sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Como um gafanhoto diante dos gigantes

Em Números 13 ficamos sabendo da história dos doze espias enviados à terra de Canaã para verificar as condições de vida naquele lugar. Em seu relatório, todos concordaram com o fato de que era uma boa terra para viver. No entanto, dez deles se atemorizaram por causa dos gigantes que ali moravam, enquanto apenas dois, Josué e Calebe, entenderam que poderiam vencê-los em nome do SENHOR.
De fato, havia gigantes naquele território, mas não eram tão grandes a ponto de um homem parecer um gafanhoto perto deles. O problema é que os dez espias se sentiram como simples gafanhotos. Eles eram como gafanhotos porque seus corações tornavam o gigante maior do que realmente era.
Eu me vejo como gafanhoto todos os dias. Vejo gigantes a todo instante, e uso uma lente de aumento que os potencializa de um modo absurdo. Admito essa fraqueza. Sei que isso não é bom, não é saudável nem recomendável pela Bíblia. Então, o que fazer?
Trata-se de uma auto-estima ou auto-imagem negativa ou depreciada. A gente se sente menos capaz ou menos talentoso do que é na verdade. O que se sente como gafanhoto se inferioriza, se cobra demais, quando os outros às vezes o admiram tanto.
Somos fracos em determinadas áreas, mas fortes em outras, e podemos aprender. Todos podem aprender. O medo, a timidez e o sentimento de culpa não foram concebidos no plano original de Deus para a humanidade.
Sem querer sem simplista, digo desde já que é necessário viver conforme o parâmetro original, que se resgata pela imagem de Deus, que é Cristo. Ele veio devolver ao homem a imagem de Deus embaçada no Éden. É preciso dar-se à restauração segundo a imagem de Cristo. A cura está no processo diário, não num instante. E creio que leva a vida inteira.

Um comentário:

Miriam Utida Sousa disse...

"Teissai" é uma palavra japonesa que significa mostrar ser melhor do que realmente é. Ou seja aparência em detrimento do conteúdo, ou da real condição.
A reflexão sobre auto-imagem e auto-estima nos chama à autenticidade.
A autenticidade é a honestidade de reconhecermos que não somos bons, mas Deus é.
Calebe e Josué entenderam bem isso: Sabiam que estavam em desvantagem, que eram menores (nem tanto quanto insetos), mas reconheceram prontamente que Deus é maior que qualquer nação e lembraram da promessa feita aos seus pais.
Eu só gosto de mim porque sei que o Criador me fez assim e Ele me ama a ponto de ter enviado Jesus para morrer por mim.

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.