sexta-feira, 7 de março de 2008

Humildade nunca é demais

Ser humilde não desagrada, fica bem em qualquer situação. Não se trata de se aviltar diante das pessoas. Às vezes, o humilhar-se é necessário como forma de obter perdão, reconciliação. Humilhar alguém é pecado, mas humilhar a si mesmo é salutar, no sentido de mostrar-se despretensioso.
Em Mt 5.3, no Sermão da Montanha, Jesus diz que são bem-aventurados os "humildes de espírito" (ARA) ou "pobres de espírito" (ARC), pois deles é o Reino dos Céus. Além de não entenderem o que significa a expressão "pobre de espírito" - porque dizem ser algo ruim -, as pessoas em geral não valorizam a humildade. Ser pobre de espírito é não confiar na própria força ou méritos, não ter orgulho, vaidade exagerada. A pessoa pobre de espírito, ou humilde, entende que em si mesma nada possui de vantajoso, mas que em Cristo há todas as riquezas nas quais se pode estribar.
A sociedade pós-moderna enaltece o herói, o vencedor, o campeão, o protagonista. Os norte-americanos contribuem para isso com sua lógica de mercado aplicada a tudo. Na escolha do próximo presidente dos Estados Unidos, parece que muitos votarão pelo que venceu mais na vida, ou perdeu menos. É isso que transparece nas reportagens da TV.
O conceito triunfalista da vida migrou para as igrejas brasileiras. Fala-se, não da humildade, mas da necessidade de ser o primeiro, um vencedor, um campeão, cabeça e não cauda.
Há uma hinologia "gospel" toda voltada para o tema da vitória, notadamente entre os pentecostais e neopentecostais (como sou de igreja pentecostal, essa é uma autocrítica).
Parece-me que muitas músicas evangélicas falam a mim como o centro do universo, quando há ao meu lado e ao redor, dentro do templo, uma série de pessoas achando-se também como os principais ali dentro, como se a mensagem fosse para cada uma delas, como se houvesse um grupo formado por solistas, ninguém querendo o papel coadjuvante.
Jesus é "manso e humilde de coração", e quer que aprendamos com Ele (Mt 11.29). A humildade tem tudo a ver com o fruto do Espírito (Gl 5.22,23), com o amor (I Co 13). Ser humilde não é ser tolo, coitado, inferiorizado, triste, cabisbaixo. Ser humilde é assemelhar-se a Jesus, que em Seu sacrifício vicário e expiatório se comportou voluntariamente como ovelha guiada para o matadouro, com toda a humildade que o caso requer, assim como no retrato profético da lavra de Isaías (53.1-12).

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.