domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro

Não poderia deixar de comentar alguma coisa a respeito dos dez anos do 11 de setembro, quando aviões guiados por terroristas islâmicos se chocaram contra as duas torres do World Trade Center, em Nova York, nos Estados Unidos. Naquele dia o mundo mudou.
Onde eu estava quando as torres caíram? Eu era um advogado recém-formado - minha formatura foi em 29 de março de 2001, portanto, havia menos de seis meses. Ainda residia em Viçosa/MG, onde fiz o curso de Direito, e tentava a advocacia a partir do escritório de um professor, num bairro periférico daquela cidade. O professor havia praticamente fechado o escritório, que eu e alguns colegas buscávamos reabrir. Não eram fáceis aqueles dias de formado/desempregado. Eu estava morando com uma família da igreja batista que eu frequentava. O chefe da família era um respeitado professor da Universidade Federal de Viçosa e um dos líderes da igreja.
Não tive condições de assistir ao vivo à queda das duas torres, pois eu estava no escritório, para o qual eu ia a pé. De volta, ainda pela manhã, ouvi da dona da casa informações ainda incipientes: um avião havia se chocado contra um prédio de cerca de cinquenta mil pessoas nos Estados Unidos. A coisa, no entanto, era bem maior que isso, e aos poucos se descobriu que se tratava da rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, que um dia fora treinado pelos Estados Unidos para combater a invasão soviética na Ásia Central.
Do 11 de setembro brotaram duas guerras, como nós sabemos, as quais ainda perduram: no Afeganistão e no Iraque. Osama bin Laden morreu dia desses, sob a batuta do presidente Obama. Direitos civis passaram a uma revisão. Mudou-se a rotina dos aeroportos em todo o mundo. Os americanos lotaram a prisão de Guantánamo com pessoas sobre as quais pudessem pesar meras suspeitas de associação com o terrorismo. Em lugar das guerras entre nações,  passou-se a pensar em guerras contra um inimigo sem nação, ou multinacional, servido por governos ou grupos extremistas. Era a doutrina Bush a despontar.
O mundo mudou há exatos dez anos. Como disse a minha esposa, o 11 de setembro deve se tornar uma daquelas datas que dividem as Eras, como a Queda de Roma (476), a tomada de Constantinpla pelos turcos otomanos (1453) e a Revolução Francesa (1789). E nós vimos isso!
Seria apavorante pensar em todas essas coisas sem esperar em Deus. Fico a imaginar como as pessoas conseguem viver sem Cristo, sem a orientação da Bíblia. Tsunamis, terremotos, guerras, rumores de guerra, epidemias planetárias... Se procurarmos bem, as Escrituras nos dirão o que precisamos saber.
O que tenho em mente é que Deus não perdeu o controle sobre a história. Ele é Soberano. Não percamos a esperança jamais. Quando pensarmos que as coisas estão em convulsão total, pode ser que o sol venha a brilhar com maior vigor.

 

Um comentário:

Lucio disse...

Muitos afirmam que os atentados de 11 de setembro são uma prova do fim dos tempos. No entanto, segundo a Bíblia, Jesus virá quando ninguém tiver mais expectação de sua vinda.
Quando o mundo estiver em paz e segurança, quando zombadores disserem: "Cadê a promessa de sua vinda?" Aí sim a repentina destruição virá. Por isto creio que tudo tende a melhorar como tem melhorado nos últimos anos. Hoje as pessoas repudiam as guerras, vive-se mais, a tecnologia está unindo e ajudando o mundo. Hoje procuramos e falamos em paz.
Como pós-milenista vejo o "milênio" chegando em seu período dourado, onde a terra se encherá do conhecimento do Senhor e, por fim, a vinda como ladrão à noite do Senhor da Glória.Um ladrão não manda sinais e nem avisos de sua vinda!
Os atentados de 11 de Setembro matam apenas umas três mil pessoas ao passo que a segunda guerra mundial mataram mais de vinte milhões segundo alguns.
Vamos aguardar, pois dias melhores já estão vindo e quando o mundo estiver adormecendo, virá o Senhor!

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.