quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O lulopetismo é um cancro no Brasil

No futuro, espero eu, a História narrará o quanto o lulopetismo prejudicou o Brasil em termos éticos, políticos e econômicos. 
É preciso reconhecer que se está diante de um verdadeiro mal. No entanto, é grande a quantidade de pessoas a pensar que o que os petistas fazem é o que todo mundo sempre fez em nosso país. Não, não é. O que o PT fez (e faz) é gravíssimo, e é inédito.
E o que o PT fez de tão grave?
  • Nunca em nossa História um partido político cooptou sindicatos, movimentos sociais e grupos de pressão como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político aparelhou o Estado, em todas as suas esferas, como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político dominou o mundo acadêmico como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político, instalado no governo federal, comprou os pobres como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político comprou os muito ricos como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político estabeleceu um método de compra de parlamentares como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político destruiu a Petrobras como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político deu dinheiro do BNDES, com juros subsidiados, para os "amigos do rei", como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político fez uma política externa tão próxima de ditaduras africanas e pseudodemocracias latinoamericanas, como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político roubou ou coordenou uma roubalheira tão grande, como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político desprezou tanto as instituições, como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político incentivou conflitos agrários, conflitos indígenas e conflitos raciais, como fez o PT;
  • Nunca em nossa História um partido político criou uma narrativa histórica tão mentirosa, revisionista e descarada como fez o PT.
Mas não é só petismo, e, sim, lulopetismo: nada seria como é sem ele, Luiz Inácio da Silva, o Lula, o chefe do PT, o homem a quem nada pega, que chefia esse esquema há mais de três décadas sem que nada lhe aconteça. 
Lula é "safo" (cf. o Min. Marco Aurélio Mello, do STF), é the man (cf. Barack Obama), é o homem por trás de figuras como José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, Silvinho Pereira, João Vaccari Neto, José Sérgio Gabrielli... 
Lula é o elo entre empreiteiras, partidos aliados, Petrobras, Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal... 
Lula é o elemento que explica tudo, porque ele é o chefe máximo do PT.
Lula inaugurou o coronelismo federal, ao distribuir bolsas assistencialistas para angariar votos por esse vasto Brasil.
Lula, operário por alguns anos na década de 70, tornou-se sindicalista e símbolo da "luta operária", liderando greves no ABC Paulista na época da ditadura, embora ele mesmo não fosse de esquerda nem soubesse o que é o Socialismo.
Enquanto o MDB, com Tancredo Neves, Ulysses Guimarães e tantos outros, lutava pela redemocratização, Lula fazia seus acordos trabalhistas, dava seus gritos, inflamava as massas, mas não estava realmente num compromisso com a verdadeira democracia. Lula queria crescer e aparecer.
O PT surgiu em 1980, formado por sindicalistas, "intelectuais" e grupos ligados à Igreja Católica. Era (e continua sendo) um partido de esquerda, com tudo o que caracteriza a esquerda, em geral: "progressismo", luta de classes, suposta defesa de minorias, bandeiras socialistas ultrapassadas, revisão histórica, iconoclastia, utopia, idealismo superficial, materialismo, ideologia. Os petistas não queriam alianças com os demais, porque eles tinham a razão e a verdade. Eles eram puros.
O PT foi contra tudo o que aconteceu de bom no País: a eleição de Tancredo Neves, a Constituição de 88, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Lula e o PT aliaram-se a José Sarney e Fernando Collor, e demonizaram Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Por favor!!! Vamos considerar essas coisas!!!
O projeto do lulopetismo é autocentrado.
Por que "lulopetismo"? Petismo consiste no movimento político criado pelo tal "Partido dos Trabalhadores", acima descrito, de revisão histórica, projeto egocêntrico de poder e falsa defesa da ética, algo que conquistou boa parcela da classe média urbana entre as décadas de 80 e 90. Lulopetismo é a superadição, a esse movimento, de características próprias do Lula, com o coronelismo federal, as alianças de compadrio, a verborragia das bravatas e a formação, a partir de 2006, de uma nova composição política, agora com o PMDB, depois que a compra de votos pelo Mensalão deu no que deu. Para não ter de comprar parlamentares e para escapar do impeachment, que em 2005 pareceu muito próximo, Lula se aliou ao PMDB, mas sem projeto de nação.
O pior de tudo isso é que, por mais que o lulopetismo acabe com o Brasil, muitas pessoas ainda vêm com aquela historinha de que "político é tudo igual", "corrupção sempre existiu", "Lula é diferente", e outras tergiversações. É certo que corrupção sempre existiu, desde o Pecado Original, mas a corrupção, no Brasil, como método político, para sustentação de um projeto de poder e com justificação filosófica, política e histórica, isso é mérito do lulopetismo. Foram Lula e o PT que, em nosso País, inventaram o discurso de que em nome da justiça social um partido político pode meter a mão no erário.
Antes de dizia "rouba, mas faz". Hoje se diz "rouba, mas promove a justiça social".
É isso que você deseja às próximas gerações?


Um comentário:

João Armando disse...

Nunca vi uma exposição tão lúcida do PT e seu principal cacique. Parabéns! Vou repassar no Face.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.