sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O casamento da Record com o petismo

A Rede Record é uma televisão que se casou com o petismo, não por ideologia, mas por interesse: ambos não gostam da Globo. Apropriada por um certo bispo Edir Macedo, dono, quero dizer, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record faz hoje um jornalismo chapa-branca, sensacionalista, repleto de repórteres ditos de esquerda e comentários de apelo popularesco.
Vejam a lista: Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Christina Lemos, Ricardo Kotscho, Rodrigo Vianna. Paulo Henrique Amorim faz verdadeira cruzada contra a emissora de Roberto Marinho, de quem foi empregado. Tem um blog esquerdista chamado Conversa Afiada, e não perde tempo para falar da Globo. Outro dia, quando ele entrevistava o senador petista Walter Pinheiro, dava para pensar de vez em quando que se estava assistindo à TV Brasil, aquela emissora do ex-global Franklin Martins - que, diga-se, depois que saiu de lá recordou que um dia foi guerrilheiro, entrou para o governo Lula, tentou controlar a imprensa e felizmente não conseguiu. Na entrevista, cada palavra do senador baiano era seguida com ar de felicidade por Amorim, com sorrisos interlacados por "claro, claro". O assunto? O projeto de lei que manda inserir três horas e meia semanais de produção brasileira na TV paga e que autoriza as empresas de telefonia a distribuir conteúdo televisivo. Amorim gostou.
Já assisti a trechos de uma reportagem de Luiz Carlos Azenha em que senti o cheiro de exaltação a Hugo Chávez. Azenha mantém o "site" viomundo.com.br, em que propõe mostrar o que "você não vê na mídia", como se ele mesmo não fizesse parte dela. Rodrigo Vianna é outro desses, cheio de sorrisos diante de Marco Aurélio Garcia, o Assessor de Lula e de Dilma para a sua péssima política internacional. Mantém o "site" rodrigovianna.com.br.
Parece que um dos requisitos para ser repórter da Record ou da Record News é rezar na cartilha da esquerda. Coitado do Heródoto Barbeiro. Terá de continuar discutindo política com Ricardo Kotscho, comentarista que já foi Secretário de Imprensa de Lula (outro dia ele estava tentando explicar o alinhamento de Lula com Kadafi...), a partir de sua visão privilegiada na tenda do ditador-amigo.
Christina Lemos parece o Kennedy Alencar com aquela imagem de quem colhe informações de dentro do ninho do poder, dos "bastidores da política". Mas Kenndey Alencar é um dos infiltrados do petismo (ou do lulismo) na Folha de São Paulo! Está em outro front.
Não posso deixar de mencionar a linha editorial, de que é emblema o jornal Fala Brasil: notícias empacotadas com muita violência, amenidades, celebridades, mas sem densidade nem juízo crítico. As críticas passam ao largo das coisas mais importantes do país, restando comentários supostamente graves sobre fatos do cotidiano.
Esse problema da Record deveria ser objeto de estudo nas academias de jornalismo e tema do Observatório da Imprensa, da TV Brasil. Por que Douglas Tavolaro, Vice-Presidente de Jornalismo daquela emissora, escalou tantos jornalistas alinhados com o petismo? Duvido de que eles sejam obrigados a escrever e falar aquilo tudo - demonstram alegria ao construir esse tipo de jornalismo. Mas, por que o recrutamento? Seria coincidência?
Desde que foi preso em 1992 e alvo de reportagens críticas da Globo, Edir Macedo deve ter estabelecido um norte para sua vida: acabar com o que chama de "monopólio da Globo", o que deve ser lido por "tirar da Globo o primeiro lugar". Essa é uma obsessão, que parece ser compartilhada por muitos de seus empregados. Falar mal da Globo é importante para Macedo, que, embora seja um mega-capitalista e representante de tudo o que as esquerdas sempre depreciaram (suposto neopentecostal, líder de igreja, empresário da "mídia"), fez um acordo com o petismo para auferir meios de abater sua inimiga.
Tudo isso pode ser simples hipótese sem fundamento, coisa de espectador de televisão que procura pensar com a própria mente...Mas que os leitores pensem na possibilidade de que eventuais irritações tradicionais contra a Globo acabem criando um outro monstro. Seja pela direita, seja pela esquerda, a manipulação de mentes é coisa do diabo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nada justifica o comportamento homossexual

Ontem estava ministrando aula à classe de jovens da igreja que frequento, e o tema da revista Lições Bíblicas, da CPAD, era a Igreja como agente transformador da sociedade. Logo no início, um aluno perguntou o que eu acredito que deveria ser feito pelos crentes se o PLC 122/06 fosse aprovado. Sua pergunta, e talvez principalmente a minha resposta, conduziram a aula para uma discussão em torno do homossexualismo. E aí a coisa esquentou...
Minha opinião sobre as causas do homossexualismo deixaram um outro jovem bastante agitado. Parece ser um rapaz inteligente, mas creio que não fui suficientemente claro, porque ele não entendeu o que eu disse. O jovem pensa que todo homossexual "tem o demônio no corpo". Não penso assim. Acusou-me de só empregar "conhecimentos humanos", "psicologia". Eu uso a Bíblia, mas não sou de espiritualizar tudo. A Bíblia deve ser estudada com exame da realidade à nossa volta.
Eu não disse nada de espetacular: afirmei que entendo haver duas formas de comportamento homossexual, a saber: a prática homossexual daqueles que, sendo em geral heterossexuais, se lançam a experiências diferentes, em busca do prazer; e a tendência homossexual daqueles que, por alguma razão em sua formação pessoal, não sentem afeição pelo sexo oposto. Foi isso o que eu disse. Mas nada disso justifica o comportamento homossexual. Nada justifica o pecado. Na verdade, o sangue de Jesus purifica de todo o pecado (I Jo 1.9).
Ninguém nasce homossexual. Homossexualismo não é doença física nem psíquica. Homossexualismo não é estilo de vida. Homossexualismo não é um tertium genus. Homossexualismo é pecado.
Apenas entendo que algumas pessoas deparam na vida com certas circunstâncias familiares e/ou sociais que criam um ambiente favorável à prática homossexual, à identificação homossexual. Pode ser aquele caso clássico de um pai ausente, a mãe ditatorial e a casa cheia de mulheres - mas nem isso, registre-se, é condição suficiente para a indução à identidade homossexual. Ocorre que um ambiente desprovido da figura masculina/paternal pode gerar distorções morais/psicológicas no indivíduo, sem que se configure uma enfermidade. Creio que conflitos existenciais estão relacionados à tendência homossexual, e doenças psíquicas podem estar relacionadas, mas o homossexualismo em si não é doença, tampouco uma sentença genética ou ambiental.
Homossexuais podem ser curados? Se se tratasse de uma doença, esse seria o termo mais adequado, mas, se se trata de um pecado, entendo que homossexualismo pode ser removido pelo poder que há em Jesus. 
Quem crê nas Escrituras Sagradas não pode vacilar quanto a esse tema. Confiram-se alguns textos: Lv 19.22; 20.13; Rm 1.24-27; I Co 6.9,10; I Tm 1.8-11. Quem diz que segue a Bíblia e afasta alguns de seus preceitos porque não lhes parecem convenientes deve repensar sua fé.
É certo que os textos bíblicos devem ser interpretados a partir de critérios coerentes, como o gramatical, o teleológico, o histórico, o contextual e o sistemático, recorrendo-se, ainda, para a transposição cultural. Todavia, não se deve anular afirmações de caráter universal e normativo, como a assertiva de que a prática homossexual é abominação ao SENHOR - isso não deixou de ser um fato. O que não é universal nesses textos é a tipificação dessa prática como crime, pois o transfundo era uma época inserta na Idade Antiga, o que não pode ser desprezado.
Bem, o texto ficou longo. Eventualmente retornaremos ao assunto.

sábado, 20 de agosto de 2011

A censura gay já começou

Não consigo acreditar que uma decisão judicial determinou a retirada de outdoor  na cidade de Ribeirão Preto/SP se não havia absolutamente nada que contrariasse a Constituição na mensagem ali contida. Mas aconteceu, e o pedido foi feito pela Defensoria Pública! 
Segundo a Folha On Line, a Igreja Casa de Oração instalou um outdoor com dizeres bíblicos, sem nenhum comentário. Por se tratar de uma semana em que os ativistas gays farão sua Parada na cidade, o movimento entendeu que era uma provocação. Isso foi suficiente para que, em sede liminar, o texto fosse retirado, sob pena do pagamento de multa civil de dez mil reais diários. 
Pronto, se essa decisão for confirmada teremos um passo enorme para a instalação de uma ditadura gay no Brasil. Não estou usando uma hipérbole: é ditadura mesmo, porque esses militantes acham que seu comportamente não pode ser criticado, nem mesmo com o emprego de um Livro milenar, usado, total ou parcialmente, por três grandes religiões do mundo - o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo.
Esse negócio de defesa da diversidade  sexual está indo longe demais, a ponto de pretensos democratas defenderem abertamente a censura. Numa das reportagens da Folha On Line, o ativista homossexual dizia que o pastor pode dizer o que pensa o ano todo, exceto na semana da Parada Gay...O que é isso, meu Deus? Então existe uma semana de lacuna constitucional, em que a democracia e a liberdade de expressão cedem passagem ao arbítrio de uma minoria, ferindo de morte os direitos fundamentais?
Vivemos a era da mediocridade e da confusão: de um lado, um juiz determina a supressão de mensagem bíblica inserta em local público; de outro lado, o STF decide que as passeatas em defesa da legalização do uso da maconha não são atos de apologia ao crime...O que é isso?
Em nome de uma agenda liberal, a política e o direito têm se rendido a artifícios que ferem a lógica, o bom senso, a justiça e a própria noção de Estado de Direito Democrático. Vivemos tempos difíceis.

Leia as reportagens: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/961624-outdoor-evangelico-gera-critica-de-gays-em-ribeirao-preto-sp.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/962781-mensagens-em-outdoor-evangelico-criticado-por-gays-sao-retiradas.shtml

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Uma Igreja Luterana, um sino e a "persona non grata"

Quando começou a reportagem do Bom Dia Brasil sobre a polêmica em torno das baladadas de um sino em Nova Petrópolis/RS, pensei tratar-se de uma Igreja Católica, mas não! Era uma Igreja Luterana... - desculpem a ignorância, mas penso estar perdoado porque quase nunca vi uma Igreja Luterana por perto. Talvez isso se dê por se tratar de uma igreja praticamente étnica.
Ocorreu o seguinte: um morador acionou a Justiça para reclamar do incômodo gerado pelo sino da Igreja, que toca doze badaladas à meia-noite e o impede de dormir direito. A fúria da cidade foi tamanha que, subscrito um abaixo-assinado por seis mil pessoas, a Câmara de Vereadores deu ao cidadão o título de persona non grata. Meu Deus! Tudo por causa de uma tradição! Quanto provincianismo!
Estamos diante de um caso de tradicionalismo,  intolerância e falta de civilidade. É como reza aquele provérbio: "Tradição é a doutrina viva dos mortos. Tradicionalismo é a doutrina morta dos vivos". O que a população de Nova Petrópolis/RS fez com aquele cidadão, chamando-o de persona non grata, foi de uma incorreção sem tamanho. Isso é o que eu chamo de dano moral.
Ora, não existe maioria contra regras fundamentais. Mesmo que toda a população de uma cidade resolva violar a Constituição, nem mesmo assim a Constituição deverá ser violada. E o que aconteceu naquela cidade foi o ferimento da Lei Fundamental, a ponto de milhares de pessoas contarem com o apoio do Poder Legislativo local para rebater um pleito justo. O homem aparentemente estava certo, e as seis mil pessoas, erradas. Mas venceu o arbítrio "democraticamente" escolhido. É por essas e outras que se deve ter muito cuidado com maiorias.


Indicação de artigo na Revista Época

Por sugestão de dois colegas do trabalho, li um excelente texto de Eliane Brum, na Revista Época, sob o título "Meu Filho, você não merece nada". O link está aqui:  http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html
A autora trata da geração de adolescentes e jovens que não sabem lidar com as frustrações nem com a dureza da vida porque assimilaram a ideia errada de que têm direito à felicidade, de que merecem ser felizes simplesmente porque nasceram. É um texto que vai na contramão de uma psicologia idiotizante que creio prevalecer em nosso mundo.
Além disso, penso que Eliane Brum nos ajuda a refletir sobre os danos que o Triunfalismo provoca nos corações dos jovens, uma vez que essa corrente teológica mente para as pessoas dizendo que elas não irão sofrer, que não vencedoras em todas as coisas, que sua condição de "Filhos do Rei" as isenta dos males desta vida...
Eu sei que somos "mais do que vencedores por aquele que nos amou", segundo o escrito de Paulo aos Romanos, mas essa vitória não se dá sem problemas, decepções, medos, ansiedades, fugas, sofrimentos. E não nos livra da morte física, dos acidentes, das vulnerabilidades. 
É importante que compreendamos que os pensamentos teológicos não são brinquedos, mas estruturas confessionais que irão conduzir o comportamento das pessoas, para o bem ou para o mal. Se se crê na Teologia da Propriedade, está-se acreditando em mentiras, e mentiras não produzem nada de bom. Não se trata, pois, de simples polêmica, amor pelo debate apologético ou mera disputa entre doutrinas, mas de atentarmos para o fato de que nossa conduta será inspirada pelo que cremos.
Leiam o texto indicado e tirem suas conclusões.
 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Crescimento de evangélicos sem vínculo denominacional como manchete principal da Folha

A Folha de S. Paulo traz hoje como matéria de capa a notícia de que, de acordo com a Pesquisa por Orçamentos Familiares, do IBGE, o número de evangélicos sem vínculo denominacional cresceu de 4 para 14% entre 2003 e 2009. O grupo seria formado por pessoas que deixaram suas igrejas de origem e não frequentam nenhuma outra igreja, e por aquelas que vão a diferentes igrejas ao mesmo tempo. Seriam, segundo Ricardo Mariano (PUC/RS) os que preferem crer sem pertencer.
Outra informação interessante é que a Igreja Universal do Reino de Deus perdeu 24% de seus seguidores nesse período, o que é um dado muito expressivo. A reportagem expõe como possível explicação a criação de igrejas dissidentes. Pode ser. Mas acredito que a Universal sempre perdeu muitos adeptos para igrejas como a Assembleia de Deus, e isso ocorre quando as pessoas percebem que lá não se ensina a Palavra sistematicamente, ou que não se ensina a Palavra mesmo. É uma hipótese.
A matéria da Folha indica a opinião de especialistas no sentido de que haveria o surgimento de um tipo de evangélico "não-praticante", como os católicos brasileiros. De fato, o exemplo usado é de uma moça que frequenta a Igreja Católica por causa dos folhetos distribuídos; a Igreja Deus é Amor, por causa de um pastor "que fala uma língua doida"; e a Igreja de Nova Vida porque lá se lê muito a Bíblia...Parece que essa moça é mesmo uma evangélica não-praticante, mas ela não reflete todo o fenômeno.
Creio que, por diversos fatores, há uma tendência ao não-pertencimento: a pós-modernidade caracteriza-se justamente pelo individualismo, pelo pluralismo religioso e pela religião de consumo; muitos crentes têm se desiludido com a politicagem eclesiástica e/ou com o peso do centralismo na forma de governo de suas igrejas; o aumento numérico dos evangélicos tem sido mais um inchaço do que crescimento genuíno, porque sem estrutura confessional; o incremento intelectual tem conduzido muitos crentes a questionar as coisas à sua volta.
Já escrevi neste blog sobre esse tema, e creio que não foi pouco. Preocupo-me com esse estado da Igreja brasileira. Até escrevi um post sob o título "Eu compreendo os sem-igreja", mas na exata medida da compreensão de motivos que conduzem muitos ao não-pertencimento, e não como empréstimo de justificativa. Na verdade, eu penso que o pertencer a uma igreja é parte do credo cristão!
De toda maneira, uma coisa é não ser membro de uma denominação e outra, bem diferente, é não participar de nenhuma igreja. Com efeito, existem os crentes que frequentam assiduamente igrejas "informais", sem personalidade jurídica, e que não podem ser considerados "sem vínculo". Embora talvez façam parte de um movimento de "desinstitucionalização", diferem daqueles que simplesmente não querem pertencer ou não foram corretamente ensinados sobre a necessidade de filiação a uma igreja. Não sei se a pesquisa atentou para isso.
Ontem, ao assistir à aula na escola dominical, comentei que as igrejas devem se pautar pelo ensino da Palavra, independentemente da quantidade de membros que essa conduta possa produzir. Até mesmo poderá haver perda de membros. Mas não foi Jesus que perguntou aos Seus discípulos se eles também não queriam ir embora, depois de um duro discurso do Mestre (cf. Jo 6.60-71)? Precisamos ensinar a Bíblia, e não o que as pessoas querem ouvir.
Esse movimento de crer sem pertencer é muito mais profundo do que se pode explicar por meio de conhecimentos sociológicos, demográficos ou antropológicos. Creio que a teologia tem algo a dizer.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

MILHÕES DE BRASILEIROS ESTÃO SEM REPRESENTAÇÃO POLÍTICA

Vou começar com uma nota sobre minha própria terra: o governo petista aqui na Bahia gaba-se de fazer mais "para quem mais precisa". Isso implica em gastos com programas que supostamente melhoram a vida de parte da população, mas sem políticas públicas que promovam mudanças profundas na prestação de serviços básicos como saúde, educação e segurança pública.
O governador Jaques Wagner disse com todas as letras, na campanha pela reeleição, que sua política de segurança pública é de cunho social. Sendo assim, ele defende, por via transversa, que nada pode fazer quanto ao sujeito que já é bandido. Devemos então esperar que daqui a treze anos as políticas estaduais em favor das crianças marginalizadas de cinco anos de idade possam evitar a criação de criminosos. E isso é contar com a sorte, não?
Enquanto isso, eu, minha família e todos os vizinhos na região vivemos com medo, adotando pequenas medidas de segurança todos os dias, e sem poder sair de casa a pé.
Pagamos elevados impostos, mas precisamos gastar ainda mais por educação, saúde, estradas e segurança. Pagamos, pois, duas vezes, e não temos maior qualidade de vida. 
Ainda por cima, a política de defesa social das esquerdas é baseada na ideia rousseauneana de que o homem nasce bom e a sociedade o perverte. Ora! Como cristão, é claro que não posso olvidar a realidade do pecado. E isso não é fundamentalismo evangélico, senhores! É apenas sinal de coerência entre minha confissão de fé e minhas ideias políticas.
O ser humano é pecador e ponto final. Por isso, cabe ao Estado conter as ações mais violentas e ameaçadoras contra os bens de maior valor, como a vida, a saúde, a integridade física e moral, a liberdade, a propriedade, a paz, o sossego e o meio ambiente. Como o Estado não pode transformar o Homem, sua função é de freá-lo. 
Em meu modesto entendimento, o Estado não deve promover mais do que saúde, educação, segurança pública, comércio exterior, defesa e infra-estrutura (portos, aeroportos, estradas e fomento a parques industriais). No mais, deve regular a economia, socorrer os miseráveis por meio de assistência social, incentivar pequenas e médias empresas e dar subsídios para que as pessoas cresçam. Não muito mais que isso. Se tentar fazer demais, ficará sem dinheiro.
No entanto, talvez no ideário das esquerdas a "burguesia" precise sofrer e carregar o piano! E, sendo pessoa de pele clara, com nível superior, e líder de uma família estruturada, não posso contar com as cotas multiculturalistas nem com a piedade do Estado.
De fato, descobri que as "elites" do lulo-petismo são os membros da classe média, pois os muito pobres recebem benefícios sociais e os muito ricos, dinheiro do BNDES e lucros no mercado financeiro. No meio, resta comprimida a classe média.
Em vez de um Estado social-democrático, temos um Estado assistencialista e inchado, cheio de secretarias alçadas a ministério e ministérios criados pela inventividade petista: um ministério para a política racialista, outro para a política feminista, outro para a pesca, outro, ainda, para as cidades. E temos - desde FHC até hoje, mas piorando muito - um ministério da agricultura convivendo com um ministério do desenvolvimento agrário. Por que não um ministério só para a agricultura e política fundiária?
Bem, creio que está mais do que na hora de uma mudança de rumo. O Brasil agoniza. Milhões escoam pelo ralo com esse pessoal assinando convênios para ONG´s fantasmas ou que não ajudam muito. E a presidente sem fazer outra coisa senão se irritar e dar broncas.



Fale comigo!

Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@gmail.com. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.