terça-feira, 9 de março de 2010

O amigo imaginário de minha filha

Minha filha de quatro anos tem um amigo imaginário, chamado João. Esse João é o responsável por todas as coisas que ela faz ou nega que faz.
Foi João quem ensinou a Elisa a patinar no gelo, como os atletas que vimos brilhar em Vancouver, pela TV. Ele, sendo "fraquinho", caiu no chão, e a Elisa caiu por cima.
Diz ela que João é japonês. Agora disse que ele nasceu em Minas Gerais - "onde eu nasci", completou. Quando eu quis saber como poderia encontrá-lo, ela se saiu bem: "João morreu". Para emendar: "Mas disse que vai voltar".
Tudo que nós falamos, Elisa diz que João já fez. Esse João é uma capacidade! Que pessoa polivalente!
Certo dia, minha esposa usou da mesma tática: ao ser perguntada por Elisa acerca de umas batatas fritas, Miriam disse que João havia comido. O que Elisa diria? Que João não existe? Mas, como, se ele é seu melhor amigo, comedor de batatas fritas, patinador no gelo, dono de tudo que se possa pensar, cheio de ideias e experiências? Só que a menina é esperta: "Eu não vi João por aqui..."
Dizem que isso é normal. Crianças nessa idade têm amigos imaginários. Eu não lembro de ter feito uma amizade dessas. Vai ver eu não lembro porque meu amigo era real demais. Como posso lembrar de um amigo imaginário se ele era real para mim?
Por falar nisso, dia desses eu falava ao telefone com o amigo João Armando - esse existe mesmo - e minha esposa perguntou: "Você chama seu amigo de João Armando ou de João"? Eu disse que o chamo de João. Ao que ela respondeu: "Se a Elisa ouviu você falando, deve ter achado que João existe mesmo". Eita! Lá vamos nós entrando nessa seara de existe/não existe. Para as crianças, nada é impossível.
Eu creio em João. João existe!

Um comentário:

João Armando disse...

Pois é, eu tô aqui mesmo... podes crer!

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.