sábado, 1 de maio de 2010

Se a igreja do Valdemiro estiver irregular, tem mais é que fechar mesmo!

O Sr. Silas Malafaia vê perseguição religiosa em tudo. Veio a público, em seu programa de TV, dizer que a Prefeitura Municipal de São Paulo persegue a Igreja Mundial do Poder de Deus ao fechar sua sede devido a problemas estruturais e de alto volume de som. Para o Sr. Malafaia, a Prefeitura fechou o prédio por outro motivo que não as irregularidades administrativas.
Certamente Silas Malafaia gostaria de que aquele prédio da Renascer cujo teto desabou há não muito tempo ainda estivesse aprovado pela Prefeitura. Fechá-lo seria um atestado de perseguição. Ocorre que o desabamento, com mortos e feridos, é um fato concreto e doloroso.
Um discurso recorrente a políticos é dizer que o erro também é dos outros, que todo mundo faz, que a imprensa e os órgãos fiscalizadores deveriam se ocupar dos demais, em vez de olhar somente para as suas mazelas. É assim o discurso de mensaleiros, aloprados, sanguessugas, valdomiros, e de tudo o que se faz de absurdo no Governo  Lula. O Partido dos Trabalhadores gosta de dizer que as elites procuram persegui-lo com acusações de corrupção. Esse discurso desviante é usado por Silas Malafaia ao defender a igreja de Valdemiro Santiago.
Nada tenho contra a pessoa de Silas Malafaia ou Valdemiro Santiago, mas tenho tudo contra suas doutrinas estranhas. Chega de abaixarmos a cabeça para as heresias de Silas Malafaia! Um homem que recebe Mike Murdock e Morris Cerullo para pedirem dinheiro como semeadura e investimento espiritual não pode ser o porta-voz da igreja brasileira. Um homem que defende Valdemiro Santiago contra as leis administrativas não pode ser considerado o legítimo representante do evangelicalismo genuíno. Pode ser representante da crise evangélica brasileira, mas não do evangelicalismo verdadeiro.
Elogiei, neste mesmo espaço, a atuação de Silas Malafaia num debate, no Programa do Ratinho, sobre o PLC 122/06. Se ficasse nisso, cumpriria bem seu papel. Mas, não: alguma coisa aconteceu e Silas Malafaia resolveu mudar profundamente. Seu raciocínio muitas vezes parece claro, mas noutras vezes se mostra opaco. Fechar um prédio irregular não é cercear a liberdade religiosa. Procurem-se os meios legais, notadamente a regularização perante a Prefeitura. Depois de tomadas todas as providências, a negativa da Prefeitura poderá ser analisada sob outro prisma.
Será que o povo evangélico é tão frágil assim em seu discernimento da realidade? Infelizmente, parece que boa parte o é.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.