quarta-feira, 2 de abril de 2008

Leia o livro: "Igreja: por que me importar?"

Por sugestão do Pr. e professor Davi Robson, li o livro Igreja: por que me importar?", do celebrado escritor norte-americano Philip Yancey, mesmo autor de Maravilhosa Graça, Decepcionado com Deus e A Bíblia que Jesus lia.
Não pretendo fazer uma resenha, mas uma simples recomendação. O livro é curto, objetivo e sério em sua abordagem do desgaste que muitos crentes têm sofrido quanto à sua própria igreja. O próprio autor, que hoje é feliz com sua igreja, afirma que teve dificuldade com a igreja a que pertenceu na infância, por ser uma comunidade legalista, racista e hipócrita.
Yancey menciona frases de outras pessoas quanto à igreja, demonstrando que a chateação que se pode passar num culto enfadonho é um caso trans-oceânico. Cita por exemplo o bom e velho C.S.Lewis, e fico mesmo satisfeito de verificar que pessoas desse naipe também passaram por uma decepção com as estruturas eclesiásticas - não pela decepção em si, mas pela humanidade que eles revelam com o desabafo de suas experiências.
Philip Yancey diz que começou a mudar de atitude - depois de um período afastado da igreja - quando se perguntou mais ou menos o seguinte: "Que tipo de igreja haveria se todos fossem iguais a mim"? Como a resposta foi desagradável, ele iniciou um novo tipo de comportamento.
Para ilustrar a igreja, Yancey usa metáforas próprias, além de algumas extraídas da teologia de Paulo. Vejo nisso muito mais de organismo do que organização, muito mais de família do que de instituição. O autor vê a igreja como lugar de solidariedade, e não de julgamento e repressão.
Em vez de ficar tratando exaustivamente de igrejas problemáticas, Yancey usa o exemplo positivo de uma igreja de que participou por treze anos, em Chicago, no Estado de Illinois. Localizada entre uma região rica e uma região pobre, a igreja soube aproveitar as oportunidades, e há histórias muito bonitas de como os membros e o pastor ajudaram pessoas realmente necessitadas de apoio. Fico pensando o que moveu aquelas pessoas a serem tão generosas e pacientes - a única resposta que tenho é a ação do Espírito de Cristo.
Dentre as conclusões do autor, têm-se que a igreja é uma comunidade para adorar a Deus, para ajudar a quem precisa, tanto de fora como de dentro, e para testemunhar de Deus na terra. É com essa imperfeição toda mesmo que participamos da igreja local. É aprendendo com os erros, e mantendo o alto padrão neotestamentário como ideal a ser conquistado.
Pela simplicidade do livro e pelo toque de esperança que ele oferece, sugiro a leitura de "Igreja: por que me importar?" (Editora Vida Nova).

Um comentário:

Raphael disse...

este livro é muito bom vc sabe aonde eu acho uma resenha dele.

Abraço
Raphael Rodrigues
raphaelrodriguesdesouza@yahoo.com.br

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Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
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Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
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Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.