segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O que faríamos de Cristo diante da ausência total de perspectiva existencial?

Ontem, no culto da noite em minha igreja, tive a oportunidade para dar uma saudação. A partir do texto de Lc 23.39ss, falei das diferentes atitudes dos ladrões que ladeavam Jesus, e da total ausência de perspectiva existencial para ambos. Mesmo sabendo que iria morrer dali a pouco, um dos malfeitores preferiu blasfemar contra o Filho de Deus, enquanto o outro, arrependido, pediu a Cristo que Se lembrasse dele quando entrasse no Seu Reino.

Sem nenhuma possibilidade de descer da cruz e começar uma nova vida, nenhum deles tinha condições de pensar em Cristo como amuleto para as necessidades e desejos existenciais. Não poderiam jamais usar o Nome de Jesus para fundamentar interesses mesquinhos, materialistas, nem poderiam basear sua fé em sentimentos, sensações ou instintos. Diante de si, apenas a morte, a não-existência, o caos dessa vida que se vai.

É aqui que reside a diferença entre as atitudes aqueles homens condenados à cruz: antevendo a entrada de Cristo em Seu Reino, um dos ladrões acreditou na mensagem do Filho de Deus e a Ele entregou o seu destino. Esse é o exemplo de quem crê em Cristo pensando nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra. A Salvação, para o ladrão convertido, traria benefícios espirituais e eternos, e não mais que isso.

Quem conhece a Bíblia não teve como não recordar agora de Cl 3.1-4, onde Paulo nos exorta a pensar nas coisas que são de cima, pois morremos com Cristo e a nossa vida está escondida com Cristo, em Deus. Se já ressuscitamos com Ele, temos diante de nós uma outra perspectiva, uma nova vida, uma outra dimensão. Por que, então, ancorar nosso discurso e nossos desejos em interesses sumamente materialistas e sensoriais?

Digo isso porque nós, evangélicos pentecostais, temos uma tendência ao exagero na área dos milagres. Cremos que os milagres têm que acontecer. Mas, quem disse isso? Enfatizar milagres demais é como materializar a fé, porque os milagres, embora de origem com isso corremos o risco de parecer muito espirituais, quando estamos sendo, na verdade, bem carnais.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.