sábado, 1 de maio de 2010

Da adoção de crianças por "casais" homossexuais

Em 27 de abril, a Quarta Turma do STJ confirmou decisão do Tribunal de Justiça gaúcho pela possibilidade de adoção de crianças por "casais" homossexuais. Uso a palavra "casais" entre aspas porque um casal só pode ser formado por pessoas de sexos opostos. Trata-se de parceria homossexual, e não de casamento. Ademais, a Constituição e o Código Civil não aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Até mesmo a união estável se dá entre um homem e uma mulher.
Respeito o STJ, é claro, mas dele discordo. Se as crianças já era adotadam por uma das mulheres, por que reconhecer o direito da outra mulher de colocar as duas crianças como suas filhas? Já não vivem todas sob o mesmo teto? Alega-se a questão hereditária etc. Mas há outras maneiras de transferir o patrimônio quando se quer, dentro da lei. Reconhecer a adoção por duplas homossexuais é reconhecer, por via oblíqua, a legitimidade de uma tal união, o que, repito, a Constituição não acolheu.
Cria-se uma confusão na cabeça da criança adotada por dois homens ou duas mulheres: ela tem dois pais, duas mães? Estabelece-se a confusão total dentro de casa. Não é lícito atrapalhar a formação da criança. Já considero errado deixar que uma criança conviva com homossexuais "casados". Atribuir a paternidade civil a dois homens ou duas mulheres é um absurdo, um atentado contra a formação moral e psíquica da criança.
Os ministros do STJ pensaram em proteger os interesses das menores. Entenderam estar assistindo as crianças em seus direitos fundamentias de máxima proteção. Compreendo a preocupação dos magistrados. Mas não posso concordar que a proteção do menor passe por aceitar que duas mulheres cuidem dele como suas mães, enquanto cultivam uma parceria homossexual.
Sei que a patrulha ideológica pró-gays acharia esse texto ridículo, fruto de algum medievalismo brutal. Não estou preocupado com isso. Tenho minhas convicções e pretendo mantê-las bem firmes, a despeito de qualquer ideia contrária ao ativismo homossexual parecer antijurídica para alguns. A mídia está ao lado deles. Políticos fazem de tudo para não desagradar seus eleitores, mesmo que discordem em seu íntimo daquilo que seus eleitores querem e sentem. Eu não sou da grande mídia nem tenho pretensões eleitorais. Tenho liberdade para opinar. E não sou favorável à união civil de homossexuais, muito menos à adoção de uma criança por um "casal" homossexual.
O casamento é instituição para um homem e uma mulher. Paternidade e maternidade são instituições próprias do casamento, e devem ser exercidas, respectivamente, por um homem e uma mulher. Bagunçar essa ordem é desrespeitar o ritmo natural das coisas.

3 comentários:

João Armando disse...

Num país onde o legislativo anda a passos de tartaruga aleijada, o judiciário passa a legislar. É o que se tem visto. Com respeito à adoção, é claro que nenhum cristão (ou muçulmano ou judeu) que acredite em Jeová e nos seus profetas e na sua Palavra pode aceitar isso. "Aceitar" o fato consumado é uma coisa, concordar é outra - e ainda que a lei da mordaça gay seja aprovada, a Igreja terá de se manter à sua missão profética e denunciar o mal - ainda que nos custe prisão ou multas.

francisco disse...

Prezado amigo saudaçoes cristas, como foi de ausencia da internet ? descansou bastante?

Sou contra a adoçao por casais homo por nao ser de acordo com a palavra de Deus, mas nao deixa de ser uma atitude boa da parte deles a tentativa de adoçao, nao sei se querem adotar por que querem ajudar alguem ou por que querem satisfazer seus egos em criar um filho
mas deixo aqui essa reflexao que vi e achei interessante

“O Bom Samaritano“ = “O Bom Travesti“

E perguntaram a Jesus: “Quem é o meu próximo?“ E ele lhes contou a seguinte parábola:

Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: “Vá passando a carteira“. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.

Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: “Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você.“ Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: “Ego te absolvo...“ Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.

Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: “Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!“ O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, “aleluia!“ e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.

Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: “Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram. Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir.“ Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.

O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.

Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou: “Quem foi o próximo do homem ferido?“

(Correio Popular, 21 de julho de 2002)

João Armando disse...

Caro Francisco - gostei muito da
"contextualização" da história do bom samaritano. (Só não entendi como o travesti conseguiu carregar um garçom espancado e levá-lo para um pronto-socorro NUMA MOTO... hehehe) - mas a história é boa e ilustra bem o que Jesus quis dizer. Eu apenas faria a ressalva que o travesti praticante (que vive da prostituição, como costumam, que persiste no caminho do travestismo) precisa arrepender-se, pois o ato de ter salvo alguém - como no caso da história) não salva ninguém, e uma vida de pecado persistentemente acabará por levá-lo à condenação. Alguém não versado no ensino das Escrituras poderia concluir "Ah, não há problema algum em ser travesti, vejam só, como esse aí é bonzinho...) Eu iria além, e questionaria seriamente a fé cristã do suposto pastor e padre, pois não praticam o que Jesus ensinou. Com respeito ao espiritismo, não se trata de religião cristã, ao contrário do que possam dizer.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.