quinta-feira, 14 de maio de 2015

Anotações de um apóstolo em seus primeiros dias seguindo a Jesus

Meu nome é Levi, mas também me conhecem como Mateus. Exerço uma profissão bem remunerada e pouco reconhecida: sou cobrador de impostos. Na verdade, minha classe é alvo de preconceito social, pois as pessoas pensam que somos necessariamente ladrões, e que traímos a Nação, porque o dinheiro cobrado vai para os cofres do Imperador romano, e eu recebo uma comissão por isso.
Dia desses ocorreu uma coisa totalmente diferente em minha vida. Obedeci ao chamado de Jesus de Nazaré. Ele me chamou quando eu estava assentado na coletoria, e não pude recusá-lo. Jesus, nosso Mestre, fala com autoridade, opera milagres, tem verdadeira compaixão, e multidões escutam as Suas palavras. Algo extraordinário está acontecendo por aqui.
Entre os muitos discípulos, o Mestre Jesus formou um grupo de Doze, ao qual eu também pertenço. Somos os Seus apóstolos, e sei que Ele nos está ensinando lições profundas e importantes.
O grupo é em sua maioria formado por homens simples e iletrados. Eu e Judas Iscariotes temos uma formação um pouco melhor. O próprio Mestre determinou que Judas fosse o nosso tesoureiro.
Simão, chamado Pedro, é pescador, assim como seu irmão André e os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João. Simão Pedro fala bastante, e muitas vezes se precipita. Ele fala antes de pensar, é uma pessoa impulsiva, daquelas que numa reunião não conseguem ficar caladas. André, seu irmão, é diferente.
Tiago e João deixaram a empresa de pesca de seu pai para seguir a Jesus. São pescadores bem-sucedidos. João é ainda jovem.
Percebo que Jesus vai formando uma amizade mais estreita com Simão Pedro e os filhos de Zebedeu. Acho natural que isso aconteça.
Filipe, natural de Betsaida como Pedro e André, foi quem encontrou Natanael, também chamado Bartolomeu, e este se juntou ao grupo de discípulos após uma conversa com Jesus.
Como eu disse, temos um tesoureiro, Judas Iscariotes. Ele parece muito dedicado a cuidar do dinheiro que se vai arrecadando.
Há em nosso meio um zelote, chamado Simão, que até outro dia queria derrubar o domínio romano à base de luta armada... Imaginem... Um pequeno grupo armado venceria o poderio romano? Mas ele se rendeu ao Mestre. Quem diria? Eu, um homem do sistema, que dependo dos tributos cobrados do povo, trabalho ao lado de um ex-guerrilheiro... Jesus é capaz de tudo!
Tomé, chamado Dídimo, Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu são os demais discípulos. Essa é a nossa turma...
Que se cumpra em nossas vidas a Palavra do SENHOR!


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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.