quarta-feira, 9 de abril de 2008

Por que pessoas inocentes sofrem tragédias?

Todos os dias tomamos conhecimento de notícias trágicas, dando conta de acidentes e crimes brutais em todo o mundo. Com a informação globalizada em tempo real, assistimos a guerras político-tribais no Quênia e a atentados de homens-bomba no Oriente Médio; e com as câmeras colocadas em pontos estratégicos de cidades brasileiras, vemos acidentes de automóvel com inúmeras mortes. Tudo isso ocorre todos os dias, à nossa frente, na TV, no rádio ou na Internet - e ficamos pasmados.
Em nossos corações, logo surge a pergunta: por que tantas pessoas inocentes morrem de maneira cruel? Por que crianças e mulheres ficam à mercê da violência estúpida e muitas vezes anônima das ruas ou de dentro de casa?
Essa questão não é nova, não é exclusiva aos tempos pós-modernos (ou hiper-modernos, como queiram). Vejamos:
Conta-nos o médico Lucas (13.1-5) que em certa ocasião algumas pessoas conversaram com Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturou com o sacrifício por eles oferecido. Aquilo era tão absurdo e tão maldoso que - pensavam eles - precisava de uma explicação. Como Jesus estava ali, talvez Ele tivesse uma resposta.
Na verdade, Jesus sabia que Seus interlocutores buscavam uma explicação do tipo causa e efeito, no sentido de que alguma coisa os pobres homens deviam ter feito para sofrer uma pena tão severa. Por isso, Jesus disse: "Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas"?
Assim, de modo desconcertante, Jesus faz com que eles pensem, e revela qual a pergunta subjacente ao espanto de todos.
Ora, se eles tinham vontade de saber a resposta para o sofrimento daqueles homens em especial, Jesus não fez nenhuma questão de estabelecer uma análise de caso. O que aconteceu, aconteceu.
Todavia, Jesus passa adiante, dizendo que aqueles galileus não eram mais pecadores que todos os demais habitantes de Jerusalém, mas que a falta de arrependimento conduz indistintamente ao perecimento.
Igualmente, os 18 sobre os quais desabou a Torre de Siloé não eram mais culpados que todos os outros. O que aconteceu, digo agora, certamente teve uma explicação física, como a deficiência na estrutura do prédio. Nada há que explique por que motivo tinha que ser com aqueles homens, e não com outros. Esse não é o problema.
Dessa forma, em lugar de ficarmos procurando as razões metafísicas das tragédias especialmente consideradas, devemos entender que todos nós somos pecadores, e que "o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). Quem pecou? "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). Portanto, todos devem morrer, hoje ou amanhã, desse ou daquele jeito.
A maior tragédia humana é o pecado, que produz a morte e todo tipo de sofrimento no mundo, não necessariamente como conseqüência de atitudes de pecado, mas como conseqüência da condição pecaminosa que todos nós carregamos. A fim de quebrar esse ciclo foi que Jesus Cristo veio ao mundo, "para que aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).



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Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.