sexta-feira, 13 de março de 2009

Entre o perdão e a tolerância

Diante da reprovação religiosa a determinadas condutas, surgem pessoas dizendo “aquele que não tem pecado atire a primeira pedra”, mas nem todos compreendem o que isso significa. A frase dita por Jesus e registrada por João acaba sendo empregada como panaceia para impedir qualquer análise do comportamento humano à luz da Bíblia.
Deve ficar bem clara a distinção entre o perdão evangélico e a tolerância com o pecado. Nós evangélicos muitas vezes pecamos por transmitirmos uma imagem de moralistas hipócritas, mas não é isso o que o Evangelho propõe. Nossa mensagem é de denunciar o pecado e anunciar o perdão. Denúncia de pecado sem anúncio de perdão é moralismo farisaico; anúncio de perdão sem denúncia de pecado é barateamento da Graça e liberalismo moral.
O mesmo Jesus que disse “aquele que não tem pecado atire a primeira pedra” também disse “vá e não peques mais”. O que Jesus censurou foi a postura de juízes dos pecados alheios, mas não deixou de apontar para a necessidade de arrependimento e mudança de vida. A um só tempo, o Salvador falou aos acusadores judeus contra o seu pecado de preconceito, e falou à mulher pega em adultério contra o seu pecado de adultério. Jamais o Mestre iria justificar a conduta da mulher com o argumento de que o pecado é universal. Isso não é desculpa. Aliás, o perdão de Cristo não é uma aceitação de pedido de desculpas – o perdão de Cristo é a absolvição dos pecados de quem não deveria ser absolvido.
O perdão é uma interrupção do fluxo catastrófico do pecado, e não se explica racionalmente. Quando o preceito divino estabelecia a morte para os pecadores, veio o perdão igualmente divino e estendeu ao Ser Humano a destra de comunhão. Impediu-se a condenação do Ser Humano arrependido, pois com o Advogado e Substituto Penal, Jesus Cristo, surgiu uma possibilidade de esperança, regeneração, vida eterna.
Anunciar o perdão é totalmente diferente de anunciar a tolerância com o pecado. O cristão não pode tolerar o pecado, se acostumar com ele, gostar dele, se aproveitar dele, conviver em harmonia com ele. O pecado precisa ser visto como um veneno, que mata de verdade, e não como um tabu alimentar, que só mata na cabeça de alguns.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.