domingo, 12 de janeiro de 2014

POR QUE DEVO ME PREOCUPAR COM AS PREGAÕES RUINS? (5) O "Outro Evangelho" é anátema

O apóstolo Paulo foi incisivo e contundente em sua crítica aos pregadores de evangelho diferente. Confira o texto de Gl 1.6-9:

"6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho,
7 o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.
9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema".

"Anátema" quer dizer "maldito". Assim, ir além do Evangelho de Cristo e pregar "outro evangelho" é algo radicalmente repreendido por Deus.
Não sou eu que estou dizendo, mas o próprio "apóstolo dos gentios"! Não posso ser mais veemente do que Paulo!
No caso dos Gálatas, o problema era o movimento judaizante, que ensinava ser necessário aos gentios observar a circuncisão e a Lei de Moisés para que fossem salvos. Havia, então, um problema fundamental nessa doutrina, que substituía a Cruz de Cristo por prescrições legais. Os Gálatas rapidamente passaram da Graça de Cristo para as obras da Lei. Para isso contribuíram os falsos mestres.
O desejo de Paulo de se fazer entendido exprime-se pela advertência de que o "outro evangelho" não devia ser recebido de jeito nenhum, ainda que, por hipótese, esse evangelho falso viesse a ser pregado por ele mesmo ou por "um anjo do céu".
A seita dos Mórmons começou com a suposta revelação dada por um anjo a Joseph Smith, um americano que viveu no Séc. XIX. O Islamismo teria sido revelado de maneira poderosa a Maomé, segundo ele e seus seguidores. Muitas outras seitas seguiram esse caminho.
Recentemente tornou-se conhecido o caso de um pastor assembleiano que se tornou católico porque teria visto Maria, a mãe de Jesus. Pronto, isso foi suficiente para ele abandonar a fé que recebera.
Em nosso meio pentecostal, há quem diga ver anjos à farta. Nos Estados Unidos, a Assembleia de Deus em Boston, dirigida por brasileiros, se atrapalhou com falsas revelações de anjos, e a confusão não foi pequena. Essa, porém, não é a nossa doutrina.
Pregadores devem se ater ao Evangelho de Cristo.  
 

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Em um só Deus e na Trindade.
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Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
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Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.