terça-feira, 29 de junho de 2010

A graça salvadora, a santificação pessoal e a esperança da Igreja

No domingo, preguei sobre a passagem de Tt 2.11-15. Segue um resumo:
  • A graça salvadora é muito mais do que pode expressar o repetido clichê "favor imerecido". É a intervenção da bondade, da justiça e do amor de Deus no curso da História humana, interrompendo o fluxo que ia do pecado ao inferno. Só existe salvação por causa da manifestação da graça de Deus, por iniciativa do próprio Deus. Por isso, não há mérito, qualidade ou esforço humano que possa adquirir algum valor salvífico. Toda salvação procede do SENHOR. Em todas as religiões, com exceção do Cristianismo Bíblico, o Homem (acha que) pode fazer alguma coisa para ser salvo, aperfeiçoado ou para obter a vida eterna. Somente o Evangelho declara que o Homem nada pode fazer por si mesmo.
  • O objetivo da salvação pela graça é a santificação pessoal, por meio da qual o crente deixa a "impiedade" e as "paixões mundanas". "Impiedade" é falta de piedade. "Paixões mundanas" vão muito além de práticas sexuais ilícitas, dizendo respeito a pecados em geral, como, por exemplo, invejas, ciúmes, altercações, ódio, relacionamentos conturbados e sentimentos atrapalhados quanto a Deus. Fomos salvos para deixarmos a condição de ímpios e as paixões de toda sorte. Isso exige uma reflexão constante sobre a nossa conduta como cristãos.
  • Todo crente em Cristo guarda em seu coração a "bendita esperança" da Vida Eterna. Assim como a graça se manifestou salvadora, a glória de Cristo se manifestará aos salvos. Mais uma vez, a iniciativa parte do SENHOR. Só alcança a glória quem foi alcançado pela graça. Não devemos esperar em Cristo apenas para as coisas desta vida (I Co 15.19).
  • Diante disso, urge tomarmos atitudes. Não podemos continuar vivendo da mesma forma. Precisamos entender que o Evangelho produz transformação radical. Devemos influenciar as pessoas com a Palavra de Deus em qualquer lugar. A mensagem de salvação chegou a nós gratuitamente, sem que houvéssemos feito absolutamente nada para isso. É como naquela ilustração do mendigo que disse ao outro onde encontrou o pão.

Um comentário:

João Armando disse...

Muito bem. Sem santificação, ninguém verá o Senhor. Como a Palavra é exata! Não disse "sem perfeição" mas sem santificação. Os frutos são a marca do verdadeiro cristão, da árvore boa. Hoje em dia, infelizmente, a mensagem que se prega é "aceite a Jesus" (o que não é terminologia bíblica, mas de Finney) para ganhar um lugar no céu - mas não se prega arrependimento, não se prega o senhorio de Cristo. Esse evangelho incompleto é uma árvore má que produz frutos maus, de gente interesseira, que acha que faz um grande favor ao Deus ao se converter, e que anda só atrás de vantagens. É a Lei de Gerson evangélica.

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.