segunda-feira, 21 de julho de 2008

As coisas na igreja têm que fazer sentido*

Eu não consigo participar ativamente de uma coisa em que não acredito. Vivo, portanto, um dilema entre o amor pela Causa de Cristo e a situação da Igreja evangélica brasileira, o que se reflete em comunidades tangíveis, com endereço definido.
Não consigo, por exemplo, aceitar que o culto seja algo tão desorganizado, tão sem propósito - Rick Warren não patenteou essa palavra ainda, certo? Não entendo como uma reunião cristã pode ser "esticada" por tantas horas sem direção do Espírito, apenas para agradar vaidades ou interesses menores que o da adoração a Deus, da comunhão fraternal e da audiência de Sua Santa Palavra.
Não compreendo como as atitudes num culto podem ser tão desajustadas. Admito que uma reunião cristã seja longa, desde que o tempo seja bem aproveitado, sob a orientação do Espírito de Deus, e não para satisfazer aqueles bilhetinhos que chegam ao dirigente "em cima da hora", nem para atender a caravanas que ali se reuniram a fim de cantar um hino num contexto de hinos em demasia.
Para quem, afinal, prestamos culto? É para Deus mesmo? Não é para nós, não? Às vezes parece que, como eu, Deus fica assistindo, quando Ele é Quem deve conduzir, enquanto eu deveria participar.
Como espectadores ficamos muitos, sentados em nossas cadeiras ou bancos, e vendo o desfile de bons cantores e músicos, para depois ouvirmos uma pregação que nem sempre é bíblica, e, não raro, contraria até mesmo a própria doutrina da denominação.
As coisas na igreja têm que fazer sentido. Viver como que tateando no escuro, ou "dando murros no ar", não é inteligente. E, perdoem-me a franqueza, nem sempre é inteligência o que vejo em nosso meio, mas uma certa teologia prática que exalta justamente o ininteligível.
* Também publicado em www.ultimato.com.br, na seção Palavra do Leitor.

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.