quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O sonho de ser campeão

Acabo de ler no site do Yahoo (precisamente em http://br.esportes.yahoo.com/29012008/5/esportes-barrichello-ainda-sonha-titulo-da-formula-1.html) que Rubens Barrichello ainda sonha em ser campeão de Fórmula 1, depois de 15 temporadas e cerca de 250 corridas. Barrichello disse que só agora se deu conta do quanto é bom, e que não tinha a auto-confiança de pilotos como Schumacher e Hamilton. Ele disse ter decidido se tornar campeão.
É natural que Barrichello queira ser um campeão. Para um esportista e competidor, o estranho seria que ele não o quisesse. Sempre achei estranho o Barrichello parecer muito contente com um segundo lugar depois do Schumacher. Parecia que o segundo lugar para ele era como se fosse primeiro. Parecia que ele não se achava bom o suficiente para ser o primeiro. Parecia que ele, no fundo, não achava que deveria querer a vitória. É muito esquisito ver isso num competidor, mas é o que eu creio que muita gente enxerga nele.
Ao contrário, víamos Schumacher triste com um segundo lugar, como se houvera chegado em último. Para ele, o que valia era só a vitória. Também vi isso em Oscar, do basquete, e em Filipe Scolari, do futebol - eles se chateavam em perder (o Filipão ainda se chateia).
Por outro lado, essa lógica não deve ser aplicada indistintamente na vida. Ou seja, eu não devo querer ser campeão pura e simplesmente, se não estiver num concurso, numa concorrência, numa competição. Ser o primeiro, o vencedor, o maior, o melhor, não são coisas para se colocar como objetivo de vida nas relações cotidianas. A Bíblia nos ensina que os primeiros serão os últimos, e que os últimos serão os primeiros; que vale mais ser humilhado, para depois ser exaltado; que o que perde na verdade ganha; que devemos considerar os outros superiores a nós mesmos; que devemos considerar o que é dos outros, e não tão-somente o que é nosso.
Ser campeões não é exatamente o que Jesus nos prometeu. E, se tivermos que vencer alguma coisa, aí sim, que seja o pecado, o mundo. Jesus venceu o mundo. E nós somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. Amém.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.