sexta-feira, 30 de maio de 2008

O que é Igreja?

Dizemos que vamos à igreja, mas nós somos a igreja.
Igreja não é templo, organização, púlpito, plataforma, nem são os cargos e as paredes.
Igreja não é denominação nem burocracia.
Igreja é organismo.
Igreja é o Corpo de Cristo, o Rebanho do Sumo Pastor, a Lavoura de Deus, o Edifício de Deus, a Família de Deus, a Noiva do Cordeiro, o Povo de propriedade exclusiva de Deus, o Sacerdócio Real, a Nação Santa e a Geração Eleita.
Igreja é instituição divina, fundamentada na Pedra, que é Jesus Cristo.
Igreja é congregação, comunidade, e pode ser local, regional, nacional ou mundial; militante ou triunfante. E pode ser sofredora e perseguida.
Só é igreja quem é salvo. A princípio, convivemos com os nominais, mas eles não são igreja. Os crentes carnais são salvos, mas precisam se livrar de muitas amarras, e são meninos. O joio, por sua vez, está junto com o trigo, igual mas diferente - só os anjos farão a colheita.
Quem se reúne com dois ou três em nome de Jesus não está formando uma igreja? Não está congregando?
Quando os diáconos foram instituídos? Quando houve necessidade.
Quando os presbíteros foram estabelecidos? Quando houve necessidade.
Quem distribui os dons espirituais como quer? O Espírito Santo.
Por que a igreja precisa ardentamente de templos, se cada um dos crentes é templo do Espírito Santo? Por que resumir a igreja às instalações físicas e à burocracia?
Igreja não é lugar de mandos e desmandos. Não é monopólio nem oligopólio. Não é legado de família. Não é curral eleitoral, mas aprisco de ovelhas.
Toda instituição social existe para uma finalidade, que não pode corromper sua essência. Antes de ser instituição social, a Igreja é instituição divina, assim como a família com pai, mãe e filho ou filhos.
A teologia da Igreja está em crise. Não podemos deixar que a Sociologia e as Ciências da Religião nos ensinem o que é Igreja. Se a teologia cristã evangélica não souber responder à pergunta "o que é igreja?", alguém irá responder por nós.
Enquanto isso, muitos crentes ficam sem igreja, tristes, cansados, deprimidos, atabalhoados, amargurados. Às vezes os mais inteligentes e talentosos são os mais pessimistas. Por que será que as pessoas mais risonhas que conheço são as mais idiotas?

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Alguns princípios do editor deste blog

Para você que lê o que escrevo neste espaço, precisamos comunicar alguns princípios:
1) Os estudos, artigos e reflexões teológicas não seguem uma linha de teologia denominacional, mas de estudos pessoais. Eu não fico aqui defendendo a minha denominação, que é outro tipo de abordagem, o qual respeito, mas não pratico neste blog.
2) Não pretendo agradar nem machucar ninguém.
3) Não escrevo manietado por interesses nem pressões. Sigo minha consciência, e penso escrever de acordo com a Bíblia.
4) O que escrevo é o que escrevo. Não estou preocupado se as pessoas interpretam mal ou ficam criando significados diversos daquilo que o texto diz. Minha preocupação é dizer o que penso, e creio que meu Português não seja tão ruim a ponto de dizer algo diferente daquilo que quis dizer.
5) Sou aberto a críticas e respeito opiniões divergentes.
6) Minha intenção não é polemizar, ainda que meus pensamentos possam ser objeto de eventual polêmica.
7) O que escrevo aqui concerne ao trabalho independente de um aprendiz da Teologia, e por isso não estou representando minha denominação - é bom frisar.
8) Se quisermos um rótulo, sou um “pentecostal histórico moderado”: estou começando a entender que a plenitude do Espírito tem dois aspectos - moral (At 6.3; 11.24; Gl 5.22,23; Ef 5.18-21) e carismático (At 2.1-4; 4.31; 6.8) - e que o batismo com o Espírito Santo pode ser evidenciado por outros sinais que não a glossolalia, como o profetizar (At 2.1-4; 8.17; 10.44-47; 19.6). Creio que, de algum modo, os dons espirituais estão relacionados à plenitude do Espírito, mas não consigo compreender que as línguas estranhas sejam sinal sine qua non do batismo com o Espírito Santo. Entendo que o batismo com o Espírito Santo tem o propósito de capacitar a igreja para a evangelização (At 1.8), com o incremento de dons, e não para que se exalte o dom de línguas em detrimento dos demais. Quero destacar, acima de tudo, que nessa questão eu tenho ainda mais perguntas do que respostas, mas sou honesto em admitir isso.
9) Tenho um juízo crítico muito aguçado, e uma pena algo contundente. Se o leitor se assustar com isso, me perdoe.
10) Quanto à escatologia e interpretação do Apocalipse, não adoto a priori nenhuma corrente teológica, mas tão-somente a análise textual, naquela perspectiva da Teologia Bíblica.
11) Por fim, tenho convicção de que o SENHOR me chamou para pregar e para ensinar oralmente ou por escrito. Tenho convicção de que devo militar na área da educação cristã e da teologia. Se isso servir de ajuda, estou apenas tentando cumprir o meu chamado.


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Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@gmail.com. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.