sexta-feira, 12 de agosto de 2011

MILHÕES DE BRASILEIROS ESTÃO SEM REPRESENTAÇÃO POLÍTICA

Vou começar com uma nota sobre minha própria terra: o governo petista aqui na Bahia gaba-se de fazer mais "para quem mais precisa". Isso implica em gastos com programas que supostamente melhoram a vida de parte da população, mas sem políticas públicas que promovam mudanças profundas na prestação de serviços básicos como saúde, educação e segurança pública.
O governador Jaques Wagner disse com todas as letras, na campanha pela reeleição, que sua política de segurança pública é de cunho social. Sendo assim, ele defende, por via transversa, que nada pode fazer quanto ao sujeito que já é bandido. Devemos então esperar que daqui a treze anos as políticas estaduais em favor das crianças marginalizadas de cinco anos de idade possam evitar a criação de criminosos. E isso é contar com a sorte, não?
Enquanto isso, eu, minha família e todos os vizinhos na região vivemos com medo, adotando pequenas medidas de segurança todos os dias, e sem poder sair de casa a pé.
Pagamos elevados impostos, mas precisamos gastar ainda mais por educação, saúde, estradas e segurança. Pagamos, pois, duas vezes, e não temos maior qualidade de vida. 
Ainda por cima, a política de defesa social das esquerdas é baseada na ideia rousseauneana de que o homem nasce bom e a sociedade o perverte. Ora! Como cristão, é claro que não posso olvidar a realidade do pecado. E isso não é fundamentalismo evangélico, senhores! É apenas sinal de coerência entre minha confissão de fé e minhas ideias políticas.
O ser humano é pecador e ponto final. Por isso, cabe ao Estado conter as ações mais violentas e ameaçadoras contra os bens de maior valor, como a vida, a saúde, a integridade física e moral, a liberdade, a propriedade, a paz, o sossego e o meio ambiente. Como o Estado não pode transformar o Homem, sua função é de freá-lo. 
Em meu modesto entendimento, o Estado não deve promover mais do que saúde, educação, segurança pública, comércio exterior, defesa e infra-estrutura (portos, aeroportos, estradas e fomento a parques industriais). No mais, deve regular a economia, socorrer os miseráveis por meio de assistência social, incentivar pequenas e médias empresas e dar subsídios para que as pessoas cresçam. Não muito mais que isso. Se tentar fazer demais, ficará sem dinheiro.
No entanto, talvez no ideário das esquerdas a "burguesia" precise sofrer e carregar o piano! E, sendo pessoa de pele clara, com nível superior, e líder de uma família estruturada, não posso contar com as cotas multiculturalistas nem com a piedade do Estado.
De fato, descobri que as "elites" do lulo-petismo são os membros da classe média, pois os muito pobres recebem benefícios sociais e os muito ricos, dinheiro do BNDES e lucros no mercado financeiro. No meio, resta comprimida a classe média.
Em vez de um Estado social-democrático, temos um Estado assistencialista e inchado, cheio de secretarias alçadas a ministério e ministérios criados pela inventividade petista: um ministério para a política racialista, outro para a política feminista, outro para a pesca, outro, ainda, para as cidades. E temos - desde FHC até hoje, mas piorando muito - um ministério da agricultura convivendo com um ministério do desenvolvimento agrário. Por que não um ministério só para a agricultura e política fundiária?
Bem, creio que está mais do que na hora de uma mudança de rumo. O Brasil agoniza. Milhões escoam pelo ralo com esse pessoal assinando convênios para ONG´s fantasmas ou que não ajudam muito. E a presidente sem fazer outra coisa senão se irritar e dar broncas.



Um comentário:

João Armando disse...

Uau, fazia tempo que não via um post! Cheguei a pensar que o blog fora desativado.
Quanto ao tamanho do estado e suas funções, concordamos. Quanto ao motivo de haver dois ministérios para tratar das mesmas coisas, a resposta é óbvia - mais empreguismo, mais roubos, mas vagas para acomodar parasitas que sugam as tetas do mesmo estado inchado e ineficiente. É pena.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.