sábado, 16 de fevereiro de 2008

O pecado não faz parte da verdadeira humanidade

A frase "errar é humano" só pode ser admitida como correta se considerarmos a humanidade decaída, degenerada.
Antes da Queda, o Homem era "reto", como está escrito em Ec 7.29. Depois de ter criado o Homem, Deus disse que era "muito bom" (Gn 1.26-31). A isso se chama "estado de inocência".
O pecado não fazia parte do Jardim do Éden. Adão e Eva não precisavam pecar, essa não era uma necessidade física, psíquica nem espiritual. Por isso, quando Deus lhes permitiu comer de toda árvore do jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2.16.17), não se tratava de uma tortura, pois não se tortura ninguém privando-o de algo desnecessário ou mortífero. É como se Deus dissesse: Vocês podem comer de tudo, menos do que é venenoso. Ora, privar alguém do veneno é efetivamente dar-lhe a vida!
O engano da serpente partiu de uma interpretação negativa do que Deus dissera. Em vez de enfatizar o aspecto positivo do "de toda árvore do jardim comerás livremente" (Gn 2.16), a serpente perguntou: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim"? (Gn 3.1). Trata-se de uma forma de manipulação da Palavra de Deus, um jogo de palavras que confunde.
A astúcia do diabo, que usava a serpente, foi seduzir o primeiro casal com a idéia de que se tornariam eles como Deus por meio da desobediência. Além disso, o tentador lançou a semente de que Deus é um torturador, e de que o pecado é não só necessário como atraente e fundamental para alguém se tornar como Deus.
Hoje a estratégia da antiga serpente é a mesma. As pessoas no mundo acham realmente que é impossível viver sem pecar ou sem o prazer do pecado. Cientistas de formação naturalista acreditam que o sexo é necessidade meramente instintiva, como entre os animais, e que a partir da influência dos hormônios na puberdade é impossível o adolescente não se masturbar. Outros dizem que a mentira é necessária ao desenvolvimento nacional. A sociedade ensina a sonegação fiscal, o adultério, a "lei do mais forte", a infidelidade em todos os setores, como se esses pecados fossem inerentes à natureza humana.
Ora, no princípio não foi assim. O pecado não faz parte do plano original de Deus. E foi por isso mesmo que Jesus não pecou, isto é, Ele fez tudo o que tem que ver com a natureza humana, mas não pecou porque isso não foi programado por Deus inicialmente.
Da mesma forma, o pecado não foi planejado para mim nem para você. Podemos renunciar a uma vida de pecado, esse é o convite de Cristo. Creio que devemos aprofundar o tema em outro momento.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
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Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.