sábado, 14 de junho de 2008

Não sou imprescindível

Na Universidade, tinha um amigo que dizia: "Sei que eu não sou a última grande aquisição para o Reino de Deus". Ele dizia isso quando conversávamos sobre a situação da Igreja, dos crentes. Estou me referindo talvez ao ano de 1998, ou um pouco depois disso. Meu amigo, um talentoso batista morador do Espírito Santo, chama-se Emel Rapchan. Gostaria de vê-lo novamente. É uma pessoa ímpar!
Nestes dias, a frase do Emel voltou à minha lembrança, quando questiono o meu papel no Reino de Deus e minhas motivações. Penso a respeito de meus talentos, da minha vocação, das "neuras", das idas e vindas, das dificuldades que vejo na estrutura eclesiástica, na diferença entre a doutrina que aprendi e aquilo que se faz supostamente em nome dela. Penso também na minha vontade de fazer uma teologia bíblica, isenta de "denominacionalismos". Penso em pregar, ensinar, em ser aquilo que Deus planejou. Mas sempre esbarro em alguma coisa.
Quando me vejo nesse sério conflito, pergunto: por que motivo eu considero a minha pessoa tão importante? Por que eu sempre me debato com a idéia de que um dia eles irão me ouvir, me ver, me respeitar? Por que eu devo esperar o reconhecimento do meu povo? Será que eu não preciso é ficar "na minha", calado, refletindo mais, orando mais, sem achar que uma coisa grandiosa ainda vai acontecer na minha vida?
Aconteça o que acontecer, trabalhando como formiguinha ou sendo visto por muitos, devo estar ciente de que não sou uma aquisição que Deus fez para que Seu plano desse certo. Não sou "o cara". Não sou a pessoa que Deus levantou para resolver os problemas da Igreja no Brasil. Essa pessoa não existe.
Fui de fato comprado por bom preço. Jesus derramou Seu sangue por mim. Sou precioso aos olhos de Cristo porque tenho uma alma. Mas Ele me escolheu por Sua graça, não para fazer isto ou aquilo, mas para desfrutar de Seu amor. Admitir isso é melhor.

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.