quinta-feira, 10 de abril de 2008

Reconhecimento: um outro nome para o gloriar-se

Quantas pessoas se converteram à pregação de Noé, que anunciou o juízo de Deus durante tantos anos?
Quem reconheceu Jeremias como profeta? E que benefício João Batista conseguiu por ser tido como profeta?
Quando foi que Paulo obteve aprovação geral na comunidade cristã?
Quantas pessoas se manifestaram seguidoras de Cristo quando Ele foi preso?
Noé não teve sucesso? Digo que teve, pois salvou sua família das águas do Dilúvio e se manteve fiel a Deus.
Jeremias foi um verdadeiro profeta porque pregou o retorno à Lei do SENHOR. Mesmo assim - ou por causa disso - ele foi desmentido, perseguido, considerado desertor, preso e exilado. Justamente o profeta que chorava por sua nação, e que dedicou sua vida à pregação da mensagem divina!
João Batista, que falava com tanta coragem a respeito de assuntos do contexto social, como o salário dos soldados e a vedação à tortura, além de ter, é claro, anunciado a vinda do Cristo, acabou sendo morto por um capricho da mulher de Herodes, a quem João havia repreendido duramente por um problema de cunho moral.
Paulo lutou para obter "a destra de comunhão" da Igreja em Jerusalém; e nunca obteve aceitação total na comunidade cristã; sempre teve que defender suas credenciais de apóstolo, seja pela visão do Cristo Redivivo, seja pela autoridade das Epístolas, seja pelo poder do Espírito em seu serviço.
E o que dizer de Jesus? Morreu como viveu: alvo de acusações sem fundamento, e amando a humanidade. Jesus foi rejeitado pelos seus próprios compatrícios. Passou a ser desacreditado em Nazaré, terra onde foi criado. Os líderes de sinagoga já não gostavam d'Ele devido às coisas que dizia. Os sacerdotes, muitos deles fariseus, sentiram inveja d'Aquele que tinha autoridade no falar e no agir. Os anciãos faziam côro aos sacerdotes. Para a religião oficial, parecia pretensioso demais um filho de carpinteiro sair falando coisas tão profundas sobre o Reino de Deus, e dizendo EU SOU.
Jesus não cabia na escatologia do Judaísmo. Os escribas, com sua intelectualidade fria, não conseguiram encaixar o discurso de Jesus aos escritos que interpretavam a Tanach (Lei, Profetas e Hagiógrafos). Nem se deram ao trabalho de pesquisar a vida de Jesus e descobrir que Ele nasceu em Belém, como constava de Miquéias (5.2). O preconceito teológico inibe a pesquisa da verdade.
Todos esses personagens deixaram de ser reconhecidos pelos homens. Eles não receberam a glória deste mundo, e por isso uma recompensa lhes foi dispensada pelo Pai. Aos salvos por Cristo, que não quiseram a glória do mundo, o Pai os glorificará. Ao próprio Cristo, que rejeitou a glória do mundo, o Pai já glorificou. Não há como receber as duas glórias (ver Jo 5.41,44).
Pensemos nisso.

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Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.