domingo, 6 de outubro de 2013

PLANO DE AULA Lição 1: “O valor dos Bons Conselhos”1




Texto Áureo: Pv 1.7.
Leitura Bíblica em Classe: Pv 1.1-6.

Introdução.
Conselhos. Sabedoria. Aspectos práticos da vida com Deus. Ética.
  • Provérbios ou ditos populares. Cultura popular. Sabedoria popular. Tradição de um povo. Valores éticos, morais e sociais. Vida cotidiana.
  • Provérbios bíblicos. Sabedoria divina. Parábolas, fábulas, instruções, enigmas, provérbios, símiles, metáforas, apólogos. Conselhos do SENHOR. Não se trata de princípios abstratos nem de especulações ou teorias.
Características dos provérbios: concisão; sagacidade; forma memorável; base na experiência; verdade universal; objetivo prático e longo uso; forma poética ou rítmica (quase sempre)2. São máximas, sentenças, frases curtas. Vivacidade. Imagens convincentes e belas.
Características das instruções: legado de um pai ao filho ou de um mestre a seu discípulo, com ordens, proibições e as respectivas motivações.

I. Joias da Literatura Sapiencial.
Literatura de Sabedoria ou Literatura Sapiencial: Provérbios, Eclesiastes e Jó. Alguns acrescentam Salmos e Cantares (Cântico dos Cânticos).
O escriba (doutor da Lei) Esdras pode ter compilado (editado) o que conhecemos como a literatura sapiencial.
O Livro de Sabedoria e o Eclesiástico, presentes na Bíblia Católica, são apócrifos, e imitam o estilo da literatura sapiencial.
1. O Livro de Provérbios.
Títuo do Livro de Provérbios no hebraico: Mashal (comparação ou símile; ideia de representação ou semelhança). Em Ez 17.2, mashal é traduzida como “parábola”. Também denota “um dito expressivo” (cf. I Sm 10.12). A palavra hebraica hiddal é traduzida como “enigma” ou “adivinhação”.
Títuo do Livro de Provérbios no grego (Septuaginta ou Versão dos LXX): Paroimiai.
Autoria principal (Pv 1.1).
Diversos autores (Salomão; sábios; Agur; Lemuel).
Fundamento: experiência humana, mas com a inspiração do Espírito Santo.
Tema: O dever moral.
Estilo literário: provérbios e instruções.
Seções claramente demarcadas: Pv 1-9 (aplicações da sabedoria salomônica); 10.1-22.16 (conselhos de Salomão); 22.17-24.34 (conselhos dos sábios); 25-29 (compilação feita pelos assessores do rei Ezequias); 30 (palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá); 31 (palavras do rei Lemuel a partir do ensino de sua mãe).
Ideias importantes: sabedoria, conhecimento, instrução, entendimento, conselhos, ciência, prudência, inteligência.
Assuntos: moralidade; amizade; controle do falar; controle das emoções; condução dos relacionamentos interpessoais e sociais; sexualidade; obediência aos pais; disciplina; educação dos filhos; preservação do casamento e da família; propriedade; uso do dinheiro; trabalho e preguiça; sabedoria e tolice; justiça; direito; governo; liderança; moderação quanto às bebidas.

2. Livro de Eclesiastes.
Título no hebraico: Qohelet (“Pregador”; aquele que discursa para uma assembleia).
Autor: Salomão (Ec 1.1).
Fundamento: filosofia moral inspirada por Deus.
Tema: a verdadeira felicidade.
Quatro Seções: 1.1-3.15 (“tudo é vaidade”; poema sobre o tempo); 3.16-11.8 (parte central, incluindo provérbios, poemas e parábolas); 11.9-12.8 (a juventude e a velhice); 12.9-14 (epílogo).
  • Não é pessimista, cético, nem desiludido. Não é mera filosofia humana.
  • Combate o hedonismo (busca do prazer pelo prazer); o secularismo (viver como se Deus não existisse); o mero intelectualismo (buscar o conhecimento pelo conhecimento); a superficialidade, a mediocridade, a perspectiva estreita, os costumes baixos.
  • Síntese: não há sentido nem utilidade na vida sem Deus.

II. A sabedoria dos antigos.
A figura do sábio no Antigo Testamento (Jr 18.18; cf. Is 29.14; Jr 8.8,9). O sacerdote com a Lei; o profeta com a palavra; e o sábio com o conselho.
Sabedoria salomônica.
Atividade literária e intelectual de Salomão (I Rs 4.29-34).
Áreas de atuação: botânica, zoologia, política, literatura, filosofia moral e pregação (I Rs 4.29-34; Ec 1.1; 12.9-14).
Justiça salomônica (I Rs 3.16-28). Diplomacia (I Rs 5.12).
A fama internacional de Salomão em razão da sabedoria (I Rs 10.1-13).

III. As fontes da sabedoria.
1. Sabedoria popular. Graça Comum (conceito reformado). A literatura sapiencial contém o registro inspirado da sabedoria popular. No entanto, somente a sabedoria de Deus é perfeita.
Os sábios dos outros povos:
  • Gn 41.8 (sábios do Egito). Ob 8 (sábios de Edom). Dn 2.2; 4.7; 5.7,8 (sábios da Babilônia).
  • Livro egípcio de Amen-em-ope (cerca de 600 a.C.) e Provérbios de Akihar, da Babilônia (paralelos com o Livro de Provérbios, certamente tomados de empréstimo às Escrituras Sagradas).
A sabedoria em Israel:
  • O povo do Livro”.
  • Torah: “Instrução”.
  • Deuteronômio: Livro de sermões ou discursos de Moisés.
  • Peças elaboradas no molde dos escritos de sabedoria ocorrem em outras passagens do Antigo Testamento (cf. o “apólogo de Jotão” ou “parábola de Jotão” em Jz 9.7-21).
2. Sabedoria divina. Resposta à oração (I Rs 3.3-15; Tg 1.5-8).
  • Características da sabedoria divina (Tg 3.13-18): mansidão; procedimento digno; pureza; paz; capacidade de perdoar; docilidade; misericórdia; produção de bons frutos; imparcialidade; autenticidade.

IV. O propósito da sabedoria.
O texto de Pv 1.1-7 é o título do Livro!
Propósitos do Livro de Provérbios:
  • Aprender a sabedoria e o ensino;
  • Entender as palavras da inteligência;
  • Obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a equidade;
  • Dar aos simples (inexperientes, ingênuos) prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso;
  • Fazer com que o sábio cresça em prudência;
  • Entender provérbios e parábolas, as palavras e enigmas dos sábios.
Princípio fundamental da sabedoria: o temor do SENHOR (Pv 1.7; 9.10; cf. Jó 28.28; Sl 111.10).

Conclusão.
Tanto em Provérbios como em Eclesiastes o Ser Humano encontra conselhos para a sua vida prática.
A ética cristã está consubstanciada nesses Livros de maneira magistral. O Novo Testamento está impregnado de citações da Literatura Sapiencial (parábolas e discursos do SENHOR Jesus; Epístolas de Paulo, Pedro e Tiago).
Sabedoria e felicidade (verdadeiras) existem somente em Deus.
Cristo é a Sabedoria por excelência (I Co 1.24,30; Cl 2.2,3; cf. Is 11.1,2)
Cristo é maior que Salomão (Mt 12.42);
Cristo tem a Sabedoria celestial e incomparável (Mt 13.54 e Mc 6.2);
A Sabedoria de Deus é manifesta na Igreja, pela Salvação (Ef 3.10,11).
Nem a sabedoria dos gregos nem as obras ou sinais dos judeus podem salvar. Somente o SENHOR Jesus Cristo!
1 Lição 1 da revista Lições Bíblicas da Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD, que para o IV Trimestre de 2013 tem como tema “Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa – A Atualidade de Provérbios e Eclesiastes”. Os tópicos em negrito pertencem à Lição, escrita pelo Pr. José Gonçalves.

2 Tais características são expressamente referidas na Lição ora estudada.

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Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
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E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.