sábado, 26 de janeiro de 2008

Sujeição às autoridades constituídas

Em Rm 13.1-7, Paulo nos recomenda a sumbissão ou sujeição às autoridades constituídas. Diz que elas foram ordenadas por Deus, que não há autoridade que não venha de Deus, que elas existem para promover o bem. Há, porém, algumas reflexões necessárias:
  • Isso não significa que devemos necessariamente concordar com as pessoas investidas de autoridade. Podemos, sim, discordar e estar submissos a elas;
  • Paulo está tratando de autoridades constituídas, mais do que das pessoas investidas dessa autoridade. Ele não está escrevendo sobre pessoas "importantes", mas sobre a necessidade de vivermos de acordo com a ordem jurídica vigente;
  • A recomendação paulina não tem nada a ver com votar só nos partidos da situação;
  • É preciso entender que autoridades constituídas, num Estado Democrático de Direito como o nosso, envolve a Constituição, as leis e todos os atos normativos; envolve os Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo); envolve todas as esferas da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional; envolve os fiscais de trânsito, os fiscais de renda, os fiscais sanitários, os policiais civis e militares, os membros das Forças Armadas em todos os graus hierárquicos, quando exercendo atribuições oficiais;
  • É preciso entender que não só o eleito para cargo político detém autoridade, mas também os juízes, desembargadores, ministros de tribunais;
  • Vale, ainda, compreender que a ordem jurídica e política não pode ser tomada como ameaça constante à liberdade de religião, como se percebe em discursos de alguns líderes evangélicos, que diante da mais tênue iniciativa de lei ambiental, civil ou seja o que for, já acham que se está frente a frente com um apocalipse na Igreja brasileira;
  • Por fim, é necessário contextualizar a recomendação de sumbissão aos governos civis com o regime político atual, fazendo as devidas aplicações, sem perder de vista que sempre que a ordem jurídica e política for contra os valores da justiça, da igualdade e da liberdade, devemos preferir estes valores, porque são eles o fundamento e a finalidade de qualquer ordem social

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.