terça-feira, 15 de abril de 2008

Sobre pregadores mirins

Há um vídeo no youtube em que uma menina de sete anos de idade aparece como pregadora da Palavra. Seu nome é Ana Carolina Dias, hoje com treze anos, segundo o "site" da Folha de São Paulo.
Pelo inusitado de sua aparição, fizeram até um funk, chamado "Funk da Menina Pastora".
Gritando palavras como "meirmão" e usando um jargão evangélico, essa menininha da Assembléia de Deus aparece no vídeo de seis anos atrás empregando aquela velha alegoria de que as cinco pedras da funda de Davi simbolizavam os atributos do menino apresentado em Is 9.6: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.
Alguns podem ficar felizes com isso, achando bonito e dizendo "Olha, Deus usa a quem quer, usa até uma criança". Mas eu acho isso ridículo. Uma criança ou pré-adolescente não tem maturidade para usar o púlpito, não tem experiência de vida.
A menos que se entenda a pregação como uma inspiração direta do Céu para o pregador - o que não é bíblico -, não se pode admitir que uma pessoa sem maturidade se apresente portando o Evangelho como ministra da Palavra. Como a iluminação - e não inspiração - pressupõe a capacidade de entendimento, é impossível que uma criança compreenda a profundidade do que está lendo nas páginas da Escritura a ponto de transmitir com o peso da pregação.
A irresponsabilidade, porém, não é da menina, mas dos adultos que promovem sua apresentação como pregadora mirim. Essa é apenas uma das manifestações da banalização do evangelicalismo brasileiro, em que infelizmente líderes fazem vista grossa para práticas estapafúrdias.

12 comentários:

Anônimo disse...

eu creio que Deus usa quem ele quer e como ele quizer. O problema das pessoas hoje em dia, é o achismo de algus loucos farizeus neste dia de hoje a palavra de Deus é compreendida por quem é espiritual e não por qualquer um. A palavra de Deus diz que da boca das crianças sai o perfeito louvor diz também não julgueis para que não sejais julgados

Alex Esteves da Rocha Sousa disse...

O irmão anônimo me chama de "louco farizeu" (sic), "qualquer um", e diz que estou julgando. É claro que o fez indiretamente, mas fez. Ao me incluir entre os "loucos farizeus" (sic) e "quaisquer uns", o irmão me julgou. De minha parte, não julguei a menina, nem os responsáveis por ela, mas a atitude de exposição da criança. E mantenho minha opinião. Sei que Deus pode usar qualquer um, mas o ministério da Palavra é coisa tão séria, tão sistemática, que não combina com uma eventualidade, com uma ocasião excepcional, em que, por exemplo, Deus pode usar uma criança para transmitir uma palavra especial a alguém. O ministério da Palavra é um ofício para os vocacionados, não uma experiência para crianças. É evidente que a criança estava simplesmente imitando os adultos, ainda que não possamos negar a sinceridade de seu coração, pois das crianças, como disse Jesus, é o Reino dos Céus.

Anônimo disse...

Eu quero diser que Deus não escolhe idade e nem cor e muito
menos quem tem estudo de teologia
se Deus osou uma jumenta pra falaer
porque ele não usaria uma criança quem faz a obra é Deus e não quem nós queremos meu querido deixe Deus trabalhar amem fique na paz.

Anônimo disse...

Deixe Deus trabalhar se ele usou
uma jumenta pra falar porque não
usaria uma criança da boca das crianças é que sai o perfeito louvor para de querer falar por Deus xau fique na paz.

Roger disse...

Primeiro, acredito mediante a palavra de Deus que usa quem Ele quer, como já foi dito aqui, até uma Mula foi usada por Deus. Portanto, é melhor começarmos a franquear os nossos púlpitos para que todos os jegues do país tenham a oportunidade de pregar e exercitar o seu ministério, como estão fazendo com as nossas crianças. Segundo, a bíblia diz que nós e que devemos emitá-las e não o contrário.
Pr. Roger (O Brasil Para Cristo)

benilton disse...

em vez de ficar criticando aqueles que ensinam seus filhos no caminho que devem andar, como diz a biblia; porque voce não olha aquelas crianças que estão aprendendo a dançar na boquinha da garrafa; aquelas que estão aprendendo a beber, fumar, se prostituir...fazer novelas,porque esses sim estão se perdendo, se voce tivesse sido ensinado, como essas crianças que pregam,com certeza agora em vez de tentar "matar"(espiritualmente), voce estaria resgatando as nossas crianças, das garras do adversário

Anônimo disse...

O meu irmão,o que vc tem???Esta dando a impressão que vc astá indo contra o Reino de Deus!!!!!!!!!!!

Alex Esteves da Rocha Sousa disse...

Anônimo,

Minha opinião não vai contra o Reino de Deus. Seria melhor você fundamentar a sua impressão, porque não sei quais são os seus argumentos. Apenas disse achar que estou contra o Reino de Deus, e isso diz pouco ou nada. Eu não vou pelo caminho mais simples de aceitar qualquer pregação como vinda de Deus porque é preciso verificar o conteúdo e a forma: a criança repetir o discurso de adultos e seus trejeitos não é exatamente uma pregação de Cristo. Não sou contrário, é evidente, ao fato de Deus poder usar crianças, mas Ele as usará como tais, e não como imitadoras de adultos. Deus pode colocar Suas palavras na boca de crianças, sem dúvida, mas não o fará certamente como se quisesse colocá-las na condição de meras repetidoras. O "perfeito louvor" que vem das crianças está em acordo com sua condição de crianças, e não com o modelo adulto que lhes queremos impor.

Anônimo disse...

misericordiiiiiaaaaa

Lucas Pimentel Figueredo disse...

Meu amado e querido irmão autor do artigo, temos que tomar cuidado ao fazer certas afirmações. Se formos analizar o ponto de vista do irmão sob uma ótica bíblica, teremos que lançar por terra o raciocínio do amado.
Há na bíblia exemplos de crianças que receberam logo cedo responsabilidades que aos olhos naturais seria impossível. Por exemplo, em 2 Reis cap. 21 verso 1 consta o seguinte: "Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e reinou cinqüenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hefzibá". Qual condição tem uma criança de doze anos para reinar?

A bíblia revelanos, ainda, que Jesus Cristo certa feita, também com doze anos de idade, estava dentro do templo interrogando e respondendo aos doutores da lei, vejamos o texto bíblico que se encontra em Lucas Cap. 2 versículos 42-47: "E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia e procuravam-no entre os parentes e conhecidos. E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas". Não se limitando a isso, temos ainda as colocações do Apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios dizendo:" Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo" (1 Coríntios 2 : 11-16).
Amado, meu objetivo não é confrontá-lo, mas expor alguns pontos de vista.
Corremos um sério risco ao julgar-mos algo como não sendo de Deus. Temos que pedir a Deus que nos dê discernimento sobre tais coisas.

Fica na paz de Cristo!

Lucas Pimentel Figueredo
Presbitero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Campo de Campinas - Senador Canedo - Goiás.
Acadêmico do Curso de Direito.

Alex Esteves da Rocha Sousa disse...

Prezado Lulas Pimentel Figueiredo,

Recebo com alegria suas críticas e ponderações.
Talvez o exemplo que você usou, de Manassés, não seja o mais feliz, pois este foi um dos piores reis de Judá, a ponto de passar seu filho pelo fogo, em honra a Moloque. Mas há bons exemplos, como Josias.
Creio que fui mal compreendido nesse texto, ou me expressei mal. Não considero absurdo que uma criança seja usada por Deus. Discordo, sim, do que Ciro Sanches Zibordi chama de "adultização" das nossas criancas. Assistindo ao vídeo, você percebe que a menina simplesmente repete o que os adultos fazem. Não discordo de que uma criança possa ser usada por Deus para falar coisas da Palavra. Todavia, o erro está em, primeiro, querer que ela reproduza os trejeitos dos adultos - lembre-se: é só uma criança. Segundo, entre os requisitos para o diaconato e o ministério episcopal encontram-se elementos que indicam sem sombra de dúvidas que se trata de adultos, e não de pessoas em desenvolvimento. Mantenho minha posição.

Joao Florentino DaSilva disse...

Voce esta cert Alex, isso esta no meu blog tambem e escrevi la' que tudo isso e'assustador, trágico, patético, bizarro, ridículo, de mau gosto, feio, triste, criminoso, deprimente, nojento, asqueroso, lamentável, desprezível, deplorável, lastimável, baixo, vil, horrível, abominável, insensato, cômico, absurdo, medonho, repugnante, odioso, repulsivo, desagradável, e tantos mais adjetivos se pudessem utilizar, não seriam suficientes para definir essa "coisa", onde o menino e' a maior vitima. Criminosos espirituais criam essas aberrações, em o nome de Jesus, e pessoas de nenhum senso aceitam e promovem esses "nanicos" fantasiados, a imitar os pilantras adultos em todos os seus cacoetes.

Chorei mais uma vez, por vez os descaminhos não do velho e bom Evangelho do Reino, mas de pessoas que, em tendo sido mal ensinadas, vivem uma forma bizarra de cristianismo paganizado em todos os seus aspectos.
Minha oração é para que Deus tenha pena de nos todos, geração da ultima hora.

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Gostaria de estabelecer contato com você. Talvez pensemos a respeito dos mesmos assuntos, e o diálogo é sempre bem-vindo e mais que necessário. Meu e-mail é alexesteves.rocha@gmail.com. Você poderá fazer sugestões de artigos, dar idéias para o formato do blog, tecer alguma crítica ou questionamento. Fique à vontade. Embora o blog seja uma coisa pessoal por natureza, gostaria de usar este espaço para conhecer um pouco de quem está do outro lado. Um abraço.

Para pensar:

Um dos terríveis problemas da Igreja evangélica brasileira é a falta de conhecimento da Bíblia como um sistema coerente de princípios, promessas e relatos que apontam para Cristo como Criador, Sustentador e Salvador. Em vez disso, prega-se um "jesus" diminuído, porque criado à imagem de seus idealizadores, e que faz uso de textos bíblicos isolados, como se fossem amuletos, peças mágicas a serem usadas ao bel-talante do indivíduo.

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Bases de Fé

Creio:
Em um só Deus e na Trindade.
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão.
Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal e sua ascensão aos céus.
Na pecaminosidade do homem, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode salvá-lo.
Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
No batismo bíblico em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus, através do poder do Espírito Santo.
No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo.
Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade.
Na Segunda Vinda de Cristo.
Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo.
No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
E na vida eterna para os fiéis e morte eterna para os infiéis.