quarta-feira, 2 de abril de 2008

Da falsa idéia de que um texto precisa ser compreensível por todos

Acabo de ler num site evangélico dois comentários a um artigo de certo teólogo, em que os leitores reclamam de que o escritor possui uma linguagem muito rebuscada e por isso distante dos leitores, o que, segundo eles, dificultaria a comunicação das idéias. Essa queixa é comum.
De minha parte, vejo que nem sempre o texto tem o objetivo de ser compreendido por todas as pessoas, pois a técnica precisa de uma terminologia especial, adequada à ciência. Aliás, a definição de ciência não possui somente método, princípios e objetividade, mas também linguagem própria. Toda ciência tem um conjunto característico de palavras que expressam o conteúdo de determinado ramo científico, como o Direito, a Teologia, a Biologia etc.
Já pensou se minha esposa tiver que traduzir sua dissertação de mestrado em biologia vegetal com palavras que todo mundo vai entender? Vai chegar um momento em que ela precisará de ilustrações bem pobrezinhas, para que eu entenda. Mas para a comunidade científica é possível sintetizar milhões de ilustrações pobres numa só palavra, ou numa expressão, como "metabolismo secundário", por exemplo.
Ora, se o camarada é teólogo ou acha que gosta disso, que procure estudar teologia de verdade, para compreender os conceitos. Querer rebaixar o conhecimento abraçando uma terminologia pobre é um dano à ciência.

Nenhum comentário:

Fale comigo!

Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@gmail.com. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

Arquivo do blog

Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.