sábado, 22 de março de 2008

Megalomania - uma doença de hoje

Megalomania é mania de grandeza, e tem sido vista em placas de igrejas por esse Brasil. É o caso de igrejas que, mesmo pequeninas, se dizem "igreja mundial", "igreja internacional".
Às vezes a igreja não passa dos limites do município, mas já é mundial ou internacional. Na placa, vem a explicação de que o templo é a "sede mundial", quando na verdade é o único lugar de culto.
Os pastores - ou quem sabe apóstolos, profetas ou bispos? - dessas igrejas irão dizer que o grupo pode ser pequeno, mas que a "visão" é grande, que Deus os chamou para as nações, que não há fronteiras etc. Esses argumentos são comuns, mas continuam soando para mim como sintomas de megalomania.
A Igreja de Cristo é, sim, universal, mas no sentido de que não conhece barreiras étnicas nem territoriais, sendo formada por pessoas das mais variadas tribos, línguas, povos e nações. Em contrapartida, ela se manifesta em igrejas, que são comunidades locais para adoração, ensino, comunhão e evangelização. Essa pluralidade deve ser louvada, em vez da internacionalização de um grupo hegemônico.
Somente as igrejas com grande poder econômico e de comunicação de massa conseguem alcançar vários países e manter um padrão institucional. Enquanto isso, pequenas igrejas ou seus líderes tentam imitar os "grandes", que "chegaram lá", que exportaram missionários, que constróem templos iguais aos templos daqui, que mantiveram o uniforme denominacional com eficácia.
Não creio que a implantação de igrejas em outros países deva ser impositiva a ponto de desprezar a cultura local e a eventual liderança nativa. Esse, porém, é outro assunto. Estou dizendo que as pequeninas igrejas de rótulo "mundial" e "internacional" dão a impressão de que almejam chegar ao mundo como as igrejas gigantescas fizeram.
Penso que internacional e mundial seja o Reino de Deus, não a minha denominação, que, sendo grande ou pequena, deve se ocupar primeiro dos que estão perto.
Conforme At 1.8, o poder do Espírito seria derramado para que a Igreja fosse testemunha em Jerusalém (missão local), Judéia e Samaria (missão regional) e até aos confins da terra (missão mundial). Depois da perseguição que se aplacou sobre a Igreja com a morte de Estêvão, os crentes saíram evangelizando, em vez de saírem anunciando a expansão do grupo de Jerusalém.
A megalomania é apenas um dos problemas que observo hoje em muitas igrejas. Assuntos relacionados podem ser comentados aqui depois.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.