quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O rei que se foi sem deixar saudades

"Era da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém; e foi sem deixar de si saudades; e sepultaram-no na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis" (II Cr 21.20, na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel).
Embora os reis de Judá tenham sido em sua maioria aprovados por Deus, tal não aconteceu quanto a Jeorão, que, como o texto acima deixa claro, governou durante 08 anos e saiu de cena sem deixar saudades...
Filho do bom rei Josafá, Jeorão herdou o trono por ser o mais velho, mas não herdou a piedade dos seus antepassados. Ao se fortalecer, matou à espada todos os seus irmãos e alguns líderes de Israel (leia-se "Judá"). Além de se casar com uma filha do rei israelita Acabe, andou nos caminhos deste e da maioria dos reis de Israel, cometendo idolatria. O SENHOR só não destruiu a dinastia de Jeorão por causa do juramento divino feito a Davi, de que não lhe faltaria sucessor no reino.
Em seu tumultuado governo, Jeorão contemplou o grito de independência dos edomitas e da cidade de Libna. E foi explicitamente reprovado por Deus, numa carta redigida pelo profeta Elias! Com uma anamnese do que Jeorão fazia como rei, Elias profetizou que seriam feridos o povo, os filhos, as mulheres e o próprio rei, este com uma enfermidade nos intestinos.
Não bastasse, levantaram-se contra Jeorão os filisteus, os árabes e os etíopes, todos impulsionados pelo juízo divino. Houve "hostilidade" por parte desses três povos contra Jeorão, o que conduziu uma invasão ao reino judeu, que resultou no saque de bens do palácio real, além do rapto de mulheres e seus filhos. Só ficou Acazias de sobra, seu filho mais novo.
Ao final de tudo, veio a enfermidade a respeito da qual Elias havia escrito, e o rei morreu sem deixar saudades, a tal ponto que sequer foi sepultado nos túmulos dos reis.
Com essa história, que está narrada em II Cr 21, não tem como eu não lembrar de certo George w. Bush, que, depois de arranjar a inimizade e a antipatia de quase todo o mundo, sai de cena no dia 20 de janeiro de 2009 sem deixar saudades. Será o fim melancólico de um "rei" bonachão, texano legítimo, de sorriso fácil, empurrado pela direita protestante, mas que não me pareceu um rei segundo o coração de Deus - essa é minha opinião pessoal, e para isso não me importa o fato de ele ser contra o aborto, o casamento gay ou as pesquisas com células-tronco embrionárias, pois a verdade também é um valor cristão, e nisso o presidente Bush vacilou muitas vezes, ao dizer que perseguia Saddam Hussein por causa de supostas armas de destruição em massa, que, descobriu-se, não existiam. Interesses outros, muito menores, guiaram a guerra da doutrina Bush.
E, neste dia 05 de novembro, eis que surge certo mulato com Hussein no sobrenome, e cujo pré-nome, Barack, me faz lembrar de um general descrito nas páginas bíblicas (Jz 4). Este Baraque, porém, diferentemente do Barack Obama, não quis seguir para a guerra sem a companhia de uma mulher forte. Mas essa é outra bela história...

1 comentários:

Trapp disse...

Caro Alex, boa tarde!
Não gostei da crítica ao Bush que, no meu entender, você não conhece bem. Aliás, já notei em outros escritos seu antiamericanismo que não aprecio.
Temos que louvar a Deus pelo fato de os EUA serem o país mais poderoso do mundo e não um outro maluco, como está cheio por aí.
Aprecio seu conservadorismo, mas insisto, já que pediu até a instrução dos batistas, que você está equivocado quanto ao batismo com o Espírito Santo como algo distinto da conversão.
Abraço, Trapp.

Crescimento numérico, dinheiro e espaço na mídia demonstram a aprovação divina à pregação de uma igreja?

Alguns princípios do editor deste blog

Para você que lê o que escrevo neste espaço, precisamos comunicar alguns princípios:
1) Os estudos, artigos e reflexões teológicas não seguem uma linha de teologia denominacional, mas da chamada Teologia Bíblica. Eu me debruço sobre a Teologia Bíblica, não sobre a defesa de minha denominação, que é outro tipo de abordagem, o qual respeito, mas não pratico neste blog.
2) Não pretendo agradar nem machucar ninguém.
3) Não escrevo manietado por interesses nem pressões. Sigo minha consciência, e penso escrever de acordo com a Bíblia.
4) O que escrevo é o que escrevo. Não estou preocupado se as pessoas interpretam mal ou ficam criando significados diversos daquilo que o texto diz. Minha preocupação é dizer o que penso, e creio que meu Português não seja tão ruim a ponto de dizer algo diferente daquilo que quis dizer.
5) Sou aberto a críticas e respeito opiniões divergentes.
6) Minha intenção não é polemizar, ainda que meus pensamentos possam ser objeto de eventual polêmica.
7) O que escrevo aqui concerne ao trabalho independente de um aprendiz da Teologia Bíblica, e por isso não estou representando minha denominação - é bom frisar.
8) Se quisermos um rótulo, sou um “pentecostal histórico moderado”: estou começando a entender que a plenitude do Espírito tem dois aspectos - moral (At 6.3; 11.24; Gl 5.22,23; Ef 5.18-21) e carismático (At 2.1-4; 4.31; 6.8) - e que o batismo com o Espírito Santo pode ser evidenciado por outros sinais que não a glossolalia, como o profetizar (At 2.1-4; 8.17; 10.44-47; 19.6). Creio que, de algum modo, os dons espirituais estão relacionados à plenitude do Espírito, mas não consigo compreender que as línguas estranhas sejam sinal sine qua non do batismo com o Espírito Santo. Entendo que o batismo com o Espírito Santo tem o propósito de capacitar a igreja para a evangelização (At 1.8), com o incremento de dons, e não para que se exalte o dom de línguas em detrimento dos demais. Quero destacar, acima de tudo, que nessa questão eu tenho ainda mais perguntas do que respostas, mas sou honesto em admitir isso.
9) Tenho um juízo crítico muito aguçado, e uma pena algo contundente. Se o leitor se assustar com isso, me perdoe.
10) Quanto à escatologia e interpretação do Apocalipse, não adoto a priori nenhuma corrente teológica, mas tão-somente a análise textual, naquela perspectiva da Teologia Bíblica.
11) Por fim, tenho convicção de que o SENHOR me chamou para pregar e para ensinar oralmente ou por escrito. Tenho convicção de que devo militar na área da educação cristã e da teologia. Se isso servir de ajuda, estou apenas tentando cumprir o meu chamado.


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Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@yahoo.com.br. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

Você entende que o batismo no Espírito Santo deve ser necessariamente evidenciado por línguas?

Abreviaturas eventualmente utilizadas

ARA - Almeida Revista e Atualizada
ARC - Almeida Revista e Corrigida
BEP - Bíblia de Estudo Pentecostal
BLH - Bíblia na Linguagem de Hoje
EP - Edição Pastoral
NCB - Novo Comentário da Bíblia, O
NVI - Nova Versão Internacional

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Quem sou eu

Alex Esteves da Rocha Sousa
Baiano, filho de piauienses, esposo de uma paulista e pai de uma mineirinha e de um baianinho. Saí da Bahia em 1996 para estudar Direito na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, onde concluí o curso em 2001. Depois, passei cerca de cinco anos em Sete Lagoas-MG, onde fiz algumas das coisas mais importantes da vida: consegui o primeiro emprego (escrevente do Fórum local), casei, me tornei pai, construí uma casa. Mas, como o Ministério Público da União me chamou a fim de assumir o cargo para o qual fiz concurso em 2004, acabei indo morar em Campo Grande-MS em 31 de dezembro de 2006. Temos sido grandemente abençoados por Deus. Sou assembleiano, fui batizado nas águas em abril de 1992. Professor de Escola Dominical e pregador quando me convidam, aprecio o estudo e a exposição da Bíblia. Um dos sonhos que estava realizando há pouco era cursar Teologia, o que fiz por um tempo na FATHEL - Faculdade Theológica, lugar em que aprendi muito, e que valorizo pela humildade de seus gestores, professores e alunos, bem como pelo caráter não denominacional, mas cristão evangélico acima de tudo. Agora estou de volta à Bahia, e que Deus nos ajude.
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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.