sábado, 19 de abril de 2014

Um homem do sistema e um "guerrilheiro" no Colégio Apostólico

Ali estavam eles no mesmo grupo: Mateus, o cobrador de impostos que enriquecera arrecadando dinheiro dos seus próprios irmãos para enviá-lo ao Império Romano; e Simão, o Zelote, ou Simão Cananita, que integrava uma facção política desejosa de derrubar o domínio romano por meio das armas.
Dois homens de lados opostos na trama política da Palestina, Mateus e Simão foram chamados por Jesus Cristo para fazerem parte de Seu círculo mais íntimo de discípulos, aquele que seria conhecido como "o Colégio Apostólico", ou simplesmente "os Doze". Como será que conviviam? Conversavam sobre política? Respeitavam-se? Mantinham ideias da época pretérita?
Os cobradores de impostos ou "publicanos" não eram benquistos na sociedade judaica, como se vê da história de Zaqueu. Eram tido como traidores da Pátria e corruptos. Hoje seriam chamados de "entreguistas" e "reacionários", talvez até "conservadores", "elite" e "aproveitadores". Mereciam destaque dentre os marginalizados, a ponto de se adotar a expressão "publicanos e pecadores" para aludir àqueles que não observavam a Lei. Realmente, os publicanos não eram cidadãos acolhidos nas melhores casas de família judias. Mateus, também chamado de Levi, era um desses homens importantes e ao mesmo tempo socialmente reprovados, mas no seu caso parece que o problema residia tão somente em sua condição profissional. Não há pelo menos notícia bíblica de que Mateus fosse corrupto, diferentemente de Zaqueu.
Já Simão Cananita era uma espécie de "guerrilheiro". Você ri de sua ambição de vencer o Império Romano? De fato, parece uma quimera, uma utopia, mas houve mesmo esse grupo com anseios "revolucionários". Além dos cananitas havia outros grupos politicamente definidos, como os herodianos, que se aliaram à Dinastia de Herodes; e os fariseus, partido político-religioso contrário à influência helenista e crente na vinda de um messias político, que libertaria Israel do opressor estrangeiro. Simão, pelo jeito, preferiu a luta armada.
Gostaria imensamente de saber se Mateus e Simão chegaram a dialogar sobre sua condição social e preferências políticas. Talvez um dia me falem sobre isso lá nos Céus. Mas, de toda sorte, vejo com alegria a união cristã dos diferentes num grupo tão pequeno. Aqueles homens, independentemente de qualquer coisa, eram crentes em Cristo. Só Jesus pode moldar a visão e o coração do Homem. Nenhuma doutrina política e nenhum estado social têm esse condão.
 

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
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Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.