quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Duas categorias de políticos evangélicos

Meu amigo Marcos, aliás, Dr. Marcos, comenta da seguinte forma o nosso artigo Eu sempre desconfio de quem está no poder:


"Na sua cidade, Paulo Cézar foi eleito prefeito e Budog o vereador mais votado.Já em SSA, foram para o segundo turno dois evangélicos. Um faz campanha chamando o outro de mau caráter e traidor, enquanto o difamado apenas expõe suas propostas. Um bate, o outro dá o outro lado da face. Dois irmãos!?"

Somos conterrâneos, da boa terra de Alagoinhas-BA, mas ambos estamos tão longe de casa...Bem, seu comentário traz informações importantes, das quais gostaria de destacar o fato de que em Salvador, como eu já havia percebido, há dois evangélicos no segundo turno para prefeito: Walter Pinheiro, do PT, e João Henrique Carneiro, que se elegeu pelo PDT e hoje está no PMDB. Segundo Marcos, um ataca o outro, chamando-o de "mau caráter e traidor", ao passo que o injuriado simplesmente dá a outra face - como ordena a Bíblia - e oferece propostas.
Olha, eu não estou acompanhando de perto essa briga, mas imagino quem esteja fazendo o quê...
Gostaria - se o leitor me permite, e aproveitando o atilado comentário de Marcos - sim, gostaria de dizer que há pelo menos duas categorias de políticos evangélicos: um que usa o nome de "evangélico" para atrair massas de crentes eleitores, e outro que é membro de igreja evangélica, e, por vocação, adentra à vida pública.
Esse é um dos motivos pelos quais não voto em políticos que aparecem dizendo que fizeram e farão isto e aquilo pela sua igreja ou pelas igrejas evangélicas, porque isso é não só antidemocrático como fisiológico e eleitoreiro. Exemplifico com o caso de um político evangélico que acabou de ser eleito em determinada cidade deste País com milhares de votos a partir de sua trajetória como coordenador de atividades evangelísticas (!) e com o explícito objetivo de criar um gabinete denominacional na Câmara de Vereadores...Isso sem o menor constrangimento. Teria eu que avisar-lhe que isso é anti-ético e ilícito? Arriscaria minha cabeça nessa empreitada sem frutos?
O evangélico com espírito público é diferente. Ele torna-se conhecido por suas propostas, por sua biografia, por sua fome e sede de justiça. Ele parece com José, Moisés, Neemias e Daniel. O bom político evangélico pode merecer meu voto, mas do político que se aproveita da religião eu quero distância.
Creia, amigo leitor, que existem essas duas categorias. O segmento evangélico, por numeroso, tem sido alvo de oportunistas, de gente que usa o ser evangélico como chamariz eleitoral, e não duvido de que haja quem se diga cristão sem ter nascido de novo, tão-somente para angariar os votos de currais eleitorais, quero dizer, de rebanhos inteiros.
E, não esquecendo de que a Bahia é conhecida por seus cultos afrodescendentes, em que os times do Bahia e do Vitória deveriam dar empate por causa dos despachos cruzados, que ninguém apareça com a lamentável idéia de achar que também Deus estaria dividido entre dois candidatos evangélicos, porque as coisas da cidadania terrestre não se resolvem de maneira tão simplista. Se os soteropolitanos querem uma cidade melhor, e se os evangélicos de lá querem uma cidade melhor, que escolham a proposta mais apropriada ao interesse público, porque os critérios de justiça o nosso SENHOR já estabeleceu em Sua Palavra.
A escolha, devo dizer, é mesmo nossa.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
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Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.