domingo, 3 de janeiro de 2010

Um discurso que não pode "passar batido"

Outro dia, na esteira das notícias sobre o menino baiano que teve cerca de 30 agulhas introduzidas em seu corpo por seu padrasto, vi trechos de uma entrevista com o famoso espírita Divaldo Franco, no programa Bahia Meio-Dia, da Rede Bahia (Globo). Logo imaginei o que aconteceria...
Ao ser perguntado sobre o que poderia ter causado aquele episódio sinistro, o suposto médium disparou: "Ninguém é vítima", e afirmou sem peias que, seguramente, em outra vida, aquele menino devia ter feito algo muito ruim - isso foi dito por ele em outras palavras, mas foi isso mesmo.
Ora, sei que deve haver um expressivo número de espíritas e simpatizantes do Espiritismo aqui no meu Estado. Todavia, com todo o respeito às crenças de quem quer que seja, tenho convicção de que aquele menino nada tem que ver com o crime bárbaro que seu padrasto confessou ter cometido. A medida da responsabilidade penal eu não posso aferir: se o agente ou o grupo de agentes pode ser responsabilizado ou se padece de alguma enfermidade mental que o impede de ter o necessário discernimento. Mas o que sei é que a frase do Sr. Divaldo Franco, pondo a culpa no espírito que habita o corpo perfurado da criança, me causou ojeriza.
De fato, se os kardecistas alegam acreditar na Bíblia, como efetivamente afirmam, deveriam saber que depois da morte segue-se o juízo, e que ao homem está ordenado morrer uma única vez (Hb 9.27). Bem por isso, não existe a reencarnação dos kardecistas nem o renascimento dos hindus.
Além disso, na história verídica do cego de nascença curado por Jesus, os discípulos, talvez sob a força de antigas crendices espiritualistas, perguntaram quem teria pecado, o próprio cego ou seus pais, para que nascesse com aquela deficiência. Jesus sabiamente respondeu: "Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus" (Jo 9.3 - veja todo o capítulo 9).
É muito conveniente usar a Bíblia ao bel-talante do intérprete. Ficam os espíritas com as partes "agradáveis" das Escrituras, com aquelas palavras que lhes parecem mais adequadas à sua doutrina, criada por um homem do Séc. XIX. Mas, quanto àquelas passagens contrárias aos seus ensinos, dizem, espertamente, que não passam de adulteração feita pela Igreja Católica.
Seria mais coerente os espíritas rejeitarem a Bíblia "in totum", para não caírem nas contradições em que sempre tropeçam. Só que, sem a Palavra, que expressa a perfeição em Cristo, não há evolução - digo, Salvação.

Nenhum comentário:

Fale comigo!

Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@gmail.com. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

Arquivo do blog

Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.