terça-feira, 4 de março de 2008

Crise entre Equador, Venezuela e Colômbia

Nessa crise diplomática entre o Equador de Rafael Corrêa, a Venezuela de Hugo Chávez e a Colômbia de Álvaro Uribe, há algumas coisas a considerar:
É certo que a Colômbia não poderia invadir o território equatoriano, como de nenhum outro Estado soberano. Mas não é menos certo que o Equador está valorizando demais essa incursão militar, com um discurso severo e o rompimento de relações diplomáticas. O Equador está queimando etapas na solução do impasse. Isso é tema de direito internacional público.
A Venezuela não tem nada a ver com o assunto, mas Hugo Chávez xingou o presidente da Colômbia, rompeu relações diplomáticas com aquele país, e anda mobilizando tropas para a fronteira. O que esse sujeito quer?
Segundo o governo colombiano, foram encontrados documentos que indicam a doação de milhões de dólares às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) por Hugo Chávez, e uma aproximação muito estranha entre Rafael Corrêa e as mesmas FARC, para libertar reféns a fim de aumentar o prestígio político do presidente do Equador - alguém acha isso impossível?
Enquanto isso, o Brasil, por meio do Chanceler Celso Amorim, limita-se a dizer que a Colômbia deve desculpas ao Equador, mas não deixa claro se considera as FARC um grupo terrorista ou não.
Para mim, a morte do Raúl Reyes foi importante porque a Colômbia luta contra o aprisionamento de cerca de 800 reféns. É um terrorista - além de outros 17 mortos - para 800 reféns.
O problema se agrava porque a) há uma refém de nacionalidade francesa; b) a movimentação militar ocorre muito perto da fronteira com o Brasil; c) os Estados Unidos apóiam a Colômbia no combate ao narcoterrorismo.
Creio que críticas injustas são feitas ao presidente da Colômbia, quando os vilões são os guerrilheiros. São eles, e não Álvaro Uribe, que mantém pessoas presas há anos, sob tortura e intensa pressão psicológica, como vivos, mas minguando a cada dia. Não é o presidente colombiano que tem culpa por um grupo terrorista praticar violações de direitos humanos. As FARC são as únicas culpadas nisso tudo, e com o bem provável apoio de Chávez e Corrêa, ou pelo menos sua conivência. Não vamos trocar as responsabilidades!
Os esquerdóides irão dizer que essa é uma disputa entre o capitalismo e o socialismo, entre o Império e os pobres países oprimidos da América Latina. Isso é pura ideologia, sem compromisso com a realidade, nem com as pessoas envolvidas.
Apesar de tudo, de todo esse estardalhaço que se faz, não creio que haverá uma guerra. E por que não haverá? Simplesmente porque Chávez e Corrêa não querem guerra. Eles querem tão-somente o barulho, a confusão, o achincalhamento do seu colega Uribe, a demonstração de que seu ego, quando ferido, não fica inerte.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.