quarta-feira, 7 de maio de 2008

Eu também não sou bom

Na década dos sessenta, quando era universitária em Salvador-BA, minha mãe foi evangelizada por um colega de pensão durante 12 dias. Sem cerimônia e sem pedir permissão, o rapaz simplesmente pediu que minha mãe se sentasse à mesa e começou a falar de Jesus, tendo consigo a Bíblia e um outro livro que minha mãe não identificou. O que mais chamou a atenção dela foi o início da conversa: "Você pensa que é boa? Não, você não é".
Minha mãe ficou sem entender o motivo daquela frase. O camarada nem a conhecia direito e já foi dizendo que ela não era gente boa. Parecia um insulto, no mínimo falta de educação. Mas, inexplicavelmente, ela participou de todos os diálogos propostos por aquele jovem, até que, a seu convite, aceitou a Cristo como SENHOR e Salvador num culto na Igreja Presbiteriana dirigida à época pelo Pr. Edésio Chéquer.
Hoje e há décadas minha mãe entende perfeitamente o que significa dizer que não somos bons.
O próprio Jesus, ao ser interpelado por um jovem rico que se achava cumpridor de seus deveres e que não queria se desprender de suas riquezas, não quis ser chamado de bom. Naquele momento, Jesus disse que bom há só um, que é Deus. É certo que Jesus é bom, pois Ele é Deus, mas o Mestre estava ensinando ao rapaz sobre o fato de não se considerar bom em si mesmo, algo que o moço realmente precisava aprender.
De minha parte, não sou bom, e não sou mesmo. Sou um pecador. Tenho defeitos graves e limitações, sendo confrontado com o meu pecado todos os dias. Sou consciente de minha pequenez - quero dizer, acho que sou...
Bondade é atributo moral de Deus, compartilhado com Seus filhos. A verdaderia bondade está relacionada com a benignidade, que é pureza de motivos. Nenhum de nós é bom, todos somos falhos, terríveis.
De vez em quando é necessário dizer isso para si e para os outros, para que não venhamos cair no cinismo.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.