpretados a partir de critérios coerentes, como o gramatical, o teleológico, o histórico, o contextual e o sistemático, recorrendo-se, ainda, para a transposição cultural. Todavia, não se deve anular afirmações de caráter universal e normativo, como a assertiva de que a prática homossexual é abominação ao SENHOR - isso não deixou de ser um fato. O que não é universal nesses textos é a tipificação dessa prática como crime, pois o transfundo era uma época inserta na Idade Antiga, o que não pode ser desprezado.
Bem, o texto ficou longo. Eventualmente retornaremos ao assunto.

Alguns princípios do editor deste blog

Para você que lê o que escrevo neste espaço, precisamos comunicar alguns princípios:
1) Os estudos, artigos e reflexões teológicas não seguem uma linha de teologia denominacional, mas de estudos pessoais. Eu não fico aqui defendendo a minha denominação, que é outro tipo de abordagem, o qual respeito, mas não pratico neste blog.
2) Não pretendo agradar nem machucar ninguém.
3) Não escrevo manietado por interesses nem pressões. Sigo minha consciência, e penso escrever de acordo com a Bíblia.
4) O que escrevo é o que escrevo. Não estou preocupado se as pessoas interpretam mal ou ficam criando significados diversos daquilo que o texto diz. Minha preocupação é dizer o que penso, e creio que meu Português não seja tão ruim a ponto de dizer algo diferente daquilo que quis dizer.
5) Sou aberto a críticas e respeito opiniões divergentes.
6) Minha intenção não é polemizar, ainda que meus pensamentos possam ser objeto de eventual polêmica.
7) O que escrevo aqui concerne ao trabalho independente de um aprendiz da Teologia, e por isso não estou representando minha denominação - é bom frisar.
8) Se quisermos um rótulo, sou um “pentecostal histórico moderado”: estou começando a entender que a plenitude do Espírito tem dois aspectos - moral (At 6.3; 11.24; Gl 5.22,23; Ef 5.18-21) e carismático (At 2.1-4; 4.31; 6.8) - e que o batismo com o Espírito Santo pode ser evidenciado por outros sinais que não a glossolalia, como o profetizar (At 2.1-4; 8.17; 10.44-47; 19.6). Creio que, de algum modo, os dons espirituais estão relacionados à plenitude do Espírito, mas não consigo compreender que as línguas estranhas sejam sinal sine qua non do batismo com o Espírito Santo. Entendo que o batismo com o Espírito Santo tem o propósito de capacitar a igreja para a evangelização (At 1.8), com o incremento de dons, e não para que se exalte o dom de línguas em detrimento dos demais. Quero destacar, acima de tudo, que nessa questão eu tenho ainda mais perguntas do que respostas, mas sou honesto em admitir isso.
9) Tenho um juízo crítico muito aguçado, e uma pena algo contundente. Se o leitor se assustar com isso, me perdoe.
10) Quanto à escatologia e interpretação do Apocalipse, não adoto a priori nenhuma corrente teológica, mas tão-somente a análise textual, naquela perspectiva da Teologia Bíblica.
11) Por fim, tenho convicção de que o SENHOR me chamou para pregar e para ensinar oralmente ou por escrito. Tenho convicção de que devo militar na área da educação cristã e da teologia. Se isso servir de ajuda, estou apenas tentando cumprir o meu chamado.


Fale comigo!

Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@gmail.com. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.