segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sobre o Canal Livre de ontem

No Programa Canal Livre transmitido ontem pela Rede Bandeirantes, foram entrevistados um psiquiatra, uma psicóloga e uma psicopedagoga, que falaram sobre a reação da sociedade à exposição diária do Caso Isabella Nardoni.
O que me chamou a atenção foi um trecho da terceira entrevista, em que a psicopedagoga afirmou que a desestruturação familiar trouxe problemas quanto à formação ética dos filhos. Para mim, ela estava certíssima. No entanto, como imaginei, tanto o Fernando Mitre como o Marcelo Parada levaram a questão para o lado de que a remodelação familar não pode ser responsabilizada pelos problemas familiares de hoje, e que estaríamos num período de transição em que a "nova família" precisa ainda se adaptar, cabendo à sociedade resolver esses novos conflitos.
Ante a intervenção dos jornalistas, a psicopedagoga acabou concordando com a premissa de que a família tradicional também tinha seus problemas. Sim, ninguém nega isso. Entretanto, o que ela estava defendendo - e com isso eu concordo - era que os casamentos sucessivos dos pais atrapalham a formação ética dos filhos, que ficam sem saber afinal de contas quem é o responsável, que é a autoridade dentro de casa, pois entram as figuras do padrasto e da madrasta. Diante de uma pergunta do Marcelo Parada sobre a família Nardoni, que para ele parece "forte", ela disse que força não significa ética - mais uma boa afirmação. Uma família forte e unida não é necessariamente um lugar de acolhimento moral.
Outro ponto que eu gostaria de destacar foi quando o mesmo Marcelo Parada reclamou que certa vez, numa reunião escolar de que participou, a escola pediu aos pais que não deixassem os filhos levarem celular para ó colégio, a fim de não atrapalhar as aulas. Parada achou que isso fôsse algum tipo de receio ou medo por parte dos professores, que estariam repassando essa autoridade para os pais. Mais uma vez discordei do jornalista, pois essa autoridade é primordialmente dos pais, e não dos professores. É dever primeiro dos pais não permitir que os filhos levem celular para a escola. Creio que é justamente essa transferência de autoridade que contribui, entre outros fatores, para que as famílias brasileiras tenham se tornado débeis no aspecto da formação do caráter.

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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.