quinta-feira, 23 de julho de 2015

SOBRE MULHERES QUE NÃO QUEREM TER FILHOS

Vamos a um assunto controvertido: o número crescente de mulheres que não querem ter filhos. A Bíblia tem algo a dizer sobre esse fenômeno social?
Antes, é necessário situar o problema: você, leitor (a), deve conhecer algumas mulheres que não querem gerar filhos. São, em geral, mulheres com um bom nível social e educacional, que constroem um casamento ou união estável, mas não querem gerar filhos tão cedo ou nunca. Motivos? Elas querem aproveitar a vida; acham muito chato acordar no meio da madrugada para acudir uma criança chorosa; não querem a dor ou as cicatrizes do parto; não planejam levar crianças a festinhas infantis; querem viajar, passear, conhecer o mundo, construir uma carreira de sucesso, enfim, ser felizes...
Reconheço que nem todas as pessoas são vocacionadas ao casamento - estas seriam as celibatárias - mas são a minoria. Se alguém se casa, o desejo de não ter filhos é antinatural. O natural é querer filhos. Gerar filhos é uma das maiores realizações de uma pessoa.
Se eu dissesse que algumas pessoas não deveriam mesmo ter filhos, dada a sua falta de devoção à vida paterna/materna, logo veria que todos os motivos para isso poderiam se resumir na palavra "pecado". Assim pensando, uma pessoa egoísta não poderia ter filhos porque só pensa em si mesma; uma pessoa preguiçosa não poderia ter filhos porque não gosta de trabalhar; uma pessoa maligna não deveria ter filhos porque só pensa em produzir o mal...
No entanto, como o pecado é uma coisa a ser repudiada no procedimento humano, ainda que, em determinados casos, entendêssemos que certas pessoas não estariam preparadas para a geração de filhos, tratar-se-ia de situações excepcionais e não recomendadas como paradigma.
O mesmo movimento feminista que "despertou" a mulher para a suposta dispensabilidade do marido conduziu-a ao entendimento de que filhos também seriam dispensáveis. 
A Bíblia diz, entre outras numerosas passagens sobre a família, que "os filhos são herança do Senhor" (Sl 127.3), e que a mulher deve cumprir a "missão de mãe" (I Tm 2.15).
Terá sido machismo de Paulo o afirmar que existe uma missão de mãe? Se é de machismo que se cuida, então essa passagem não foi divinamente inspirada (Deus é machista?). E, se essa passagem não foi divinamente inspirada, logo poderíamos afirmar que algumas passagens bíblicas seriam fruto de pressuposições culturais e circunstâncias históricas... Mas é isso o que diz a "Teologia Gay", e, num contexto ampliado, o Liberalismo Teológico!
A missão de mãe existe, tem origem divina e alto valor histórico e social. A educação e a preparação para a vida passam, em grande medida, pelos conselhos e cuidados de u'a mãe zelosa.
Não querer filhos é o contrário da vocação da mulher, é a negação da natureza, é um verdadeiro contrassenso, é um dos frutos do egoísmo (sempre decorrente do Pecado Original).
Pobre da nação que já não tem prazer em gerar filhos: sofrerá com o enfraquecimento de sua cultura, com a queda da população economicamente ativa, com o aumento exponencial de idosos desamparados, com dificuldades econômicas relacionadas a sistemas de saúde e previdência, com a necessária importação de enormes levas de imigrantes nem sempre preocupados com os fundamentos histórico-culturais do país.
Dou graças a Deus porque tenho mãe, que cumpriu sua missão com maestria. Dou graças a Deus porque minha esposa é u'a mãe exemplar, dedicada, firme, inteligente, amorosa. Dou graças a Deus porque temos três filhos.
Nesses tempos difíceis, alguns crentes pensam que os maiores desafios são impostos pela ideologia de gênero e outras bandeiras da agenda gay... Mas há variados problemas que esses tempos difíceis têm introduzido em nossas próprias casas e igrejas, enquanto achamos tudo muito normal.




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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.